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SÉRIE DE: FAILON TEIXEIRA.
ESCRITA
POR: FAILON TEIXEIRA.
PERSONAGENS
DESTE CAPÍTULO
SABRINA
TIAGO
FANY
ROGÉRIO
EDUARDO
JUDITH
MIGUEL
VIRGÍNIA
ZÉ
MARLY
LOLA
PARTICIPAÇÕES
ESPECIAIS.
DUDA
PEREIRA
MORGANA
EPISÓDIO
13: REVIRAVOLTAS!
Cena 1. Fany Megony
– Int. Noite.
SONOPLASTIA:
Corpo
Sensual – Pabllo Vittar.
A casa está cheia. Muitas pessoas. No palco, Alice e Mara fazem
pole dance. Fany anda ao local, preocupada. Rogério está sentando em um mesa,
ao lado de duas prostitutas, Fany aproxima-se dele.
ROGÉRIO – Fany, não está vendo que estou acompanhado? E muito
bem acompanhado.
FANY – Rogério, tenho um assunto de urgência para tratar contigo.
ROGÉRIO – Diga, Fany.
FANY – A Lola, a minha querida Lola, não compareceu para
trabalhar hoje/
ROGÉRIO – E o que eu tenho haver com isso?
FANY – Não seja indelicado. Eu seu que você tem saído com ela,
ultimamente, e preciso saber se você fez alguma coisa para ela?
ROGÉRIO – Não fiz nada pra ela, querida! Porque desconfias de
mim?
FANY – Quem te conheça, que te compre. Desembucha!
ROGÉRIO – Eu não sei o que houve com ele. Estou sendo o mais
sincero possível.
FANY – Tá. Entendo, mas eu estou preocupado com ela.
ROGÉRIO – Senta-se aqui comigo e vamos beber algo.
FANY – Sim, eu estou precisando...
Rogério enche duas taças e serve uma para ela.
Corta
Para:
Cena 2. Delegacia –
Sala do Delegado – Int. Noite.
Na sala do delegado Pereira, ele e o policial Duda conversam.
DUDA – Delegado Pereira, você acha que ela não é a assassina da
tal mulher?
PEREIRA – Não tenho dúvidas que não seja ela. A prova que
encontramos no quarto dela, ficou evidente que ela é uma assassina.
DUDA – Eu não sei, mas eu não acho ela com cara de assassina.
PEREIRA – Duda, você é muito ingênuo e se deixa levar pelas
aparências.
DUDA – Ela é uma prostituta e ficou claro, mas assassina/
PEREIRA – Olha, eu não vou mais mexer nessa investigação, já que
prendemos a assassina.
DUDA – Entendo, sem problemas. Bom, eu tenho volta hoje à noite.
PEREIRA – Vá sair um pouco e curtir a vida.
DUDA – Vou para um prostibulo. E para a Fany Megony.
PEREIRA – Ótimo, aproveite! Só tome cuidado. Pode ter mais
assassinas lá.
DUDA – Terei cuidado e levarei a arma.
PEREIRA – Boa diversão! Aproveita muito....
Duda sai da sala do delegado Pereira.
Corta Para:
Cena 3. Apartamento
de Rodrigo – Sala – Int. Noite.
Sentados em um sofá, estão, Tiago e o advogado Hildo.
TIAGO – Bom, DR Hildo, como você pode tirar ela cadeira?
HILDO – Bom, ela foi presa em flamante, já que portava a jaqueta
usava na noite do crime. O que posso fazer é tentar um habeas corpus. Mas não
será tão fácil como pensamos. Teremos que achar fatos conclusivos de que ela é
inocente. Sei lá, uma testemunha, ou coisa parecida. Para inocentá-la. Neste
caso, o juiz não dará o habeas corpus.
TIAGO – Bom, então será mais difícil do que eu pensava?
HILDO – Sim, será. Mesmo ela sendo inocente, como você mesmo
diz.
Hildo levanta-se do sofá e cumprimenta Tiago.
HILDO – Bom, amanhã eu volto com mais notícias.
TIAGO – Muito Obrigado, eu acompanho o até à porta.
Tiago acompanha Hildo até à porta.
Corta Para:
Cena 4. Delegacia –
Cela – Int. Tarde.
Morgana e Sabrina conversam sobre o plano de fuga.
MORGANA – Você vai matar mesmo o delegado Pereira?
SABRINA – Sim. Eu tenho que sair desse inferno! Não suporto mais
ter que conviver com gentinha!
MORGANA – Baixa a bola, que você estar me ofendendo também.
SABRINA – Foi mal, Amiga.... Mas você me entende. Eu não mereço
este lugar horrível.
MORGANA – Bom, o delegado sempre vem visitar às celas, e hoje é
dia dele vim fazer visita. Vamos esperar ele vim para a cela e vamos dá um
jeito para que ele seja distraído para um lugar onde você possa ficar sozinha
com ele. Você vai seduzi-lo.
SABRINA – Essa parte fica comigo, eu sei que ele me olha
diferentemente das outras presas/
MORGANA – Ótimo, mas não é para fazer amor com ele. (Firme) É só
uma estratégia nossa.
Sabrina levanta-se do pequeno banco e encosta a cabeça na grade
da cela.
MORGANA – O que foi?
SABRINA – Eu não posso matar o delegado/
MORGANA – Pô, você vai dar mancada justo agora.
SABRINA – E se não der certo? Se eu for pega em flagrante?
MORGANA – Deixa de bobeira... pensa…. Tudo vai dar certo.
SABRINA – Assim eu espero….
Morgana anda entre as outras presas. A CAM focaliza em Sabrina,
pensativa e séria.
Corta
Para:
Cena 5. Fany Megony
– Quarto - Int. Noite.
Lola está deitada na sua cama, com a cabeça sobre o travesseiro,
cabelo para fazer, unhas sem esmaltes e totalmente pálida. Fany adentra o
quarto e se dirige até à cama.
FANY – Lola, querida! O que está acontecendo com você?
LOLA – Não estou me sentindo bem...acho que vou pro médico.
Fany passa suas mãos sobre ela.
FANY – Você está aparentemente bem.... Precisa se cuidar. Olha
seu cabelo, sus unhas.... Vamos levantar dessa cama, vamos!
LOLA – Eu to em depressão, acho!
FANY – Por qual motivo?
LOLA – Nenhuma. Eu devo tirar isso da minha cabeça. So vai me
fazer mal.
FANY – Faz bem, querida. O que devo fazer é: se arrumar e ficar
linda e volta para o trabalho. A casa está cheia e estão sentindo sua falta. Se
arrume e sai desse quarto. Eu estou mandando!
LOLA – Sim, madame Fany, eu prometo que vou sair do quarto e
voltar para o trabalho.
Fany sai de perto da cama e sai do quarto. Lola olha-se em
frente ao espelho.
Corta
Para:
MINAS GERAIS.
Cena 6. Vila
Dourada – Casa de Sabrina – Quarto – Int. Noite.
Deitados à cama, estão, Eduardo e Judith, que se beijam
apaixonados.
JUDITH – Me parece um sonho! Que eu não quero acordar!
EDUARDO – Não é um sonho (Rir) É a realidade. Você nunca sonhou
com isso?
JUDITH – Não. Nunca pensei de encontrar um cara legal como você/
EDUARDO (Interrompe) – Mas encontrou, Amor! Isso é ironia do
destino!
JUDITH – Você sempre tão perto de mim, e eu nunca enxerguei você
como homem/
EDUARDO – É..... A vida nos prega peças!
JUDITH – Acho que tá na hora de eu ir embora. Não posso chegar
tarde em casa. Meu pai, seu Zé, é um tirano que só ele.
EDUARDO – Sim. Eu vou acompanhá-la até em casa. Faço questão!
Vou assumir nosso relacionamento.
JUDITH – Sim, ótimo. Eu estou tão feliz!
EDUARDO – Eu sou o motivo dessa felicidade!
Judith levanta-se completamente nua. Eduardo apenas de cueca.
Eles vestem-se.
Corta
Para:
Cena 7. Vila
Dourada – Bar do seu Zé – Int. Noite.
Zé e Marly acabam de chegar do posto, cansados, estão sentados
em cadeiras.
MARLY – Zé, não pensei que fosse tão cansativo vim do posto para
cá a pé.
ZÉ – Eu quem o diga. Eu tô com as costas doendo por demais.
Minha escoliose me mata!
MARLY – E a nossa filha? Judith? Onde ela está?
ZÉ – Ainda não chegou?
MARLY – Não. E eu estou começando a me preocupar. Essa vila é
muito perigosa. O que tem aqui de bandidos e drogados/
ZÉ – Calma, minha flor! Ela está bem….
MARLY – Como você sabe?
ZÉ – Algo me diz, que sim. Ela vai chegar uma hora ou outra.
Judith adentra o bar, de mãos dadas com Eduardo, Marly e Zé
levantam-se das cadeiras.
ZÉ (Tom Sério) – Mas o que significa/
JUDITH – Pai, calma, calma. Eu vou explicar tudo.
ZÉ – É bom explicar. Eu quero uma explicação.
JUDITH – Bom, eu e o Eduardo/
EDUARDO – Deixa que eu falo.
Seu Zé e dona Marly, eu estou namorando sua filha.
ZÉ – Como é (Surpreso) que história é essa?
JUDITH – Pai, é o que você acabou de ouvir. Nós estamos
namorando e o Eduardo/
EDUARDO – Eu vim pedir ela em casamento/
ZÉ – Casamento? Vamos com calma?
MARLY – Como vocês se conheceram. Precisamos saber. Zé, não se
exalte muito!
ZÉ – Tá bom. Eu preciso ouvir o que vocês tem a falar.
MARL – Bom, senta-se e vamos conversar os quatros.
EDUARDO – Ótimo. Vou pôr cartas à mesa e abrir o jogo sobre as
minhas verdadeiras intenções.
Eduardo e Judith senta-se, Zé e Marly também. Eles conversam em
família.
Corta
Para:
Cena 8. Vila
Dourada – Ext. Noite.
SONOPLASTIA:
Rio
Antigo – ALCIONE.
Na vila, vemos as pessoas que circulam à rua, homens, mulheres,
crianças. Uma forte chuva cai, um temporão começa a se aglomerar.
RIO DE JANEIRO.
Cena 9. Fany Megony
– Quarto – int. Noite.
Deitado na cama está Duda, só de cueca, o policial da cidade, e
Lola adentra o quarto com roupa intima.
DUDA – Gostosa, vem delícia! Eu quero te fazer toda princesa! –
Ele morde os lábios.
LOLA – Eu estou pronta para você.
DUDA – Vem logo, deusa! Eu já tô morrendo de tesão.
LOLA – Calminha ai.
Lola caminha até a cama e beija Duda. Ele, retira sua cueca e
fica pelado. Lola retira sua roupa e os dois se beijam loucamente. Duda, deita
Lola na cama e começa a lamber seus seios.
LOLA – Para, por favor! Eu não posso/
DUDA – Por que não pode?
LOLA – Eu não estou com cabeça e eu sinto muito.
Lola levanta-se e Duda puxa ela pelo braço.
DUDA – Vamos conversar. Eu sei que você tá com alguma angustia.
Não quer desabafar?
LOLA – Eu devo?
DUDA – Pra ficar bem, sim!
LOLA – Bom, eu não queria ter que te desabafar, porque vou pôr
em risco a vida de vocês da polícia.
DUDA – conte! Estou curioso!
LOLA – Bom, a Sabrina é inocente, Duda! Ela não matou a tal
mulher/
DUDA – Como você tem certeza do que está falando?
LOLA – O Rogério, ele é cliente aqui da Fany Megony e também
sócio da casa, ele me mandou pôr a jaqueta dele nas coisas da Sabrina. Para incriminá-la.
Eu tenho certeza que ele é o assassino.
Duda levanta-se com as mãos na cintura.
DUDA – Pronto, tá desvendado o assassino. Eu sabia que ela não tinha
cara de assassina.
LOLA – Eu fiquei de sentindo mal, porque a Sabrina não merece
ser presa.
DUDA – Você não sabe como eu estou feliz em ouvir isso.
LOLA – O quê vai fazer?
DUDA – Onde eu posso encontrar esse Rogério?
LOLA – Ele é cliente assíduo da casa. Amanhã mesmo pela manhã,
você deve encontrar ele aqui.
DUDA – Ótimo. Bom, já que não vai acontecer nada entre a gente.
Eu faço questão de pagar pela conversa.
LOLA – Não precisa/
DUDA – É de coração, aceite! Eu vou protegê-la dele!
LOLA – Eu me sinto mais tranquila agora. Meu coração está feliz
por ter falado à verdade.
Duda veste-se e antes de sair, dá um beijo em Lola.
Corta
Para:
Cena 10. Delegacia –
Cela – Int. Noite.
Na sela, todas às presas dormem. Sabrina e Morgana conversam.
Morgana entrega uma faca para Sabrina.
MORGANA – Foi o máximo que consegui achar aqui com minhas
colegas!
SABRINA – Ótimo. Eu tenho medo de facas, mas é para o meu bem...
MORGANA – E o plano de fuga? Tá no esquema?
SABRINA – Sim, assim que eu matar o velho, vai acontecer uma
rebelião e na ocasião nós aproveitamos para fugir.
MORGANA – Até que fim vou sair desse inferno!
SABRINA – O delegado Pereira já deve estar na corredor visitando
as celas.
MORGANA – Eu vou distrair as outras presas para não acordarem e
você vê se seduz ele e o lega para outro lugar.
SABRINA – pode deixar. Eu sou gênia na arte da sedução!
MORGANA – Ele já vem pra nossa cela. Boa sorte!
Morgana dá um selinho em Sabrina. Morgana sai.
CAM focaliza no delegado Pereira, ele que adentra a cela. E
encontra Sabrina.
PEREIRA – Vejo que todas estão dormindo. Você é a única
acordada. O que foi? Tem medo do escuro?
SABRINA – Não, amor! Eu estava esperando você. Eu sei que você é
um homem atraente!
PEREIRA – você também não é feia. Mas....
Sabrina retira sua roupa e fica completamente nua.
SABRINA – Vai dispensar?
PEREIRA – Não me provoca, mas acho que não.
SABRINA – Vamos para sua sala. Lá é bem mais à vontade.
PEREIRA – Sim, vamos para onde você quiser.
O delegado e Sabrina saem para a sala dele. Morgana observa-os,
ela sorri.
Corta Para:
Cena 11. Delegacia –
Sala do Delegado – Int. Noite.
Sabrina e o Delegado Pereira entram aos beijos.
SABRINA – Tira toda sua roupinha. Eu quero te satisfazer por
completa.
O delegado retira toda sua roupa e fica apenas de cueca.
Sabrina vem com uma venda na mão.
PEREIRA – Para quê isso?
SABRINA – Quero te fazer uma surpresa!
Sabrina venda Pereira e ele está sentado na sua cadeira.
PEREIRA – Cadê minha surpresa?
SABRINA – Espera um pouco ai....
Sabrina pega uma faca e vai em direção ao delegado Pereira. Ela
dá uma facada em seu pescoço.
SABRINA – Morre desgraçado!
Pereira cai da cadeira, já morto. Muito sangue no chão.
No corpo de Pereira, a cena congela.
Corta Para
o fim do episódio 13.


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