uma webnovela de JAIR VARGAS
produção de LABIRINTO RADICAL
CENA 1: PARAÍSO AZUL | POUSADA | INTERIOR | TARDE
A imagem se descongela devagar.
A imagem se descongela devagar.
Bárbara olha para o mar, pensando em tudo o que passou, enquanto esteve literalmente trancafiada. Ela volta seu olhar para dentro do quarto, um olhar vazio, mas misterioso.
BÁRBARA: – Aquela infeliz só foi a primeira. – Diz enquanto sai de perto da janela. – Eu fiz o que tive de fazer, mas ainda existe os outros. – Continua se sentando na cama. – Todos eles me mandaram para aquele lugar de alguma maneira, todos. – Finaliza mantendo seu olhar.
Bárbara se deita na cama e fecha os olhos bem devagar. A imagem escurece lentamente.
CENA 2: PARAÍSO AZUL | CEMITÉRIO | MANHÃ | AMBIENTE.INTERIOR
A imagem se restabelece mostrando o cemitério da cidade do alto.
A imagem se restabelece mostrando o cemitério da cidade do alto.
A movimentação é um tanto intensa. Em um dos locais dos cemitérios se encontra Manuela junto de Talles e Luiis, inconsolável enquanto olha o caixão do pai ser enterrado. Sílvia também se mostra inconsolável tendo seu filho como apoio. Raul abraça a mãe, tentando confortar de alguma forma. Carlos também se aproxima do local acompanhado de Pedro. Luis é abraçado por Carlos que nota a tristeza do filho pela perda do avô. Manuela olha rapidamente para o pai de seu filho e o rapaz que o acompanha, percebendo que é o mesmo da noite anterior. Todos se cumprimentam com abraços consternados enquanto a cerimônia fúnebre se encaminha para o fim. Um pouco longe dali, Bárbara observa à todos com um olhar negro enraivecido por ver seu ex-marido tão perto de Manuela. Ela esboça um sorrisinho nada gentil e sai de onde está para que ninguém a note, mas é tarde demais, pois o Rodrigo a segue por entre os túmulos. Rodrigo alcança Bárbara praticamente no fim do cemitério e a faz parar, logo segura seu braço. Os dois se encaram.
BÁRBARA: – Dá para soltar meu braço? – Ela indaga, encarando Rodrigo.
RODRIGO: – Só o solto quando você me disser o que está fazendo aqui. – Ele condiciona, olhando com certa raiva para Bárbara. – Eu acho melhor você esquecer o que me disse e seguir com sua vida, Bárbara. Ninguém aqui tem culpa do que a Aura fez com você, ninguém. – Completa, soltando o braço dela.
BÁRBARA: – Isso não é sobre a aura, não é sobre sua mãe, Rodrigo (T) É sobre o que seu irmão e aquela mulherzinha ali me fizeram passar. Seu irmão me largou, me deixou sem se importar com nada, sem olhar para trás, me tratou pior do que um lixo e agora eu os vejo, parecendo felizes. – Diz, cheia de remorso.
RODRIGO: – Ainda essa história?! Você não consegue aceitar que tudo acabou, Bárbara?! Meu irmão está feliz sim, mas não é com quem você pensa, não é como você pensa (T) E como você queria que ele ficasse após descobrir que você dormiu com o nosso pai na cara dele? Você realmente deveria colocar a mão na cabeça e pensar em tudo que não acredita ser o certo.
BÁRBARA: – Não me importa… de verdade eu só quero que seu irmão e todos que que estiverem no meu caminho, vão para o inferno, literalmente. – Ela diz parecendo decidida.
Bárbara dá de ombros para Rodrigo e segue para saída do cemitério. Rodrigo se vira e fica frente a frente com Carlos que por sua vez parece ter ouvido uma boa parte da conversa. A imagem escurece rapidamente.
CENA 3: PARAÍSO AZUL | CASA DE PEDRO | EXTERIOR | TARDE
A imagem fica nítida novamente, mostrando Carlos entrando na casa de Pedro.
A imagem fica nítida novamente, mostrando Carlos entrando na casa de Pedro.
Pedro segue para janela, abrindo as e puxando um pouco as cortinas. Ele volta seu olhar para Carlos que por sua vez se senta no sofá, pensativo. Pedro Segue até Carlos percebendo a ligeira distração.
PEDRO: – Você está assim desde que o vi conversando com o Rodrigo. – Observa. – Aconteceu algo? – Questiona tentando entender a situação.
Carlos olha para Pedro, ficando em silêncio por algum tempo, mas então segura na mão dele.
CARLOS: – Você se lembra daquela mulher que falei que fui casado há um tempo e que me separei? – Indaga olhando nos olhos de Pedro.
PEDRO: – Sim, me lembro… a tal da Bárbara. – Responde intrigado.
CARLOS: – Meu irmão me disse que ela voltou, mas o problema não é esse. Ela voltou disposta a fazer coisas mirabolantes, tudo por eu simplesmente ter me separado dela. – conta suspirando. – Meu maior medo é que ela ainda pensa que eu gosto da Manuela e que por causa disso possa vir a atingir a mãe do meu filho e meu filho.
PEDRO: – Você tem de fazer algo. – Diz demonstrando uma certa preocupação. – Ela não pode fazer com que você pare sua vida por causa das loucuras dela. – Complementa, tocando o rosto dele. – Eu estou com você para o que der e vier. – conclui com um breve sorriso de canto.
Carlos olha com compreensão para Pedro e o abraça.
Carlos olha com compreensão para Pedro e o abraça.
CARLOS: – Eu sei disso, mas não quero que aconteça algo com você, por mais remota que possa parecer a possibilidade, não quero. – Ele afirma apertando o abraço cheio de amor. – Vou resolver isso sozinho. – Completa e beija o rosto de Pedro.
Pedro concorda com apenas um aceno de cabeça perceptível somente para Carlos. Um sorri para o outro, saindo do abraço e partindo para um beijo apaixonado. A imagem escurece lentamente se afastando dos dois.
CENA 4: PARAÍSO AZUL | CASA DE RODRIGO E MIRELA | SALA | INTERIOR | TARDE
A imagem se restabelece enquanto se aproxima devagar de Rodrigo que olha para o corredor que leva ao quarto de Vitória.
A imagem se restabelece enquanto se aproxima devagar de Rodrigo que olha para o corredor que leva ao quarto de Vitória.
Mirela se aproxima do marido e toca no ombro dele com uma de suas mãos, tendo um olhar tocante e intrigante.
RODRIGO: – Ela está totalmente desequilibrada, Mirela, totalmente. Não vou entregar minha irmã para uma pessoa assim por mais que ela seja a mãe. – Diz, parecendo revoltado.
MIRELA: – Essa mulher tem que voltar para aquele lugar, meu amor, com certeza tem que voltar para lá. – Afirma abraçando Rodrigo.
Rodrigo fica pensando no irmão, em Manuela, no seu sobrinho e sua sobrinha enquanto está abraçando a esposa, e chega à conclusão de que ele tem de parar Bárbara antes que ela chega às vias de fato com quem quer que seja. A imagem escurece rapidamente.
CENA 5: PARAÍSO AZUL | POUSADA | INTERIOR | NOITE
A imagem retorna, focando em Carlos entrando na pousada em que Bárbara se encontra hospedada.
A imagem retorna, focando em Carlos entrando na pousada em que Bárbara se encontra hospedada.
Ele passa pela recepção após se identificar, pensando se deve ou não seguir em frente com tudo isso, mas ele volta a afirmar que é pare seu bem, o bem de seu filho, de Manuela ou de qualquer outra pessoa que seja importante em sua vida. Carlos para de frente para a porta do quarto de Bárbara e coloca a mão na maçaneta, mas então Bárbara abre a porta rapidamente ficando frente a frente com seu ex-marido.
BÁRBARA: – Eu já esperava por você, Carlos. – Diz o encarando.
CARLOS: – Que bom, pois tenho muito para conversar com você, muita coisa. – Afirma se colocando para dentro do quarto.
Bárbara fecha a porta e Carlos não nota que ela tem um objeto pesado na mão, objeto esse que ela usa para acertar a cabeça de Carlos, que desmaia. Bárbara sorri assim que Carlos cai no chão. Bárbara se abaixa e continua com o sorriso, parecendo satisfeita enquanto olha para o ferimento na cabeça de seu ex-marido.
A imagem se congela em Bárbara ao lado do corpo de Carlos.
A imagem se congela em Bárbara ao lado do corpo de Carlos.
CONTINUA…


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