Live The Difference - Um Grito de Liberdade!| Cap. 05 - VILÕES!




Cap. 05

CENA 01.
Tarde - 2 horas mais tarde
ESCOLA/ INT/
SALA DE DECORAÇÃO

MARCELO —Preciso dizer ao Alexandre que consegui a cola… faz muito tempo que ele saiu pra procurar e até agora não voltou.

BERNARDO —Temos que procurá-lo, logo!

BÉLGICA —Bom meninos, o tempo acabou. Amanhã antes de começarmos o concurso vocês terão tempo suficiente para finalizar. Agora, vocês precisam ir e descansar, porque amanhã o dia promete!

Os alunos começam a sair.

Charles se aproxima.

CHARLES —Ah amigos, eu ví o Alexandre atendendo o celular e pouco depois saindo apressado daqui (da escola). Achei que seria bom avisar…

BERNARDO —Você viu ele saindo da escola? Tem certeza?

CHARLES —Se até agora ele não voltou, sem dúvidas foi embora.

MARCELO —Vamos na casa dele e saber o que houve então. Ok? —Fala para Bernardo.

Bernardo concorda.

CHARLES —Espero que esteja tudo bem, e diga a ele que eu mando boa sorte e que ele descanse.

Os meninos saem e Charles sorri malignamente para Maurício.

CENA 02.
Noite -
APARTAMENTO DE PRISCILA E ATENA/ INT./ SALA

Atena chega em casa.

PRISCILA —Amiga, onde você tava? Passei o dia ensaiando com o Julian aqui e não te vi a tarde toda.

ATENA —Digamos que eu estava brincando de boomerang. —Sorri.

JULIÁN —Te gusta boomerang? Que sorpresa, no imaginé que te gustabas esto. Ni imaginé que fuera común aquí. (Você gosta de boomerangs? Que surpresa, nunca imaginei que gostava disso. Achei que nem era comum por aqui).

PRISCILA —Nem eu, nem eu… —Diz intrigada.

Atena vai para a cozinha e Priscila e Julián continuam o ensaio.

ATENA PENSA: —Essa vingança é por você amiga. Ele merece sofrer! —Pressiona o copo pensando em sua vingança contra Felipe.

Enquanto na sala...

PRISCILA —Essa fala tá errada Julián, repete.

JULIÁN —Hay Julieta, sabes que ti queru! (Reprodução da leitura dele do texto português: Ele tenta ler em português)

PRISCILA —Óh Romeu…

Priscila nota que a expressão de Julián muda totalmente e para.

PRISCILA —Você tá bem Julián? O que está havendo?

JULIÁN —Eu sinto… sinto uma coisa estranha. Uma angústia… —Julián fica fraco aos poucos, e perdendo lentamente a consciência, desmaia.

——— Minutos depois ———

PRISCILA —Acorda!

Julián desperta atordoado.

JULIAN —Eu preciso ir na escola. Agora!

PRISCILA —Já é tarde, para quê quer ir lá? Que maluquice é essa? O que é que não pode esperar até amanhã?

JULIÁN —Creme, necesito irme. Yo sé!
(Tradução: Confia em mim, eu preciso. Eu sei!) —Ele fala com dificuldade em seu idioma nativo.

PRISCILA —Você tá me assustando. Fala! —Exije.

JULIÁN —Un material que olvidé (Tradução: Um material, eu esqueci lá).

PRISCILA —Se é urgente, vai então.

Julian sai, Pri corre para janela para vê-lo.

Julian corre, corre, e corre cada vez mais. E sua angústia só aumenta levando-o sem saber o porquê até sua escola.

———ESCOLA———

Julian chega e a angústia fica duplamente mais forte a cada passo, lágrimas sem explicação correm pelo seu rosto.

JULIAN —Que pasa conmigo? Por que lloro? Esto no es mio, no soy yo.

Julian segue cada vez mais pela escola até chegar na sala final do corredor isolado.

Ele ouve gritos, sente a dor de quem pede ajuda e sua sensibilidade fica à flor da pele.

ALEXANDRE —Socorro! Alguém me ajudaaaaa, por favor. Socorroooooo! —Grita cansado e muito desesperado.

Julián escuta e desce para saber de onde vem os gritos.
Ele desce a escada e percebe batidas na porta.

Alexandre escutando passos clama por ajuda.

ALEXANDRE —Tem alguém aí? Me ajude, por favor! Eu imploro. —Grita rouco.

Julian abre a porta.

Julián —Amigo, que te ocurre? Que pasó? Vengas, te voy a quitar de aquí. (TRADUÇÃO: Amigo, o que houve? O que aconteceu com você? Venha, vou te tirar daqui).

Julián tira o mocinho da escola e o leva para casa, com muita dificuldade, mas o leva.

ALEXANDRE —Como você me achou aqui? Eu não sei o que houve a porta trancou sozinha…
Você é sensitivo Julian? É um bruxo? Como chegou aqui?

Alexandre desmaia deixando Julian extremamente nervoso com suas perguntas.

CENA 03.
Noite -
MANSÃO VIELAS/ INT./ SALA DE JANTAR

A família conversa ao jantar.

AFRODITE —Olha, não sei como essa gentinha ainda tem direito de dividir o mesmo espaço que a gente.

HORÁCIO —Do que está falando Afrodite?

AFRODITE —Daquela pobretona e o filho mal educado que me ofenderam naquele muquifo. O país que eu quero é um país sem essa gentinha ignorante e sem educação.

Ária que já não suporta mais ouvir os comentários maldosos da mãe, já sentindo remorso, se revolta.

ÁRIA —Chega! Já chega! Não é possível. Como é que você se refere ao próximo assim?

AFRODITE —Ué, mas não é você que sempre concorda com o que eu falo?

ÁRIA —Infelizmente, mas isso já acabou! Se referir ao outro com ódio ou superioridade, não é estar por cima mãe,  é transparecer amargura disfarçada de ódio. Eu cansei disso. Você me transformou nisso, mas não é o que eu quero ser. Eu não quero machucar ninguém por não possuir o mesmo nível social que eu. Eu não quero ser diferente ou melhor que ninguém. Eu não quero ser a vilã. Não quero!

Ária foge para seu quarto.
Bernardo levanta-se da mesa também.

AFRODITE —E você garoto, vai me julgar também?

BERNARDO —Você sabe muito bem o que eu penso sobre sua forma de tratar os outros mãe. Aliás, isso sim é inferioridade. Mas se me dá licença, eu vou falar com minha irmã.

AFRODITE —Você é um idiota garoto, e sua irmã está ficando igual. Quer andar com gentinha? Pode ir, mas não venha querer ter o carinho da mamãe depois, porque eu não divido meu espaço com gente que compactua com vagabundos.

BERNARDO —Te falta respeito pelo outro! —Esbraveja.

Bernardo vai atrás da irmã, deixando Afrodite pisada.

AFRODITE —Vai me julgar também? —Diz pra Horácio, olhando para ele na mesa.

HORÁCIO —Mude Afrodite, ou no final desse conto seu final não será nada bom. O mundo gira e você sabe o final dos vilões…

Horácio pega sua mochila, documentos e pertences e parte para o trabalho depois do K.O finalizado.

CENA 04.
DIA SEGUINTE -
Manhã -
CASA DO PULGA/ INT./ SALA

PULGA —Papai deixou dinheiro pra comprar alguma coisa pra comer, Marian?

MARIAN —O que o seu pai compra é o mínimo, pobre é assim… o que ele comprou eu comi junto com a Aninha (bebê).

PULGA —E pra mim? Não tem nada?

MARIAN —Eu não sou sua mãe garoto, eu cuido da minha filha e só. Acha ruim? Vai pedir ajuda a sua mãe.

PULGA —Você é uma idiota, eu te odeio sua…

MARIAN —Sua o quê? Completa!

PULGA —Você sabe que eu não posso pedir ajuda a minha mãe, isso que você falou foi muito cruel.

MARIAN —Pouco me importa. Agora sai da minha frente porque eu tenho que cuidar da minha filha. Ela sim ainda tem mãe! —Finaliza cruelmente causando ainda mais sofrimento e revolta.

PULGA —Que infeliz! —Fala chorando muito triste e indo para seu quarto.

CENA 05.
Noite -
ESCOLA/ INT./ QUADRA DA ESCOLA/ PASSARELA MONTADA

FINALMENTE DIA DO CONCURSO

PROFESSOR GEORGE: Boa noite a todos! A pedido da diretora Carlota, hoje estou tendo o privilégio de apresentar esse concurso muito disputado, que além de tudo possui uma parceria com uma das mais importantes agências de modelos. Antes de começarmos, queria chamar a diretora Carlota para dar uma palavrinha com vocês.

Carlota se posiciona e pega o microfone.

CARLOTA —É um prazer estar aqui, sem dúvidas um dos eventos mais relevantes da escola. Não por questão de concurso ou evento e parcerias, mas sim por escolhermos quem representará nossa instituição, e ainda conheceremos talentos até então ocultos. Enfim, apenas aproveitem!

O público aplaude, dando início ao show ao cair das cortinas vermelhas.

No número inicial todos dançam juntos, numa apresentação coletiva.
Na segunda etapa, cada um dos modelos de todas as turmas desfilam individualmente (dentre eles: Charles, Alexandre, Maria Fernanda, Atena e alunos de outras séries).

Na terceira fase, eles realizam uma apresentação em dupla com seu casal. Charles e Atena dançam ao som de Photography de Ed Sheeran, enquanto Alexandre e Maria Fernanda cantam Stone Cold de Demi Lovato.

E por fim, eles desfilam com seu par, Alexandre percebe que tem algo de errado com seu sapato.

ALEXANDRE —Ele tá pregando no chão a cada passo Maria, eu vou cair. —Desespera-se.

MARIA FERNANDA —Se segura em mim!

ALEXANDRE —Não posso derrubar você junto comigo. Eu vou desistir!

MARIA FERNANDA —Não faça isso. Você mesmo falou que queria vir, vai desistir agora?

Alexandre continua, pensando no bem estar de sua casa. O sapato porém se fixa no chão, levando Alexandre ao chão.

A plateia se assusta com a queda, todos olham para ele.

MARIA FERNANDA —Meu Deus! Você está bem?

Alexandre se sentindo constrangido pelos olhares não se abate, retira o sapatos e se põe de pé descalços e de mãos dadas segue com Maria Fernanda, arrancando
aplausos e gritos de incentivo e admiração.





...Continuaaaaaaaa…

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