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SÉRIE DE: FAILON TEIXEIRA.
ESCRITA
POR: FAILON TEIXEIRA.
EPISÓDIO
14: A COBRA DA PESTE! (Penúltimo)
PERSONAGENS
DESTE CAPÍTULO.
SABRINA
DUDA
LOLA
ROGÉRIO
JANDIRA
TIAGO
ZÉ
MARLY
JUDITH
EDUARDO
LÚCIA
FANY
ALICE
MARA
VIRGÍNIA
MIGUEL
PARTICIPAÇÕES
ESPECIAIS.
MORGANA
REPÓRTER
DUDA
PEREIRA
POLICIAS
ATENDENTE.
Cena 1. Delegacia –
Sala do Delegado – Int. Noite.
O corpo do delegado Pereira estirado no chão. Muito sangue.
Sabrina se apavora.
SABRINA – Meu Deus do céu, eu não acredito que matei ele (Ela põe
as mãos na cabeça) preciso dá o fora daqui!
SABRINA – Bom, já tá feito! Agora, eu tenho que esconder o corpo
do velho.
Sabrina retira a faca do pescoço de Pereira. Ela põe a fata
dentro de uma bolsa preta.
SABRINA – Bom, eu não vou te queimar, seu verme! Fiquei
quietinho ai!
Sabrina chuta o corpo de Pereira. Pega a chave do bolso dele, arrebenta
a porta e sai.
CAM
foca no corpo de Pereira.
NO
CARREDOR.
Sabrina encontra-se com Morgana.
MORGANA – Matou o velho, o Pereira?
SABRINA – Sim, e deu tudo certo. Vamos começar a rebelião para
fugirmos.
SABRINA – Sim. Essa parte é com você, né?
MORGANA – Sim. Vem, vamos dá um fim nessa faca, antes que alguém
nos veja.
As duas correm entre os corredores da delegacia.
E
a cena corta para:
NA CELA.
CAM Focaliza em Sabrina e Morgana que adentram a sala, passos
lentos, vão em direção à uma presa. Morgana dá um soco nela, e ela acorda do
seu sono.
#PRESA 1 – Tá louca, Morgana. Quer morrer?
MORGANA – Eu quero sim, mas antes vou te matar primeiro.
A presa e Morgana começam a se estapear. Uma confusão começa na
cela. Muita gritaria. Nas outras celas. As pressas acordam e começam uma
pancadaria nas grandes. Gritos. Sabrina abre a cela e as presas saem
loucamente. Morgana e a outa aproveitam a rebelião formada para sair da cela.
CAM
Focaliza nas presas que acabam de começar uma rebelião.
Cena 2. Hotel –
Quarto – Int. Noite.
Sentados à cama, estão Jandira e Tiago, eles conversam sobre
Sabrina.
JANDIRA – O que o advogado disso? Vai tirá-la da cadeira?
TIAGO – Não é tão simples como pensamos, dona Jandira. Foi
encontrado uma prova muito evidente do crime nas coisas dela/
JANDIRA (Interrompe) – Deus, o que ela foi fazer da vida dela?
TIAGO – Eu tenho certeza que ela é inocente.
JANDIRA – Também, porque lá no fundo do meu coração. Eu acredito
que ela tem uma alma boa!
TIAGO – Sabemos. Ela me contou que tá passando horrores lá
dentro.
JANDIRA – Eu ainda não tive a chance de visita-la. Mas em breve
irei….
TIAGO – Sim, eu estou fazendo de tudo para tentar libertá-la.
JANDIRA – Tiago, meu filho. Posso fazer uma pergunta?
TIAGO – Todas que quiser!
JANDIRA – Você ama a Sabrina, não é mesmo?
TIAGO – Amo muito. Eu quero tirá-la daquela vida e dar uma
melhor para ela.
JANDIRA – Eu espero que dê certo o relacionamento.
TIAGO – Bom, dona Jandira. Eu tenho que visita-la agora e você
me acompanha?
JANDIRA – Sim. É um bom momento de ver minha filha.
Tiago levanta-se da cama.
JANDIRA – Espere-me um pouco lá em baixo. Vou pôr um vestido
descente para sair.
TIAGO – Sem problemas. Fique à vontade.
Jandira acompanha Tiago até à porta.
Corta
Para:
Cena 3. Rua – Ext.
Noite.
SONOPLASTIA:
Infiel
– Marília Mendonça.
Dentro do carro, Duda vai em alta velocidade. Ele fala enquanto
dirigi. Lola, ao bando de trás.
DUDA – Eu vou passar na cara do delegado que achei o assassino e
não ele. Eu quero só ver a reação dele com a revelação que você vai fazer.
LOLA – Eu estou com um pouco de medo!
DUDA – Não precisa ter medo. Eu vou protegê-la.
LOLA – Falta muito para chegarmos?
LOLA – Não. Mas o delegado ainda deve estar acordado.
LOLA – Esse ele não acreditar em mim, no que eu falar?
DUDA – Confie em mim. Você precisa ficar calma... assim não vai
ajudar.
LOLA – Está bem…. Vou me acalmar!
O carro segue estrada. Lola mexe ao celular.
Corta
Para:
Cena 4. Delegacia –
Ext. Noite.
Duda chega na delegacia. Ele para o carro. Ele e Local descem.
Eles veem uma rebelião. Muitas presas fugindo.
LOLA – O que está acontecendo?
DUDA – Acho que uma rebelião... tenho que ir até lá. Me espere
ai. Entra pra dentro do carro e não saia por nada. Pode ser perigoso.
Lola abre à porta do carro e adentra.
Duda carrega uma 38 e caminha até o protão da delegacia. Ele
adentra. Lola baixa os vidros do carro, nervosa. Ela reza.
E
a cena corta para:
DENTRO DA
DELEGACIA/CORREDOR.
CORTE DESCONTÍNUO.
Duda corre com a arma. Muitas presas passam entre ele com
facões, foices, armas e utensílios. Duda troca tiros com umas e corre e adentra
a sala do delegado e vê ele morto.
DUDA – Pereira, delegado Pereira. Você está morto!?
Duda vê o pescoço dele sangrando e que quase se desprende da
cabeça.
DUDA – Não. (GRITA) Quem fez isso com você? Essa rebelião deve
ter sido por causa da sua morte.
Duda caminha por toda a sala.
DUDA – Onde o assassino pode ter deixado algo no ato do crime.
Ele vasculhas gavetas, caixas e mesas... nada encontra.
DUDA – Preciso comunica-los a todos!
Duda disca o número do celular.
Close
no corpo de pereira ao chão.
NO PÁTIO.
As presas pulam o muro. Sabrina chega ao pátio, acompanhada de
Morgana.
MORGANA – Você pula primeiro ou eu?
SABRINA – Você Morgana. Por tanto tempo que esteve presa, merece
finalmente ser livre.
Morgana começa a escalar a parede, quando Sabrina lhe dá um faca
nas costas. Morgana cai ao chão, morta.
SABRINA – Idiota. Vai pro inferno! Vou fugir sozinha.
Sabrina cospe em sua cara. Sabrina escala e pula o muro. As
presas todas pulam o muro.
Close
no corpo de Morgana…. Muitas presas ao redor dela.
Cena 5. Fany Megony
– int. Noite.
Fany procura por Lola, Rogério anda com ela.
ROGÉRIO – Fany, ela não saiu com o cliente?
FANY – Sim, com o policial Duda, mas isso me preocupa.
ROGÉRIO – Por que? Qual sua preocupação.
FANY – Algo me diz que ela está nos escondendo algo e vai
revelar para à polícia.
ROGÉRIO – Você está me dizendo que/
FANY – Não posso afirmar nada, mas tenho essa hipótese em minha
mente!
ROGÉRIO – E se ela deu com a língua nos dentes?
FANY – Quê?
ROGÉRIO – Nada, querida. Vamos mandar os seguranças irem atrás
dela onde ela estiver.
FANY – Faça isso, Rogério. Eu não posso me exaltar, por causa da
pressão.
Rogério dá um beijo em Fany.
ROGÉRIO – Eu não demoro. Vou encontrá-la.
Rogério sobe para a sala do escritório.
Corta
Para:
MINAS GERAIS.
Cena 6. Vila
Dourada – Casa de Sabrina – Sala de Estar – Int. Dia.
Na sala de Estar, sentados em um sofá estão, Lúcia, Eduardo e
Judith. Eles conversam.
LÚCIA (Surpresa) – Então quer dizer que os dois vão se casar?
EDUARDO – É isso mesmo que você ficou sabendo, madrinha!
LÚCIA – Que bom, eu desejo felicidades para vocês! Mas me
contem. Como tudo começou?
EDUARDO – Bom, eu sempre fui apaixonado pela Judith, acho que
desde à infância/
JUDITH (Corta) – Bom, resumindo, amor! você ia contar uma longa
história. Nos apaixonados à primeira vista! Foi uma coisa de imediato.
LÚCIA – Entendo perfeitamente. E quando pretendem se casar?
EDUARDO – Já marcamos a data, mas acho que até em 6 meses.
JUDITH – Esse tempo é mais que suficiente. Até para organizarmos
uma festa grande e bem luxuosa.
Eduardo beija Judith.
EDUARDO – Vai ser a maior festa que essa Vila já teve. Eu te
garanto, amor!
LÚCIA – Eu só tenho que dar os meus parabéns!
Lúcia levanta-se e abraça os dois. Eles sorriem, felizes,
abraçados.
Corta
Para:
Cena 7. Vila
Dourada – Casa de Miguel e Judith – Quarto – Int. Dia.
Miguel adentra o quarto, carregando Judith em seus braços. Ele
põe ela na cama e abre às cortinas.
MIGUEL – Amor, eu vou cuidar de você e do nosso filho!
VIRGÍNIA – Obrigado, Miguel. Você me chamou de quê?
MIGUEL – De amor!
VIRGÍNIA – Parece um sonho, ouvir isso.
MIGUEL – Eu tô tentando mudar e devo começar por você.
VIRGÍNIA – Por sua culpa, eu quase morri.
MIGUEL – Bom, eu já perdi perdão. E posso afirmá-la que isso não
irá se repetir.
VIRGÍNIA – Assim eu espero! Miguel, será que você pode me trazer
algo para eu comer?
MIGUEL – Ah, sim…. Claro. Eu vou procurar algo na geladeira e
não tiver nada, eu vou na quitanda do Beto comprar alguma coisa para você.
VIRGÍNIA – Sim. Eu vou esperá-lo. Não demore!
Virgínia ajeita o travesseiro e Miguel dá um beijo nela e sai
logo em seguida.
Corta
Para:
Cena 8. Vila
Dourada – Bar do seu Zé – Int. Dia.
SONOPLASTIA:
Pabllo
Vittar – Corpo Sensual.
Bar cheio. Muita gente bebe, dança. Zé e Marly comemoram.
ZÉ – Eita, mulher que nunca tinha visto tanta gente no meu bar/
MARLY (Corta) – Seu bar? nosso, né filho?
ZÉ – Bom, não vamos começar com discussão.
MARLY – Sim. Hoje a gente vai faturar muito.
ZÉ – Parece que as coisas estão melhorando pra gente.
MARLY – Miguel e Virgínia, Judith e Eduardo. Tantas novidades
para um mês apenas.
ZÉ – E quando é que aquele cabra quer casar com nossa filha?
MARLY – Parece que já marcaram a data, mas ainda não
oficializaram.
Uma briga acontece. Um bêbado agride uma mulher. Zé corre para
separá-los e Marly aguarda, apreensiva, apavorada.
Corta
Para:
RIO DE JANEIRO.
Cena 9. Fany Megony
– int. Dia.
SONOPLASTIA:
K.O
– Pabllo Vittar.
As prostitutas Mara e Alice ensaiam pole dance. Fany observa-as.
A TV está ligada. Passa o noticiário urgente.
NOTICIÁRIO DA TV: Ontem, por volta das 10:30 da noite. Uma
religião acorreu na quinta delegacia de polícia do Rio. Um crime barbado
aconteceu. O delegado Jonas Pereira, conhecido como delegado Pereira, foi
encontrado morto dentro de sua sala. A hipótese conclusiva é de que ele foi
assassinado com uma facada em seu pescoço. Uma grande multidão está aglomerada
em frente à delegacia. Todos estão querendo justiça.
CAM focaliza em várias pessoas em frente ao portão. Gritando e
com cartazes. A repórter volta a câmera para Duda, que está acompanhado de
Lola.
REPÓRTER – Policial Duda, vocês já sabem quem matou o delegado? Tem
alguma pista?
DUDA – Sim. Olhamos as câmeras de segurança da sala e
constatamos que a presa Sabrina Mendes, foi a assassina do delegado, não só
ele, mas ela também matou sua companheira de cela, Morgana das Dores. Ela está
foragida. A polícia já está atrás dela. A ordem dada é para matar.
REPÓRTER – Quem é essa moça que está ao seu lado?
DUDA – Agora, ela é a minha nova namorada e tem uma revelação
para fazer.
REPÓRTER – Moça, o que tens a revelar?
LOLA – Bom, eu sou Lola Maria. Sou prostituta da Fany Megony. Eu
sei quem matou a tal mulher e deixou o corpo no matagal. Rogério Fragoso,
guardem bem esse nome. Ele é o assassino!
REPÓRTER – Que revelação! Como você tem certeza do que está
falando?
LOLA – Ele mandou eu pôr a prova do crime nas coisas da Sabrina.
Ele quis incriminá-la. Ele deve ser preso.
REPÓRTER – Muitas revelações. E a gente fica por aqui. Até mais!
A repórter adentra um carro. Uma multidão cerca Lola e Duda. Várias
viaturas chegam à delegacia.
A TV é desligada.
FANY – Não acredito. Esse ordinária, ela teve coragem de nos
trair!?
ALICE – Então o Rogério é um assassino!?
MARA – Sim. Você não viu que a Lola fez essa revelação?
ALICE – Eu tô chocada. E a Sabrina? Matou vários?
FANY – Eu preciso fazer uma ligação Às pressas (Ela disca o
número no celular)
Corta
Para:
Cena 10. Apartamento
de Rogério – Quarto – Int. Tarde.
Rogério fala ao telefone. Ele desliga.
ROGÉRIO – Maldita, maldita. Eu devia ter matado essa puta! Mas
eu tenho que fugir do país. A polícia já deve estar atrás de mim.
Ele mexe na gaveta do armário.
ROGÉRIO – Eu tenho um passaporte falso! Essa é minha chance!
Rogério pega todas as suas roupas e faz as malas.
Corta
Para:
Cena 11. Rua – Ext.
Dia.
Sabrina anda descalça por uma rua.
SABRINA – Eu preciso de um disfarce. Eu tenho que dar um jeito
de me safar.
Ela para em uma lojinha de roupas. Ela adentra.
CORTA PARA:
LOJINHA DE
ROUPAS – INT. TARDE.
ATENDENTE – Moça, o que vai querer levar?
Sabrina saca uma arma. Mira no atendente.
SABRINA – Eu quero umas roupas. Passa tudo! Ou mato você!
O atendente retira as roupas do estoque e entrega à ela.
Sabrina sai lentamente. Corre para um beco. Onde põe peruca e
uma outra roupa. Óculos escuros!
Corta
Para:
Cena 12. Apartamento
de Tiago – Sala de Estar – int. Tarde.
Sentados em um sofá estão, Tiago, Jandira e Hildo. Eles
conversam.
TIAGO – A Sabrina não pode ter matado o delegado!
JANDIRA (Chorosa) – Eu não quero acreditar, mas é a pura
verdade. Minha filha é uma assassina! Eu quero morrer!
HILDO – Não há mais dúvidas, Tiago. Eu não posso fazer mais nada.
Já está em rede mundial!
TIAGO – Entendo, DR Hildo. Mas eu vou pagá-lo pelo serviço/
HILDO (CORTA) – Que nada. Não precisa. Eu conheço sua família.
Não quero cobrar, porque eu não fiz exatamente nada.
JANDIRA – Vão matar, minha filha! Não posso coincidir com isso.
TIAGO – Eu vou falar com à polícia/
HILDO – Tiago, a essa hora já é tarde demais. Já deve ter pegado
ela.
JANDIRA – Eu quero morrer (Chora) preciso me acalmar. Eu vou
desmaiar! Eu preciso morrer! Eu não vou resistir.
TIAGO – Calme-se, dona Jandira! Você está nervosa demais/
JANDIRA – Não era pra eu estar? Minha vida acabou! Perdi minha
filha! Eu não tenho mais nada.
HILDO – Sinto muito, senhora! Mas tenha calma!
Jandira desmaia e Tiago socorre ela.
Corta Para:
Cena 13. Rua – Ext.
Tarde.
Várias viaturas percorrem à rua. Com sirenes que ecoam em todo
local. Mas atrás, em outro carro, Duda e Lola estão a postos.
Dentro do carro de Duda.
DUDA – vamos pegar essa bandida!
LOLA – Estou com medo. O Rogério vai vim atrás de mim/
DUDA – Não tenha medo. Você agora estar comigo. Vou protegê-la.
Já te falei!
LOLA – Fico mais segura em saber, mas não vamos pegá-la. Ela é
cheia de truques/
DUDA – A polícia é mais. Eu já tenho anos de experiência.
Os carros entram em um beco. CAM Foca em Sabrina, que está correndo
entre o beco. Os policias avistam ela.
SABRINA – Droga! Tenho que sair desse local! Eles já me viram.
Sabrina começa correr. Passa entre pneus, caixas de papelões e
outros. Ela some e as viaturas continuam a prossegui-la.
Sabrina corre e consegue entrar em um galpão abandonado. As
viaturas param. Os policias descem. Duda e Lola também.
Close em todos. Várias armas apontadas. Um clima de tensão toma
conta do lugar.
Ouve-se vários tiros vindo de dentro do galpão.
Uns policias correm e arrebentam à porta. Eles entram.
A cena congela......
Corta para
o fim do episódio 14.


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