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SÉRIE DE: FAILON TEIXEIRA
ESCRITA
POR: FAILON TEIXEIRA.
PERSONAGENS
DESTE CAPÍTULO.
SABRINA
LOLA
JANDIRA
TIAGO
MIGUEL
VIRGÍNIA
LÚCIA
ZÉ
MARLY
JUDITH
EDUARDO
LOLA
ALICE
MARA
ROGÉRIO
FANY
PARTICIPAÇÕES
ESPECIAS.
COMANDANTE
DUDA
REPÓRTER
JORNALISTAS
POLICIAIS
PADRE
JOÃO
MÉDICO
EPISÓDIO
15: O FIM DA HISTÓRIA DE SABRINA!
Cena 1. Galpão
abandonado – Int. Tarde.
Todos adentram o galpão. Os policiais, Duda e Lola. Sabrina
encontra-se sobre uma cadeira. Os tiros atingiram um bojão cheio de água. Muita
água no chão.
DUDA – Parada aí? Você está presa!
SABRINA – (Rir) Vocês pensam que eu sou boba. Não sei qual a de
vocês.
DUDA – Já sabemos de todos seus crimes. Você já está sendo
noticia em todo o Rio de Janeiro. Assassinada. Vai mofar na cadeia.
SABRINA – É o que vamos ver!
Os policias tentam encostar nela, Sabrina joga gasolina neles.
POLICIAL 1 – Tá louca? Você quer nos matar?
SABRINA – Não se aproxime. Eu mato quem chegar perto de mim.
Aqui tem gasolina e uma caixa de fosforo. Eu posso matar todo mundo.
DUDA – Você não é tão louca assim. Vai acabar com sua própria
vida?
SABRINA – Claro. Lola, querida. Você passou pro lado da polícia,
foi?
LOLA – Claro. Eu não vou ficar do lado do crime.
SABRINA – Vejam essa aí. Ela dá uma de santinha, mas quem
conhece que a compre. É a maior traíra.
LOLA – Cala boca. Sua ordinária. Sua louca. Assassina!
Lola dá um tapa na cara de Sabrina.
LOLA – Isso é que você merece. Você é uma desumana. Vai morrer,
a ordem é pra te mantarem.
Sabrina levanta-se da cadeira. Os policias e Duda reagem. Várias
armas apontadas.
SABRINA – Vocês querem me prender, né?
DUDA – E vamos fazer isso! É melhor se entregar.
SABRINA – Nunca, jamais. Eu não me entrego. Prefiro morrer! –
Ela rir.
Os policiais tentam se aproximar dela. Sabrina começa a despejar
os galões de gasolina em todo o galpão.
DUDA – O que você está fazendo? Vai nos matar?
SABRINA – Claro!
Ela risca o fosforo e joga sobre caixas, bujões e papéis. O fogo
começa.
SABRINA – Vamos morrer todos juntos!
DUDA – É melhor sairmos todos daqui!
O fogo começa a se locomover e se aglomera. Formando muito fogo.
Os policias começam a sair. Ficando apenas Sabrina. Todos saem.
GALPÃO/EXT.
Todos chegam ao lado de fora.
DUDA – Ela vai morrer. Vai morrer!
LOLA – Ela não merece uma morte dessa, não merece! Por mais que
ela tenha feito.
O galpão pega fogo por completo e explode. Muitas coisas voam.
Chamas e fumaças.
LOLA – Ela morreu, a Sabrina morreu!
DUDA – É louca. Matou a si própria! Só para não ser presa.
Sabrina sai rapidamente do galpão. Todos a veem.
DUDA – Olha ela lá. Ela não morreu e vai fugir.
Sabrina dá um chute no pênis de um policial e toma a moto dele.
Ela pisa fundo no volante e foge.
DUDA – Ela está fugindo. Vamos todos atrás dela!
Duda e Lola entram para o carro. Os outras viaturas seguem
Sabrina. Uma perseguição irá acontecer.
CORTA
PARA:
Cena 2. Rua – Ext.
Tarde.
Uma perseguição acontece. Sabrina na moto, passa entre os carros
que estão em congestionamento. As viaturas dão alertam para que os carros
possam dar espaço para a polícia passar. A perseguição segue.
CORTA
PARA:
Cena 3. Fany Megony
– Quarto – Int. Tarde.
Dentro do quarto, Fany e Rogério conversam à portas fechadas.
FANY – Está louco, Rogério? Fugir do país?
ROGÉRIO – Eu não tenho outra alternativa. É fugir, ou cadeia!
Não tenho outra opção.
FANY – Bom, está bem. Mas porque veio me consultar?
ROGÉRIO – Quero que você fuja comigo para o exterior!
FANY – Eu (Tom Sério) não posso abandonar minha casa/
ROGÉRIO – Olha, você sabe muito bem, mas do que eu alias. Que
estamos metido com facções perigosas até o pescoço e se eu cair, eu vou levar
você junto! Qual sua escolha? É pegar ou largar?
Fany pensa um pouco, Rogério anda pelo quarto.
ROGÉRIO – Eu tô sendo bem gentil com você, Fany/
FANY – (Corta) Eu aceito sua condição. Fugo com você, mas com
uma condição/
ROGÉRIO – Que condição? Quem dá as condições aqui sou eu.
FANY – Bom, como vamos viver em outro país.
ROGÉRIO – Eu vou te mostrar uma coisa que tenho guardado comigo.
Rogério abre uma mala cheia de dólares vivos.
ROGÉRIO – Resolveu o seu problema?
FANY – Sim. Então... É melhor nos apressarmos para chegar no
aeroporto a tempo.
ROGÉRIO – Tenho dois passaportes falsos. Eu serei o senhor
Alexandre Dantas e você será Maria Aparecida Aveiro.
FANY – Tá bom. Me espere lá em baixo. Preciso arrumar minhas
malas.
ROGÉRIO – Sim. Vou dar um tempo pra você se arrumar.
Rogério fecha a mala e sai. Fany faz as malas.
CORTA
PARA:
Cena 4. Ruas da
cidade – Ext. Tarde.
CAM foca em Sabrina que para a moto. Ela desce com as mãos na
cabeça. As viaturas param. Todos os policias descem. Várias armas apontadas
para ela.
SABRINA – Eu me entrego. Eu me entrego. Podem me levar presa.
Duda algema ela e a leva para a viatura.
LOLA – Assassina. Agora você vai ter o que merece.
SABRINA – Vamos ver quem vai se dar bem no final dessa história.
Sabrina é jogada dentro do porta-malas da viatura. Os policias
comemoras.
Duda corre e abraça Lola.
DUDA – Conseguimos, missão cumprida!
Os polícias comemoram. As viaturas seguem para a delegacia. Duda
e Lola abraçados, felizes.
CORTA
PARA:
Cena 5. Aeroporto
Santos Dumont – Embarque – Tarde.
Rogério e Fany chegam ao embarque. Eles dirigem-se até o
comandante.
COMANDANTE – Passaportes, por favor!
Rogério e Fany entregam os passaportes falsos a ele.
COMANDANTE – Senhor Alexandre Dantas, engenheiro e senhora Maria
Aparecida Aveiro, sua esposa. Estão liberados, podem esperar na cabine do voo.
Boa viagem!
Fany e Rogério vão para a cabine de voo. Felizes.
A polícia chega no aeroporto. Vários homens descem. Entre eles,
Duda.
Duda vai até o comandante de bordo.
DUDA – Comandante. Estamos suspeitos de que um foragido pode
estar embarcando para o exterior e ele está nesse aeroporto.
COMANDANTE – Qual o nome dele?
DUDA – Rogério Fragoso, é a informação de que tivemos.
COMANDANTE – Não tem nenhum passageiro com esse nome.
DUDA – Vou mostrar uma foto dele pra ver se você não viu alguém
parecido.
Duda mostra um cartaz com a foto de Rogério.
COMANDANTE – Eu vi ele sim. Acabou de ir para a cabine de voo e
deu passaportes falsos. Ele e a esposa dela.
DUDA – ótimo. Vamos todos pra lá.
O comandante aciona todas as alertas para que não deixem ele
embarcar.
NA SALA DA
CABINE DE VOO.
Rogério e Fany tomam champanhe. Eles brindam, felizes.
ROGÉRIO – A nova vida que vamos construir juntos!
FANY – Sim. Vamos começar tudo do zero! Meu amor!
Eles beijam-se, enquanto bebem.
A polícia adentra a cabine de voo. Duda aponta uma arma para
eles.
DUDA – Parado ai, Rogério! Você está preso!
FANY – Oh my goood! Não podemos ser presos.
ROGÉRIO – Isso é uma injustiça, sou inocente.
DUDA – Nãos seja inútil. Todos sabemos que você é um assassino!
A casa caiu! Vai mofar na cadeia!
Os policias algemam ele e Fany. Levam os dois presos. Uma
confusão se aglomera no loca.
CORTA
PARA:
Cena 6. Delegacia –
Ext. Noite.
As viaturas chegam à delegacia. Sabrina é retirada do carro e
levada para a porta da delegacia. CAM foca em um grupo de pessoas que jogam
tomates e objetos nela. Outros tentam lixá-la. Com muita luta, eles conseguem
entrar. Outro carro chega. Duda desce acompanhando Rogério e Fany. Jornalistas
e reportes começam a avançar neles.
REPÓRTER – Duda, como é prender dois assassinos no mesmo dia?
DUDA – Eu não tenho nada a declarar.
Duda sai empurrando os jornalistas. Eles adentram à delegacia.
CORTA
PARA:
Cena 7. Delegacia –
Sala do delegado – Int. Noite.
Dentro da sala estão Duda, Lola, Fany, Rogério e Sabrina.
DUDA – Bom, vamos pôr cartas à mesa. Rogério, vamos abrir o
bico!
ROGÉRIO – Bom, eu realmente matei a tal mulher. E mataria
novamente. Puta, quenga, e não servia pra mais nada.
DUDA – Que bom que está colaborando com a polícia. Assim aumenta
a sua pena.
FANY – E eu? Não sou assassina. Eu tenho que sair desse lugar
horrendo?
DUDA – Calma, Rogério tem algo a nos revelar.
ROGÉRIO – (Sério)- Fany, você quer esconder de todos que você
mexe com facção perigosa/
FANY (CORTA) – Isso é uma injustiça, calúnia!
ROGÉRIO – Chega de esconder tantos segredos. Já estamos no fundo
poço/
FANY – Você está no fundo do poço, eu não?
DUDA – Fany, é melhor revelar tudo o que você sabe.
FANY – Está bem. Eu faço parte uma facção criminosa, mas o
Rogério também faz parte/
DUDA (CORTA) – Então.... Estamos todos em família.
FANY - Eu tenho um estabelecimento para administrar. Não posso
deixar minhas meninas/
ROGÉRIO – Já acabou seu estabelecimento. Você agora é uma
presidiaria.
DUDA – Policiais, leva os dois para as celas. Não quero esticar
mais a conversa.
Os polícias levam eles para suas celas. Sabrina também é levada.
Duda abraça Lola.
CORTA
PARA:
Cena 8. Delegacia –
Sala de visitas – int. Noite.
Sabrina é levada para a sala de visitas. Ao adentrar, ela vê
Jandira e Tiago.
SABRINA – O que vocês estão fazendo aqui?
JANDIRA – Filha, eu vim olhar no fundo dos teus olhos.
TIAGO – Sabrina, como você foi capaz de/
SABRINA (POR CIMA) – Eu matei toda essa gente, sim! Odiava a
porra daquele delegado e da sonsa da Morgana.
JANDIRA – Minha filha, você se transformou em um mostro. Onde
que eu errei com você.
SABRINA – Você não errou, Jandira! Eu que não dei sorte na vida.
Vim pro Rio de janeiro, com o sonho de cantar e acabei me tornando uma
assassina. Sorte ou destino?
TIAGO – Eu e sua mãe, viemos dá todo o apoio em que você for
precisar.
JANDIRA – Você é um mostro. Mas não posso te abandonar. Eu sei
que bem no fundo. No fundo. Você tem um coração bom.
SABRINA – Bom, se era somente isso que veio me falar, acho bom
ir voltar pra Vila Dourada.
JANDIRA – Eu vou amanhã cedo. Mas aceite um abraço meu.
SABRINA – Sim. Pra não fazer desfeita.
Jandira e Sabrina abraçam-se. Sabrina empurra Jandira, que sai
logo em seguida.
TIAGO – Sabrina, sua mãe ainda ver em você uma alma boa.
SABRINA – Deixa ela seguir a vida dela. Eu já escolhi seguir a
minha.
TIAGO – Eu preciso te dizer que eu a amo.
SABRINA – Eu também, Tiago. Desde o dia em que você entrou
naquele quarto na Fany Megony.
TIAGO – Não vou abandoná-la, jamais.
SABRINA – Obrigado, meu amor!
Eles se beijam, apaixonados.
CORTA
PARA:
MINAS GERAIS.
LETREIRO:
6 MESES DEPOIS........
Cena 9. Vila
Dourada – Ext. Dia.
Na vila, os policias adentram em todos os cantos. Está havendo
trocas de tiros entre bandidos e policias. Nas casas, todos fecham as portas e
adentram pra dentro. Nas ruas, as pessoas correm em desespero. Uma confusão
acontece. Vários tiros são disparados. Zé e Marly fecham o bar.
CORTA
PARA:
LETREIRO:
UM MÊS DEPOIS.
Cena 10. Vila
Dourada - Igreja – Casamento de Eduardo e Judith – Int. Dia.
Igreja toda decorada com flores e com um tapete vermelho. A
Marcha nupcial começa. Judith adentra a igreja acompanhada do pai, Zé. No
altar, Eduardo espera ela, com um sorriso encantador. Ela chega ao altar e eles
se dão as mãos. A cerimonia começa.
PADRE JOÃO – Estamos aqui para celebrar o casamento de Judith Sampaio
Paranhos e Eduardo José Mendes.
O padre dá a benção e chega a hora das alianças.
JUDITH (Pondo a aliança no dedo dele) – Eu Judith Sampaio
Paranhos, aceito Eduardo José Mendes, como o meu legitimo esposo. Prometo
amá-lo e respeitado, na saúde e na doença, e em todos os dias da minha vida.
Amem!
EDUARDO (Ponto a aliança no dedo dela) – Eu Eduardo José Mendes,
aceito Judith Sampaio Paranhos, como a minha legitima esposa, prometendo amá-la
e respeito, na saúde e na doença, e em todos os dias da minha vida. Amem.
PADRE JOÃO – Eu vos declaro, marido e mulher! O noivo pode
beijar a noiva.
Eles beijam-se apaixonados. Todos aplaudem, felizes.
CORTA
PARA:
Cena 11. Hospital –
Sala de Parto – Int. Tarde.
Na sala do parto, Virgínia está tendo seu filho.
VIRGÍNIA (GRITA) – Aí, aí. Eu não aguento! Tá doendo muito!
MÉDICO – Faça uma força, moça! o bebê já está quase todo do lado
de fora.
Miguel segura na mão dela.
MIGUEL – Meu amor, vai, vai. Bota força aí e tem nosso filho.
VIRGÍNIA – Aí. (Pondo força) eu não vou conseguir.
MIGUEL – Você vai!
Virgínia põe força e a criança nasce. Ouvimos o choro do Bebê, é
um menino. O médico corta o cordão e entrega ele para Virgínia, que o segura
nos seus braços.
VIRGÍNIA (Olhando-o) – Lindo. Eu te amor! Você se chamará
Gabriel!
MIGUEL – Ele é lindo. Como é branco e tem os olhos claros!
VIRGÍNIA (Beija sua testa) – Eu te amo, meu amor! Você é o maior
presente que Deus me deu!
Miguel e Virgínia abraçam-se com o filho nos braços. Eles
felizes.
CORTA
PARA:
Cena 12. Vila
Dourada – Casa de Sabrina – Sala – Int. Noite.
Todos estão na festa do casamento de Eduardo e Judith. Muita
música. Bebidas e comidas.
Em um canto da festa, Jandira, Eduardo e Judith conversam.
JANDIRA – Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Meu filho, meu
Eduardo, finalmente se casou.
EDUARDO – Sim. É o dia mais feliz da minha vida também, mesmo
com os pesares/
JANDIRA – Não vamos falar da Sabrina. Ela escolheu o destino
dela.
Lúcia chega ao local.
LÚCIA – Bom, meu afilhado, meu querido! Eu sempre soube que você
ia encontrar alguém.
EDUARDO – Obrigado, Madrinha!
JUDITH – Obrigado dona Lúcia!
LÚCIA – Desejo toda a felicidade pra vocês!
Lúcia abraça eles. Em outro canto. Zé, Marly, Miguel e Virgínia
olham à festa.
ZÉ – É. Finalmente, nossa filha casou, Marly.
MARLY – Sim. É o dia mais feliz da minha vida. Minha filha
casada e agora com meu neto, meu Gabriel!
Marly pega Gabriel nos braços.
MIGUEL – Meu filho que eu tanto amo!
VIRGÍNIA – Ele tá começando a chorar. Acho que vou amamentá-lo.
Virgínia senta-se em uma cadeira e amamenta Gabriel.
CAM foca em Jandira, que sobe na escada da casa e pega o
microfone.
JANDIRA (Ao microfone) – Bom, hoje um dia muito especial da
minha vida. Meu filho, finalmente se casou e vai constituir família. Na vida,
eu tive provações das mais difíceis, mas sabe vencer é o melhor que eu fiz.
Escolhas, são fundamentais para uma pessoa. Agradeço a todos que vieram para a
festa. A minha comadre Lúcia, meus compadres é e Marly e outros convidados. A
festa está apenas começando.
Ela solta o microfone e todos aplaudem ela.
CAM focaliza em todos. Zé e Marly se beijam. Miguel e Virgínia
também. Lúcia, beija um senhor no meio da festa. Balões sobrevoam o local.
Todos brindam com taças, felizes.
CAM foca num quadro de Sabrina, que cai ao chão e se desfaz em
vidros quebrados.
A
CENA CORTA PARA:
RIO DE JANEIRO.
Cena 13. Rio de
Janeiro – Ext. tarde.
SONOPLASTIA:
Quem
de nós dois – Ana Carolina.
CAM AÉREA Foca na cidade do Rio de Janeiro. Nas ruas, vemos
pessoas indo ao trabalho, a praia, andando a pé. Close num grupo de pessoas que
tomam água de coco na praia de Copacabana.
E
a cena corta para:
Cena 14. Apartamento
de Duda – Quarto – int. Tarde.
Duda e Lola acabaram de transar. Ela está deitada sobre o peito
dele, que faz carícias.
LOLA – Duda, eu estou tão feliz ao seu lado. Você me tirou
daquela vida.
DUDA – Sim. Nem eu sabia que você era a mulher ideal para mim.
LOLA – Mas Duda. Como vai ficar a Fany Megony? E as meninas?
DUDA – Eu já dei uma solução para esse problema.
LOLA – Posso saber qual?
DUDA – Você será a nova administradora de lá. O que acha?
LOLA – Acho tudo. É meu sonho. Amor, você está realizando todos
os meus sonhos.
DUDA – Você quem está realizando os meus.
Lola e Duda beijam-se apaixonados.
CORTA
PARA:
Cena 15. Presídio –
Cela – Int. Tarde.
Na cela, os presos jogam xadrez e conversam. Rogério anda,
apreensivo.
ROGÉRIO – Droga, inferno! Eu tenho que dar um jeito de sair
desse lugar!
Rogério faz um cigarro e começa a fumar.
A
CAM CORTA PARA:
NA CELA AO
LADO.
As presas estão conversando. Fany olha pela grade.
FANY – Jesus, o que fui fazer da minha vida.
Uma presa chega até ela e entrega-lhe uma faca.
Fany vira-se e acerta ela na barriga da presa.
CORTA
PARA:
Cena 16. Lola
Martinha – Int. Noite.
SONOPLASTIA:
Amante
não tem lar – Marília Mendonça.
A Fany Megony. Agora com outro nome, Lola Martinha. Está sendo
inaugurada. Muita gente. Música e bebida.
LOLA – Estou tão feliz, amor!
DUDA – Eu também estou feliz, por você estar.
No palco, Alice e Mara fazem pole dance.
ALICE – Lola, você vai estrear com chave de outo.
MARA – Obrigada, amiga! Por manter a gente na casa.
LOLA – Vocês são minhas amigas. Dançam e divirta-se!
DUDA – Eu te amo sabia?
LOLA – Claro. Eu também te amo!
Eles se beijam-se. A música para. As meninas dão seu show.
Elas dançam, enquanto cantam. Todos aplaudem elas. Todos
brindam, felizes.
Confeites caem no local. As luzes brilham.
CORTA
PARA:
CENA 17. Presidio –
Cela – Int. Noite.
Numa cela solitária, encontra-se Sabrina. Desolada. Sentada em
um pequeno colchonete. Ela chora. Caminha até a grade.
SABRINA – Eu acabei sozinha. Todos me abandonaram. Eu não tenho
mais ninguém, minha mãe foi embora, e o Tiago não vez me visitar mais essa
semana.
Sabrina pega uma faca e começa a se mutilar. Ela faz o seu nome
no seu braço. Muito sangue no chão.
Ela deita a faca cair e escora-se na parede, aos poucos começa a
descer. Até que se ver sentada com as costas para a parede. É o fim da história
de Sabrina.
A CAM focaliza nela, que está cabisbaixa e chora muito.
FIM.


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