uma webnovela de JAIR VARGAS
produção de LABIRINTO RADICAL
CENA 1: PARAÍSO AZUL | POUSADA | QUARTO DE BÁRBARA | INTERIOR | NOITE
A imagem se descongela rapidamente.
A imagem se descongela rapidamente.
Bárbara se levanta e encara o corpo de Carlos. Ela caminha até a janela com o celular nas mãos, para e faz uma ligação rápida enquanto olha para fora.
BÁRBARA (se virando): – Isso só é o começo, apenas o início do que vocês todos merecem. – Ela diz, voltando o olhar para Carlos.
A imagem se abre, mostrando Carlos caído. Bárbara olha de cima com um olhar nada amigável. A imagem escurece lentamente.
CENA 2: PARAÍSO AZUL | BAIRRO COSTEIRO | CASA DE PEDRO | INTERIOR | NOITE
A imagem se restabelece rapidamente abrindo e mostrando Pedro sentado no sofá e olhando para a porta.
A imagem se restabelece rapidamente abrindo e mostrando Pedro sentado no sofá e olhando para a porta.
Pedro parece estar bastante preocupado e além de olhar para a porta, ele também olha para o celular que tem em mãos. Alguém bate na porta e Pedro se levanta rapidamente. Pedro abre a porta ficando frente a frente com Rodrigo.
RODRIGO: – Vim assim que você me ligou, pareceu bastante preocupado. – Diz entrando.
Pedro fecha a porta e olha para Rodrigo.
PEDRO: – Eu também estou preocupado. O Carlos disse que iria conversar com essa tal de Bárbara. – Conta, voltando o olhar rapidamente para o sofá.
RODRIGO: – Você deixou? Não devia, não devia. – Ele diz parecendo repreender Pedro.
PEDRO: – Agora eu fiquei com medo mesmo. O Carlos está correndo perigo? – Indaga, assustado.
RODRIGO: – Está se a gente não fizer nada, Pedro. – Responde dando de ombros.
Rodrigo se encaminha para porta, Pedro segue logo atrás. Os dois saem da casa enquanto a imagem escurece lentamente.
CENA 3: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | INTERIOR | NOITE
A imagem fica nítida novamente, focando em Manuela que está sentada no sofá olhando um álbum de fotografias da família.
A imagem fica nítida novamente, focando em Manuela que está sentada no sofá olhando um álbum de fotografias da família.
Luis se aproxima vindo do corredor e se senta ao lado da mãe. Manuela abraça o filho e o beija na testa, estranhando o fato dele estar acordado ainda.
MANUELA: – Você não devia estar dormindo? – Indaga, encarando Luis.
LUIS: – Não estou com sono, mãe… bem, estava, mas é que tive um sonho ruim e não quero voltar a dormir. – Responde encostando a cabeça no ombro da mãe que por sua vez acolhe o filho.
MANUELA: – Que sonho ruim você teve filho? – Pergunta, fechando o álbum de fotografia.
Manuela faz com que ele se deite em seu colo, e então espera por uma resposta preocupada.
LUIS: – Esse sonho ruim foi com meu pai carlos, mãe, mas eu estou com medo. – Conta, fechando os olhos rapidamente.
Manuela não insiste mais, apenas dá um abraço no filho e tenta deixá-lo bem, mas fica pensando no que pode ter deixado ele tão assustado, inevitavelmente pensa em Carlos. A imagem escurece rapidamente.
CENA 4: PARAÍSO AZUL| POUSADA | EXTERIOR | NOITE
A imagem retorna lentamente, mostrando Rodrigo estacionando seu carro um pouco longe da pousada em que Bárbara se encontra.
A imagem retorna lentamente, mostrando Rodrigo estacionando seu carro um pouco longe da pousada em que Bárbara se encontra.
Rodrigo olha para Pedro que também faz o mesmo, os dois se encaram por um pequeno momento.
PEDRO: – O que vamos fazer? – Questiona, preocupado.
RODRIGO: – Esperar que meu irmão saia dessa Pousada. – Responde rapidamente.
Pedro volta seu olhar para a pousada e fica pensativo.
PEDRO: – E se ele não sair? – Indaga sem deixar de demonstrar sua preocupação.
RODRIGO: – Se ele não sair, a gente entra. – Responde parecendo saber o que está fazendo.
A preocupação de Pedro é nítida. Ele fica inquieto no banco do carona, pensando em como Carlos deve estar. Rodrigo arregala os olhos. Bárbara entra em um veículo preto que se encontra estacionado em frente da Pousada. Pedro tem um pressentimento ruim e assim que Rodrigo ameaça sair do veículo, ele o faz pararl
PEDRO: – Vamos seguir ela, eu não estou com uma sensação boa, acredite. – Ele diz, olhando nos olhos de Rodrigo.
Rodrigo fica por uma pequena fração de segundo pensando, mas decide fazer logo em seguida o que Pedro pediu. Eles seguem o carro em que se encontra Bárbara. A imagem escurece lentamente enquanto o veículo se afasta.
CENA 5: PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | QUARTO DE VALENTINA | INTERIOR | NOITE
A imagem restabelece rapidamente.
A imagem restabelece rapidamente.
Valentina está falando ao celular, parece bastante insistente. Os olhos dela estão marejados. Alguém bate na porta e Valentina permite que a pessoa entre. Leopoldo se aproxima da janela, local em que Valentina se encontra, encerrando a ligação.
VALENTINA: – Eu tenho um mau pressentimento, Leopoldo e é com relação ao meu neto. Sei que está tarde, mas descubra ou tente descobrir o que está acontecendo. Eu realmente preciso saber para tentar ficar mais tranquila. – Diz visivelmente nervosa.
LEOPOLDO: – Eu vou fazer o que a senhora me pediu, Dona Valentina. Fica tranquila, o Carlos estará bem, a senhora verá. – Afirma tentando acalmá-lo.
Valentina se mostra muito preocupada com o que possa estar acontecendo ao seu neto. Ela olha com uma certa tristeza para Leopoldo, mas concorda com a cabeça, ansiosa por ter notícias de Carlos. A imagem escurece rapidamente.
CENA 6: PARAÍSO AZUL | RODOVIA | EXTERIOR | NOITE
A imagem retorna devagar, focando na perseguição que Rodrigo trava com o veículo onde Bárbara está.
A imagem retorna devagar, focando na perseguição que Rodrigo trava com o veículo onde Bárbara está.
Bárbara se encontra no veículo percebendo que está sendo seguida, então pede para o homem que segue no volante acelerar ainda mais, o homem faz o que ela quer e pisa fundo. Rodrigo pisa fundo também e tendo um carro mais potente, logo se aproxima do carro em que está Bárbara. Pedro consegue ver no banco de trás Carlos desmaiado e se apavora. Rodrigo fica lado a lado com o carro que leva Bárbara, forçando o motorista a entrar no acostamento de forma brusca. O pneu do outro veículo estoura fazendo o motorista perder o controle. Rodrigo se desespera ao ver o carro capotar. Ele e Rodrigo saem do veículo correndo pra perto do outro carro. Pedro abre a porta do veículo onde está Carlos e o retira. Carlos está com um corte na cabeça além do que Bárbara fez. Ele meio que desperta, abrindo os olhos devagar e vendo Pedro.
PEDRO: – Temos de levar ele para o hospital. – Diz, olhando rapidamente para Rodrigo.
Rodrigo concorda com um aceno de cabeça rápido, mas antes de seguir avisa polícia e o socorro do que acabou de acontecer. Rodrigo ajuda Pedro a colocar Carlos no carro e eles saem dali rumo ao hospital. A imagem escurece rapidamente, mostrando Bárbara se mexendo no carro acidentado.
CENA 7: PARAÍSO AZUL | HOSPITAL | INTERIOR | MANHÃ
A imagem fica nítida novamente, focando em Pedro empurrando a cadeira de rodas que Carlos utiliza.
A imagem fica nítida novamente, focando em Pedro empurrando a cadeira de rodas que Carlos utiliza.
Os dois seguem na direção da recepção bem devagar enquanto conversam.
CARLOS: – Você dormiu pelo menos um pouco? – Indaga, preocupado.
PEDRO: – Não se preocupe comigo, Carlos. Eu dormi o suficiente, mas aqui é você quem precisa de cuidado. – Responde, esboçando um leve sorriso.
Os dois se aproximam da recepção e veem Rodrigo caminhando com um policial, os dois conversam. Esse mesmo policial se despede, deixando Rodrigo pensativo. Rodrigo se vira e vê o irmão e Pedro.
CARLOS: – Conseguiram prender ela? – Pergunta, curioso.
RODRIGO: – Infelizmente não, Carlos. Só pegaram o motorista, a Bárbara conseguiu fugir antes da polícia chegar.
CARLOS: – E sabe lá Deus onde ela deve estar agora. – Completa levando uma das mãos à cabeça.
Carlos olha para Pedro que por sua vez segura na mão dele de forma leve, tentando dizer apenas com os olhos que tudo ficará bem, que ele não precisa se preocupar. A imagem escurece devagar.
CENA 8: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | EXTERIOR | MANHÃ
A imagem se restabelece devagar, focando em Manuela que tem um olhar distante enquanto caminha.
A imagem se restabelece devagar, focando em Manuela que tem um olhar distante enquanto caminha.
Manuela caminha até a entrada da Fazenda, observando cada árvore, cada coqueiro como forma de se distrair pelos dias que estão sendo bem atípicos. Ela está tão distraída que não percebe a aproximação de uma mulher pela porteira da Fazenda.
Talles vem de carro pela estrada e nota a mesma mulher que parece segurar uma arma e assim que ele constata que é realmente uma arma olha para a fazenda e vê Manuela. Talles não pensa duas vezes e acelera. A mulher é Bárbara que se vira ao ver o carro se aproximando em alta velocidade, logo o tiro que era para Manuela acaba sendo acertado no para-brisa do carro. Bárbara é atropelada e o carro bate no poste de madeira. Manuela se assusta e corre ao ver que é Talles.
Talles vem de carro pela estrada e nota a mesma mulher que parece segurar uma arma e assim que ele constata que é realmente uma arma olha para a fazenda e vê Manuela. Talles não pensa duas vezes e acelera. A mulher é Bárbara que se vira ao ver o carro se aproximando em alta velocidade, logo o tiro que era para Manuela acaba sendo acertado no para-brisa do carro. Bárbara é atropelada e o carro bate no poste de madeira. Manuela se assusta e corre ao ver que é Talles.
Desesperada pensando no pior, a imagem se congela em Manuela colocando as mãos na cabeça ao ver Talles machucado.
CONTINUA…


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