Decisões: A Regra da Vida- Capítulo 21.(Últimas Semanas)


Capítulo 21:

Cena 1: Apartamento de Gilberto e Monalisa// Sala// Interior// Noite//
Gilberto joga Monalisa no chão e está pronto para bater nela, mas Leandro estoura e decide tomar uma atitude.
Leandro- {grita/expressando sua revolta}: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Gilberto vê que o filho vai para o seu lado e dá um soco em Leandro, que cai no chão. Leandro não desiste e pula em seu pai, furioso. Os dois trocam socos. Gilberto é jogado no chão.
Leandro- {furioso}: Eu não vou tolerar mais, você vai se ver comigo!
Monalisa- {angustiada/implora}: Filho, não! Por favor. Eu imploro.
Gilberto- {provoca}: Vem, seu moleque infeliz. –{Grita}- Bichinha!
Gilberto gargalha. Quando Leandro vai para cima do pai, ele lhe dá um chute e arremessa Leandro no chão, que bate a cabeça e faz um barulho forte. Gilberto levanta-se e sorri maleficamente para o filho.
Gilberto: Vou acabar com a sua mãe, depois eu cuido de você.
Gilberto vira as costas. Leandro apóia na mesinha de centro e sente a faca em suas mãos. Leandro fica trêmulo de raiva e cego pelo ódio, ao ver que seu pai vai pisar em Monalisa, ele levanta-se rapidamente e crava uma faca nas costas do homem.
Monalisa- {aterrorizada/grita}: Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao!
Gilberto cai duro no chão, com os olhos abertos e sua boca também. Leandro toma um choque de realidade e percebe o que fez.
Leandro- {olhos cheios/horrorizado}: Eu matei o meu pai!
Monalisa levanta-se rapidamente e testa o pulso de seu marido.
Monalisa- {amedrontada}: Ele está morto, filho.
Leandro- {medroso}: E agora, o que nós vamos fazer?
Monalisa- {arrasada}: Nós vamos chamar a polícia... E, eu vou me entregar!

Cena 2: Presídio// Cela de Renato// Interior// Noite//
Renato está sentado no chão e fica pensativo.
Renato- {vozes mentais}: Como será que está minha filha? Minha mulher?
Flashback:
Bárbara fica trêmula ao ver um saco sendo retirado do arbusto. A câmera fica lenta, focando no olhar desesperado de Renato e nos policiais indo até ele. O saco é jogado no chão, perto de Renato. Os policiais abrem e encontram malotes de cocaína dentro. Bárbara, Mauricio e Renato ficam amedrontados. No interior do saco, há um bilhete e entregam para o delegado.
Delegado- {lendo}: Da próxima vez que não cumprir com o prazo, a sua filha morre.
O policial entrega um comprovante bancário nas mãos do delegado.
Delegado- {surpreso}: O que significa esse comprovante, Sr. Renato?
Fim do flashback.
Renato- {intrigado}: Quem abriu aquele portão para o Felipe?
Flashback:
Bárbara- {aflita}: Anda, Beatriz, me fala! O que o seu pai queria que veio aqui a essa hora?
Beatriz- {disfarça}: Ele veio aqui me ver, mãe.
Bárbara- {desconfiada}: Ah, você jura? Será que seu pai só tem esse horário pra te ver? Vai mentir lá na China.
Fim do flashback.
Renato- {seguro/surpreso}: Foi ela, foi a Beatriz. Como eu ainda tive dúvidas?
Vozes mentais: {Isabela: A Beatriz disse que vai se vingar do senhor}.
Renato está bastante pensativo.

Cena 3: Apartamento de Monalisa e Gilberto// Sala// Interior// Noite//
Os policiais chegam e alguns peritos também. Eles vêem o corpo de Gilberto no chão e a faca está cravada nas costas do homem. Monalisa e Leandro ficam com medo e a tensão toma conta deles. O delegado olha para as marcas de agressões em Leandro e Monalisa.
Delegado: O que aconteceu aqui?
Monalisa: Senhor delegado, ele chegou em casa agredindo eu e meu filho. Ele estava bêbado.
Delegado: Quem foi que enfiou essa faca nas costas dele?
Leandro e Monalisa olham-se fixamente. O coração dos dois acelera freneticamente e o delegado fica ansioso por uma resposta.
Delegado: Ninguém vai me responder?
Monalisa- {aflita}: Foi eu delegado, eu que matei o meu marido.
Delegado: Podem algemar.
Os olhos de Leandro enchem de água e sua mente é conturbada com os gritos daquela briga que teve com seu pai, cada momento é marcado e vem um aperto no seu peito.
Leandro- {desabafa}: É mentira da minha mãe, delegado. Eu que matei o meu pai.
Delegado- {farto}: Mas quem aqui está falando a verdade?
Monalisa- {desesperada}: Foi eu, delegado, eu que matei esse homem, ele não merecia viver.
Leandro: É tudo mentira dela, a minha mãe está fazendo isso para me proteger, se vocês tirarem as digitais da faca, tem a marca da minha aí. Vocês vão encontrar a dela porque usou a faca, mas foi eu quem fiz isso.
Delegado: Quem eu vou levar? O filho ou a mãe?
Leandro segura nas mãos de sua mãe.
Leandro- {chora}: Mãe, a senhora já sofreu demais. A senhora não merece passar por isso. –{Implora}- Me deixa pagar pelo que eu fiz, por favor?
Monalisa chora e abraça seu filho.
Delegado: Algemem o garoto. Ele vai ser levado para um abrigo de menores infratores. –{Olha para Monalisa}- E você, mãe, deve nos acompanhar.
Os policiais algemam Leandro e Monalisa sofre.
Monalisa- {chora}: Não, meu filho não!

Cena 4: Mansão D’ Àvilla// Sala// Interior// Noite//
Beatriz e seu pai estão sentados no sofá e sorriem.
Beatriz: Aquele maldito vai mofar na cadeia. Ele vai pagar bem caro por destruir a nossa família.
Felipe: Você tem certeza que não sabe de nada do que estão planejando para tirar aquele homem da cadeia?
Beatriz: Não, pai. Eu te contei que a minha mãe perguntou se foi eu quem abri o portão para o senhor? Ela está super desconfiada, mas eu disse que não sabia de nada que o senhor iria fazer.
Felipe: Isso mesmo, filha, a última coisa que quero fazer é te comprometer, não quero que ninguém te culpe por ser minha cúmplice, mesmo que seja isso.
Beatriz pega seu celular e olha as horas.
Beatriz: Aquele imbecil do Leandro vai acabar me dando um bolo.
Felipe: É seu namorado?
Beatriz: É um menino que estou ficando.
Felipe: Entendi. Mas mudando de assunto, eu quero que você fique com os ouvidos bem atentos, qualquer coisa você me liga.
Beatriz: Com certeza, papai, eu sou uma das pessoas mais interessadas em ver aquele homem na lama.
Felipe- {intrigada}: Filha, você imagina quem poderia ser a pessoa que armou esse estupro da filha dele?
Beatriz- {cínica}: Eu não faço a mínima ideia, papai. Quando pensamos que as pessoas não têm muitas inimizades, é aí que estamos enganados.
Felipe: Eu gostaria muito de ter uma conversa com essa pessoa e saber quais são os motivos dela fazer isso. Já pensou se esse homem esconde algum segredo?
Beatriz: Ah, acho que não, papai. Pelo menos ele não aparenta fazer isso!
Felipe fica pensativo e Beatriz fica séria.
Beatriz- {pensando}: Se soubesse que eu sou essa pessoa, meu pai ficaria chocado!

Cena 5: Mansão Riccari// Sala// Interior// Noite//
Isabela, Mauricio e Bárbara estão sentados no sofá.
Bárbara: Eu não entendo como a Beatriz pode ser tão ingênua a esse ponto.
Isabela- {intrigada}: Será que realmente ela foi ingênua, Bárbara? Você mais do que ninguém sabe que a Beatriz odeia o meu pai.
Bárbara- {indignada}: Isso não é verdade, ela seria incapaz de prejudicar alguém dessa forma.
Isabela: As pessoas não são como parecem, Bárbara. Se você ver a Beatriz no colégio, você não vai dizer que é a filha que você vê todos os dias.
Bárbara: Eu sei que não tenho uma filha santa, mas eu não criei uma filha marginal. Isso não é possível e acho que você deve tirar essas coisas da sua cabeça.
Mauricio: Eu sugiro que esse assunto morra.
Bárbara: Sim, com certeza. –{Pensativa}- Tem uma coisa que não entra na minha cabeça, é que se não foi o Felipe quem armou esse estupro seu, quem terá sido?
Isabela: Olha, Bárbara, isso nem eu faço ideia, quer dizer, até certo ponto. Uma pessoa me disse algo, mas eu prefiro não comentar.
Bárbara: Do que você está falando?
Isabela: Nada.
Mauricio e Bárbara estranham quando Isabela sai repentinamente e sobe as escadas.



Cena 6: Fundação Casa- SP// Interior// Noite//
Leandro ganha uma roupa para usar, ele entra em um banheiro e troca. Já vestido, o menino segura uma placa e tira fotos em alguns ângulos. Leandro vai para uma sala e está em frente ao espelho, um homem chega com uma máquina de cortar cabelo e raspa aqueles cabelos loiros do menino, que vão caindo no chão em câmera lenta. Leandro olha para o espelho e em seus olhos escorrem lágrimas. A imagem escurece e depois fica clara. Câmera lenta quando Leandro entra pelo corredor com dois carcereiros ao seu lado. Leandro entra em um quarto com a porta de ferro, um pequeno buraco na parte superior e algumas grades. O menino se depara com 4 adolescentes que olha-o fixamente, o ambiente não é nada agradável. Leandro se aproxima dos meninos.
Leandro- {tímido}: Em qual cama eu posso ficar?
Lucas: Você pode ficar naquela cama.
Lucas aponta para a cama e Leandro agradece. Ele deita-se e fica de costas para os meninos. A câmera foca no olhar de Leandro, que chora novamente.

Cena 7: Mansão Riccari// Quarto de Beatriz// Interior// Noite//
Isabela entra no local e repara vagarosamente cada detalhe do quarto de sua rival. A menina vai até o criado-mudo de Beatriz e pega uma caixa, ao abrir, ela vê que tem fotos. Isabela vê cada foto observando os detalhes. Ao acabar, ela fica pensativa.
Isabela: Eu não vim aqui à toa, eu vou encontrar alguma coisa, Beatriz, você pode ter certeza.
No criado-mudo tem uma gaveta com chaves, mas Isabela não consegue abrir.
Isabela- {curiosa}: Onde será que a cachorra guarda as chaves dessa gaveta? Alguma coisa deve ter aqui, eu tenho certeza disso.
Isabela vai até a cômoda da rival e procura cuidadosamente por alguma coisa que a incrimine, mas ela não encontra nada.
Isabela- {determinada}: Eu não vou descansar até achar algo, eu vou encontrar o que eu quero.
Isabela vai ao closet de Beatriz e procura com muita ansiedade, ela mexe em tudo e olha até dentro dos sapatos e saltos. A jovem encontra uma caixa e ela olha fixamente para a caixa.
Isabela- {esperançosa}: É a minha única esperança!
Isabela abre a caixa lentamente e a câmera começa a focar no olhar ansioso de Isabela e na caixa em um ritmo acelerado, até que Isabela abre a caixa e encontra um álbum de Beatriz em sua festa de 15 anos. Isabela fica decepcionada, ela fecha a caixa e decide ir embora, mas ao chegar na porta, ela avista a mochila de Beatriz na cama.
Isabela: Em você eu ainda não procurei nada.
Isabela vai com sede na mochila de Beatriz e abre na parte onde fica os cadernos e não acha, ela olha dentro de todos os materiais, da bolsinha e não acha. Isabela coloca os cadernos e livros de Beatriz na parte e procura na outra parte, ela encontra uma página de jornal com uma notícia que deixa-a intrigada.
Isabela- {lendo}: Mocinha de 16 anos é estuprada e criminoso está foragido.
Isabela fica assustada com o material.
Isabela- {horrorizada}: Foi você, Beatriz!
A imagem escurece e clareia novamente.

Cena 8: Apartamento de Gilberto e Monalisa// Sala// Interior// Noite//
Monalisa chega em casa arrasada. Monalisa fecha a porta e escora nela. A mulher escorrega até o chão e chora compulsivamente.
Monalisa- {sofre}: Quando é que esse sofrimento vai acabar, meu Deus? Quando é que eu vou ficar com um sorriso do meu rosto por uma semana? Há quanto eu não sei mais o que é estar feliz?
A mulher deita-se no chão expressando toda a sua dor através daquele choro. Monalisa começa a tossir de tanto chorar e geme. O coração de Monalisa sente uma paz apesar de toda àquela dor.
Voz no coração de Monalisa: Cada um tem a sua própria decisão, eu não quero escolher por ninguém.
Monalisa fica assustada e olha para os lados.
Monalisa- {com medo}: Quem está aí?
Voz no coração de Monalisa: Você não queria ouvir a minha resposta para isso tudo?
Monalisa fica em choque. A mulher limpa suas lágrimas e corre para a janela, ela olha para o céu e vê uma luz de relâmpago.
Monalisa- {desacreditada}: Meu Deus, eu não estou acreditando nisso!
Monalisa olha para toda àquela cidade desacreditada do que acabara de acontecer. A mulher olha para o céu novamente.

Cena 9: Amanhece. Cemitério// Interior//
Monalisa está no cemitério e muitas pessoas vão deixando a mulher até ela ficar sozinha. Ela olha para a cova de Gilberto.
Monalisa: Descanse em paz, e que Deus possa te dar um bom lugar.
Monalisa coloca flores na cova de Gilberto. Ela sai andando, a câmera fica lenta e a mulher coloca seus óculos pretos. A imagem vai apagando quando Monalisa sai pela porta do cemitério.

Cena 10: Mansão Riccari// Jardim// Interior// Manhã//
Isabela vai até o jardim e vê Mauricio. Ela dá um beijo no namorado e olha para os lados. Visto que não tem ninguém, ela decide falar com ele.
Mauricio- {confuso}: Por que você está desse jeito, meu amor?
Isabela: Amor, lembra aquela hora que eu saí estranha da sala e fui correndo pro segundo andar?
Mauricio: Sim, o que aconteceu?
Isabela: Quando você foi ao meu quarto me procurar eu não quis te falar porque fiquei com medo de alguém estar ouvindo atrás da porta.
Mauricio- {curioso}: Aconteceu alguma coisa, Isabela?
Isabela: Aquela hora que eu fui pro andar de cima, eu fui ao quarto da Beatriz e procurei alguma informação que pudesse provar algo que eu e minhas amigas estávamos desconfiadas. Eu encontrei uma página de jornal dentro da bolsa da Beatriz, a página dizia o seguinte: Mocinha de 16 anos é estuprada e criminoso está foragido.
Mauricio fica assustado.
Mauricio- {chocado}: Então você acha que....?!
Isabela: Eu não acho nada, eu tenho certeza que a Beatriz quem teve algum dedo nessa história.
Mauricio: Será?
Isabela: Não tem como isso ser uma coincidência! A troco de que ela guardaria essa página? Ela nem conhece essa menina.
Mauricio: Meu Deus, a Beatriz é uma louca!
Isabela- {lembrando de algo}: Meu Deus! O Nicolas deve saber de alguma coisa.
Mauricio: Quem é Nicolas?
Isabela: O ex-namorado da Beatriz. É por isso que ela entrou com ele sorrindo no colégio ontem. Eu tenho certeza que ele está chantageando ela!
Isabela e Mauricio olham-se chocados.
Mauricio- {intrigado}: O que você pretende fazer, meu amor?
Isabela- {vingativa}: Ficar calada, o silêncio é a melhor resposta que eu tenho no momento. Mas quando eu tiver a Beatriz na minha mão, ela não vai escapar do que merece!

Cena 11: Fundação Casa// Cantina// Interior// Manhã//
Enquanto todos estão comendo, Leandro está afastado. Seus colegas de quarto percebem e comentam. Lucas decide ir até Leandro.
Lucas: E aí, cara. Eu sei que a gente não se conhece, mas eu sei o que você tá sentindo quando chegou aqui.
Leandro- {segura o choro}: Estar aqui é o de menos. Eu só me sinto culpado por tudo o que eu fiz para estar aqui. É pesado demais, mano.
Lucas: Quando quiser se entrosar com nós, pode falar que tamos juntos aqui.
Leandro- {agradecido}: Obrigado, de verdade.
Lucas: O que tu fez pra vir pra cá?
Leandro- {receoso}: Eu matei o meu pai.
Lucas fica assustado com o que Leandro fala. Lágrimas indesejadas percorrem pelo rosto de Leandro. Eles são surpreendidos com a chegada de uma moça.
Lucas- {sorri}: Rebeca?
Rebeca é também a psicóloga da fundação casa.
Rebeca: Leandro, você pode me acompanhar?
Leandro: Claro.
Leandro acompanha Receba e Lucas olha para o menino.
Lucas: Cara, que bagulho louco!
Cena 12: Mansão Braga// Sala// Interior// Manhã//
Natiely termina de descer as escadas e fica chocada ao ver seus pais, Natália e Fidelis.
Natiely- {surpresa}: Mamãe? Papai? O que vocês estão fazendo aqui? Não iriam voltar no final do mês?
Natália: Não voltamos porque tivemos que vir resolver seus problemas, Natiely.
Fidelis: A polícia descobriu uma brincadeirinha sua e agora estamos aqui perdendo tempo!
Natiely fica chocada ao ouvir àquelas palavras e suas mãos soam.

A imagem se divide em três, mostrando o rosto da mãe, do pai e Natiely. A imagem fica preta e branca e fixa-se em um quadro. 

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