Sob o Domínio do Rei - Capítulo 3


 

Capítulo 3 

CORRE JEAN!




ELES PODEM ESTAR EM TODOS OS LUGARES/ DIA
Carlos, arruma algumas latas em cima de um tronco de madeira e em seguida entrega uma pistola a Jean, que aprende atirar:

Carlos – Eles podem estar em todos os lugares meu amigo, deves desconfiar até da tua própria sombra.

Carlos – Toma, segure com as duas mãos.

Jean – Assim?

Carlos – Afasta mais as pernas. Atire!

O primeiro tiro não acerta o alvo, e Carlos diz:

Carlos – Concentra, Jean. Imagina que cada uma dessas latinhas é uma pessoa que quer te matar.

Jean, firma o punho e atira acertando as 6 latas. Carlos comemora.

Carlos – Isso aí, muito bem meu garoto!


ELES PODEM ESTAR EM TODOS OS LUGARES/DIA

Num galpão, Carlos, abre uma caixa que fica entre algumas velharias e joga seu conteúdo sobre um balcão de madeira e explica a Jean, o que fazer.

Carlos – Aqui, Jean. Esse dinheiro é pra você usar em caso de fuga. Essa arma é para a sua proteção. E aqui documentos falsos caso tenha que escapar.

Jean – Carlos, eu não entendo muito bem o que está acontecendo, por que alguém ia querer me matar eu mal conheço você, eu mal cheguei na aqui.

Carlos – Você sabe quem sou, e já é o suficiente. Nesse negócio ninguém pergunta, Jean, só matam.


CORRE, JEAN, CORRE E NÃO PARE DE CORRER/NOITE

Duas camionetes cercam, Carlos e Jean, numa rua com pouca iluminação, e sem testemunhas. Fera e seus capangas descem empunhando suas armas. Carlos, grita:

Carlos – Corre, Jean.

Jean – Mas e você?

Carlos – Pra mim já era, meu caro. Corre, Jean, corre e não pare de correr.

Jean, sai correndo pelas ruas estreitas de uma periferia. Augusto, capanga de Fera saca uma arma e atira antes mesmo de iniciar a perseguição. Jean, esconde-se entre duas colunas, saca uma arma e se prepara para a troca de tiros.

UMA SÓ BALA/NOITE

Carlos, na mira de Marcel, e Fera, que diz: 

Fera – Achou mesmo que era esperto, Carlinhos?

Carlos – Fera, nós podemos negociar. O que você quiser.

Fera – O que eu quiser, mesmo?

Sem titubear aponta a arma e atira na cabeça de Carlos, que cai no chão com os olhos arregalados.
QUANDO APERTAR O GATILHO/NOITE

Escondido entre as colunas, Jean, troca tiros com Augusto e lembra-se das palavras de Carlos:

Carlos: tua vida se decide em fração de segundos, Jean, e isso só depende de você. – Corre, Jean, corre e não pare de correr.

Jean, dispara contra Augusto e sai correndo novamente. Augusto o persegue e a troca de tiros continua. Cinco tiros contra a parede que protege, Jean, e as balas de Augusto se acabam:

Augusto – Merda.

Enquanto, Augusto, troca o pente da pistola, Jean, se põe a sua frente.

Jean – Desculpa, ou era você ou eu.


Augusto – Desgraçado.


E crava uma bala em seu peito.


A CHEFA/NOITE

No seu escritório, Fera é surpreendido por, Marcel.

Marcel – A Chefa!

Fera – Aqui?

Marla Mendonça, entra.

Marla – Aqui, Fera. – Gira pela sala, preocupada – E Como vão as coisas?

Fera, senta-se e diz:

Fera – Já tens teu herói a salvo com o diabo, Marla.

Marla – E Jean, escapou?

Fera – E tombou o Augusto, com uma só bala, desgraçado!

Marcel – Está entre a vida e a morte.

Marla – Pois que morra. É um imbecil.

Fera – Nossos homens estão atrás dele. É um frangote não vai longe.

Marla – Ai! você é tão pequeno, Fera. O que esse rapaz pode saber dos nossos negócios? Um garçom na hot 33, um jeca.

Balançando a cabeça, diz:

Fera – Era uma vez, um, jeca.


ME AJUDE, POR FAVOR/NOITE

Sentado numa calçada, Jean, volta às lembranças de seu melhor amigo, Carlos.

NO APARTAMENTO, CONFIDÊNCIAS/ NOITE

Jean, Caminha pela sala, se negando à saber dos negócios de Carlos:

Jean – Não, Carlos. Eu não quero saber da sua vida.

Carlos – Jean, você precisa saber da minha vida.

Carlos, senta no sofá e chorando desabafa. Jean, permanece em pé, imóvel:

Carlos – Eu acabei com a minha, vida. Eu tinha tudo, Jean. Dinheiro, meus pais, muito sexo, e de repente tudo acabou. E não tem mais nem uma luzinha no final do túnel.

Jean – Você procurou.

Carlos – Eu fiquei deslumbrado com esse mundo. Olhando para, Jean – Poder, Jean. O poder de decidir o destino de uma pessoa é como brincar de ser Deus, e ela me envolveu, como a mais sábia das deusas.


EU VOU ATÉ A VOCÊ/NOITE

Fumando um cigarro, Jean, pega de sua mochila, o cartão de visita, já amassado que ganhara de Marla Mendonça.
 

A SERVIÇO DA CLIENTE/ NOITE

Da bolsa, tira um cartão e entrega-lhe.

Marla – Marla Mendonça, se estiver com problemas, necessitando de um ombro amigo, não hesite em ligar. Qualquer problema, viu?

PORÕES DO TRÁFICO/NOITE

Sentada na cadeira de Fera, Marla, atende uma ligação. Fera e Marcel, se atentam a chefa:

Marla – Marla Mendonça […] Onde você está, meu filho?

Fera, e Marcel, desconfiam que Marla fala com Jean.

Marla – Sim. Eu vou até você.

NECESSITO QUE ME AJUDE/NOITE

Sentado, na calçada, Jean espera por Marla, que chega em sua camionete, com motorista e uma escolta de guarda-costas. Ao baixar o vidro, Jean, lhe diz:

Jean – Necessito que me ajude, senhora.


 congelamento final de capítulo Jean Ribeiro 

 Continua ... 






 
 
 
 
 

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