Paraíso Perdido | Capítulo 43 (ÚLTIMOS CAPÍTULOS) #ParaísoPerdidoNoWebMundi



uma webnovela de JAIR VARGAS
produção de LABIRINTO RADICAL


CENA 1: CASA DE MATEUS | EXTERIOR | TARDE
A imagem se descongela de forma rápida.
Larissa olha para o irmão caído, ferido a bala em um dos ombros. Ela levanta seu olhar bem devagarzinho e vê sua mãe com uma arma em punho. Alzira olha para filha com lágrimas nos olhos. Olavo se contorce de dor enquanto encara a mãe e a irmã, os olhos então se fecham devagar, ele desmaia. A imagem se afasta da cena que continua a acontecer. Alzira chama o socorro rapidamente. A imagem escurece devagar.



CENA 2: CASA DE MATEUS | INTERIOR | TARDE
A imagem retorna, mostrando Alzira ao se aproximar da filha após ela ter se casado com Mateus.
Larissa se vira para a mãe e então a abraça bem forte como forma de agradecimento.
LARISSA: – Obrigada, mãe…muito obrigada mesmo. – Agradece, deixando a emoção falar mais alto. – Eu sei que não foi fácil para senhora, eu sei. – Afirma abraçada a Alzira.
ALZIRA: – Eu fiz o que tinha de fazer, filha e não me arrependo. – Diz certa do que fez para proteger sua filha.
Mateus se aproxima da mulher. Alzira e Larissa desfazem o abraço. Mateus beijo Larissa rapidamente e a toca na face. Alzira sai da presença dos dois.
MATEUS: – Eu sei que tudo isso é difícil para você, eu sei meu amor. – Afirma a envolvendo delicadamente em seu abraço.
LARISSA: – Agora eu só queria sair daqui, só isso Mateus. – Ela diz com a cabeça encostada no ombro dele.
MATEUS: -A gente vai, logo. – Promete esboçando um leve sorriso.
A imagem escurece devagar enquanto Mateus e Larissa pensam em tudo que aconteceu. Um flashback rápido acontece enquanto eles estão abraçados.

CENA 3: PARAÍSO AZUL | HOSPITAL | INTERIOR | TARDE
A imagem se restabelece se aproximando devagar da janela do quarto em que Diógenes se encontra.
Diógenes está em uma cadeira de rodas diante da janela, pensando no acidente que sofreu. Ele só desperta dos pensamentos quando a porta se abre devagar, fazendo com que ele movimente a cadeira. Manoela então se aproxima do pai com um olhar nitidamente feliz. Ela abraça Diógenes.
DIÓGENES: – Eu já fiquei sabendo das novidades, bem, da novidade. – Ele comenta parecendo um pouco melhor e baixando o olhar devagar.
Manuela sabe do que o pai está falando e sorri de forma espontânea, desfazendo o abraço caloroso.
MANUELA: – Eu fiquei surpresa, pai, mas é tudo o que eu queria, é tudo que vai me fazer ainda mais feliz. – Completa, levando a mão ao ventre
DIÓGENES: – E nada de levar ele ou ela para fora do país, viu? Eu quero ver meu neto crescer ao meu lado dessa vez, sem medo de que tenhamos uma psicopata à solta. – Diz, voltando a abraçar a filha.
MANUELA: – Pode ter certeza, pai. – Afirma em um abraço apertado. – Não vou ir a lugar algum dessa vez, prometo.
A imagem se afasta dos dois, logo escurece rapidamente.

CENA 4: TEMEDO | APARTAMENTO DE CARLOS | SALA | INTERIOR | NOITE
A imagem volta a ficar nítida enquanto foca em Carlos entrando em seu apartamento na companhia de Pedro.
Os dois se acomodam no sofá parecendo um tanto esgotados. Um olha para o outro e sorriem rapidamente.
PEDRO: – Esse foi o casamento mais emocionante que eu já fui na minha vida. – Diz olhando rapidamente para Carlos
CARLOS: – Acredite que esse também foi o meu casamento mais emocionante e tenso. – Comenta olhando para Pedro. – Agora eu só preciso descansar e amanhã voltar para agência. – Continua, se espreguiçando.
Pedro concorda com apenas um aceno positivo de cabeça, logo fica pensativo e abaixa o olhar. Carlos se levanta, momento em que Pedro o faz parar.
PEDRO: – O que nós temos? – Ele indaga, demonstrando uma certa confusão em seu olhar.
Carlos para e se vira para Pedro. Em um primeiro momento parece não ter entendido o que Pedro perguntou, mas acaba percebendo do que se trata. Carlos volta a se sentar ao lado de Pedro e pega nas mãos dele.
CARLOS: – Temos o que precisamos ter, Pedro… temos amor. – Ele responde sem deixar de olhar nos olhos do outro. – E o que você acha que temos? – Indaga, curioso.
PEDRO: – Exatamente isso e é por esse motivo que estou aqui com você, mesmo com todo o medo que estou sentindo. – Responde, intensificando um pouco mais o toque.
CARLOS: – Você não precisa ter medo, Pedro, não precisa. Eu prometo estar com você, sempre. – Afirma se inclinando para um abraço. – Eu amo você. – Completa olhando para Pedro.
Pedro aperta ainda mais o abraço e se sente realmente seguro no abraço com as palavras de Carlos.
PEDRO: – Eu amo você, amo muito. – Diz próximo do ouvido dele.
A imagem escurece devagar enquanto se afasta dos dois.

CENA 5: TEMEDO – PARAÍSO AZUL
Carlos retoma seu trabalho na agência Top Mais já que Mateus agora está em lua de mel. Ele tem do Pedro o auxiliando. Valentina por sua vez retorna para a cidade de Paraíso azul.
Em Paraíso Azul, Talles se aproxima de seu pai, Leopoldo, assim como ele se aproxima do filho. Manuela retorna para fazenda Arco Verde junto de seu pai, feliz por ele estar bem. Sílvia os recepciona junto com Raul, a família toda se encontra reunida na velha fazenda de Paraíso Azul. Talles, assim como os outros dão bastante atenção à Manuela que espera um filho.
Rodrigo e Mirela retornam de viagem, casados e passam a morar definitivamente juntos na cidade costeira. Soraia abençoa Mirela, pois para ela a jovem que viu crescer é e sempre será como se fosse sua neta.
Em Temedo, Bárbara se sente extremamente sozinha, pensando até mesmo em desistir da sua própria vida, mas acaba desistindo de seus pensamentos ao ver sua filha depois de tanto tempo presa. Rodrigo sempre que pode leva sua irmã mais nova para visitar a mãe, o que acaba sendo um verdadeiro consolo.
Larissa e Mateus retornam da lua de mel, parecendo renovados depois de tudo que aconteceu. Larissa passa a morar com seu marido. Olavo retorna para prisão de segurança máxima após ter de ficar um bom tempo no hospital por conta do tiro que levou. Mateus volta a assumir a sociedade na agência que tem com Carlos, retomando o trabalho, ao que também ama fazer. Carlos à cada novo dia que passa se vê mais convicto do que sente por Pedro que também parece ter a mesma convicção, juntos são felizes.
SEIS MESES DEPOIS

2018, BRASIL
CENA 6: PARAÍSO AZUL | PRAIA | EXTERIOR | MANHÃ
A imagem mostra as ondas indo e vindo do mar para praia, vai e vem hipnotizante.
Rodrigo caminha pela praia tendo a companhia de sua esposa, Mirela. Os dois trocam carinhos enquanto fazem uma breve caminhada.
MIRELA: – Eu me apeguei tanto a Vitória que não sei como será quando tudo acabar, Rodrigo. -Comenta enquanto continua a caminhar.
RODRIGO: – Eu também não sei, meu amor, mas temos de fazer o certo. A mãe dela vai deixar a cadeia, vai responder a todo o restante do processo em liberdade e a gente só tem que apoiar. – Diz antes de beijá-la. – Eu só espero que tudo dê certo na vida da Bárbara. – Completa, olhando para o mar de forma rápida.
Mirela sente uma certa preocupação no tom de voz de seu marido, logo para a caminhada, arqueando uma de suas sobrancelhas enquanto encara Rodrigo.
MIRELA: – Você está sabendo de alguma coisa? – Indaga, preocupada com que possa estar acontecendo.
RODRIGO: – Nada. -Ele responde, omitindo as coisas que Bárbara lhe disse na última visita que fez para ela. – Fique tranquila. – Ele pede ao esboçar um sorriso leve.
Mirela acredita, então volta a caminhar na companhia do marido. Alguns pescadores entram no mar e vão até seus barcos, embarcando e partindo. O sol já se mostra alto no céu, logo a imagem escurece devagar enquanto se afasta e mostra tudo de cima.

CENA 7: TEMEDO | AGÊNCIA TOP MAIS | SALA DE MATEUS | INTERIOR | MANHÃ
A imagem se restabelece enquanto mostra a sala de Mateus que foi modificada quase que radicalmente.
Carlos está parado diante da janela, pensativo enquanto Mateus se aproxima ficando lado a lado com o amigo.
MATEUS: – Você realmente está certo do que quer fazer? – Questiona ao parar do lado de Carlos.
Carlos olha para Mateus e esboça um pequeno sorriso.
CARLOS: – Absolutamente, Mateus. Eu preciso mudar, experimentar outras coisas, de verdade, ser feliz. – Responde sem desviar o o olhar de Mateus. – Nunca estive tão feliz em minha vida e preciso estar com quem eu amo, preciso também estar perto do meu filho, ser muito mais presente. – Completa, sorrindo.
MATEUS: – Me diz uma coisa…você realmente se apaixonou pelo Pedro? – Indaga receando que o amigo possa levá-lo a mal.
Carlos volta seu olhar para a janela, logo olha novamente para o amigo.
CARLOS: – Sim e foi a melhor coisa que me aconteceu, mesmo me envolvendo de uma forma que eu não pude perceber. A gente não manda no coração e eu realmente agradeço por isso. Eu amo o Pedro. – Responde totalmente convicto.
MATEUS: – A sua felicidade é a minha felicidade também, meu amigo. Você sempre foi como um irmão para mim e por isso tenho que te desejar sucesso, muito sucesso daqui para frente, em tudo que você foi realizar. – diz de forma sincera. – E se precisar de mim, sabe onde estou. – Completa, sorrindo.
Os dois se abraça, relembrando a amizade que há tempos se consolidou. Eles se afastam e aperta a mão um do outro, é visível os olhos marejados. Carlos segue para a porta enquanto a imagem escurece rapidamente.

CENA 8: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | SEDE | QUARTO DE DIÓGENES | INTERIOR | MANHÃ
A imagem retorna, mostrando Silvia vindo da sala devagar após notar que Diógenes demora para despertar.
Silvia segue pelo corredor até chegar na porta do quarto em que se instalou com o marido. Ela vê Diógenes aparentemente dormindo, logo se aproxima da cama para acordá-lo. Sílvia se senta no espaço ao lado de Diógenes e o toca chamando o nome dele diversas vezes seguidas, mas Diógenes não responde.
SÍLVIA: – Diógenes, Diógenes! – Ela chama incansavelmente, mas ele não desperta.
Sílvia parece constatar o que aconteceu, logo se debruça, arrasada, sobre o corpo do marido.
SÍLVIA: – Diógenes não, não. – Ela repete chorando. – Por favor, meu amor. – Continua, emocionada.
Manuela, Talles e Raul cruzam a porta após ouvir Silvia parecendo desesperada. Manuela entende o que se passa, então segue para perto do pai e de Silvia. Elas choram copiosamente.
MANUELA: – Eu vou sentir tanto a sua falta, pai. – Ela afirma, chorosa enquanto abraça o corpo já sem vida de Diógenes.
A imagem se afasta devagar das duas, seguindo até a janela aberta e saindo para fora. O choro é ouvido, logo a imagem escurece devagar.

CENA 9: PARAÍSO AZUL | EXTERIOR | TARDE
A imagem volta a ficar nítida, mostrando Valentina caminhando com um guarda-chuva p5or causa da garoa fina que cai.
Ela sai da areia da praia e segue rumo ao Hotel Paraíso quando um carro para o seu lado. Quem sai do veículo é Carlos e Pedro. Carlos abraça a sua avó, demonstrando um carinho imenso. Os três continuam o caminho que falta até o hotel a pé e conversando. Carlos fica sabendo do que houve com Diógenes. Ele deixa a avó no hotel e volta com Pedro para o carro, logo eles partem para a fazenda Arco Verde. Carlos dirige devagar, pensando em como Manuela deve estar, em como todos devem estar. Pedro segura na mão dele, sentindo o quanto aquilo parece ser importante. A imagem sai de dentro do veículo e mostra a chuva fina que cai pelo caminho que segue, logo escurece.

CENA 10: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | EXTERIOR | TARDE
Não demora e Carlos junto de Pedro chega na fazenda. Ele Pedro saem do veículo. A chuva fica um pouco mais intensa. Carlos avista movimentação na capela da fazenda e segue para lá com Pedro. Assim que Carlos vê Manuela, ele a abraça fortemente.
CARLOS: – Eu cheguei agora de viagem, só fiquei sabendo agora do que aconteceu com seu pai. – Diz, abraçado a mãe de seu filho. – Eu sei o que você está passando, Manuela e se precisar de um amigo, estou aqui. – Completa deixando o abraço mais confortável.
MANUELA: – Obrigado, Carlos. – Agradece enquanto chora relembrando o seu pai.
Manuela desfaz o abraço, seguindo para perto do caixão. Carlos olha para os lados, mas não vê Pedro, então sai da Capela, caminhando até o carro. Pedro está sentado no banco do carona, pensativo.
CARLOS: – O que houve? – Questiona, percebendo que Pedro parece diferente
PEDRO: – Esses momentos me deixam assim, é mais forte do que eu. – Ele responde, olhando rapidamente para Carlos.
CARLOS: – Eu entendo, juro que entendo. – Afirma, segurando na mão de Pedro.
Carlos dá a volta no carro. Ele entra no veículo, fechando a porta e observando a chuva cair no para-brisa do carro. A imagem escurece rapidamente.

CENA 11: PARAÍSO AZUL | POUSADA | INTERIOR | NOITE
A imagem retorna, focando em uma mulher que faz o check-in e segue para o seu quarto.
Ela abre a porta do quarto onde ficará instalada e segue até a cama deixando sua pequena mala aos pés da cama. A imagem sobe, revelando Bárbara.
BÁRBARA: – Recomeçar… eu não vou recomeçar. – Eu vou continuar de onde parei. – Afirma enquanto segue que para perto da janela observando o mar e a escuridão que se faz presente.
Bárbara tem um sorriso enigmático.
A imagem se congela, mostrando o sorriso de Bárbara.

CONTINUA...

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