uma webnovela de JAIR VARGAS
produção de LABIRINTO RADICAL
CENA 1: PARAÍSO AZUL | ESTRADA | EXTERIOR | TARDE
A imagem se descongela e se afasta devagar do acidente.
A imagem se descongela e se afasta devagar do acidente.
Um outro carro que vem no sentido Paraíso Azul – Fazenda Arco Verde se aproxima e ao avistar o acidente, para de forma imediata. Quem sai do veículo é Raul, que por sua vez corre para perto do veículo acidentado. Raul reconhece de imediato, a mãe e o Padrasto, ficando assustado. Diógenes está desmaiado. Sílvia desperta, logo é possível ver o corte que tem na cabeça.
RAUL: – Fique tranquila, mãe. Eu vou tratar de chamar o socorro. – Ele aconselha enquanto retira o celular do bolso da calça.
Sílvia olha para Diógenes e o vê desmaiado, mas tenta manter a calma pedida por seu filho. Ela chora enquanto olha para Diógenes. Raul faz a ligação para a ambulância e assim que encerra, dá a volta no carro, se aproximando do lado em que está Diógenes. Sílvia observa o filho fazer o que é de praxe. A imagem escurece devagar, focando no rosto de Diógenes.
CENA 2: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | SEDE | SALA | INTERIOR | TARDE
A imagem fica nítida novamente, mostrando Manuela conversando com o filho.
A imagem fica nítida novamente, mostrando Manuela conversando com o filho.
Ela volta o olhar para a janela enquanto Luis mostra uma foto do álbum que os dois veem juntos. Luis percebe que a mãe ficou distraída de repente e a cutuca.
LUIS: – Mãe, mãe, o que foi? – Ele indaga, observando a distração de Manuela.
Manuela parece despertar do que estava acontecendo e olha para Luis que continua a chamar.
MANUELA: – Nada… não foi nada. – Ela responde, visivelmente distante.
Manuela começa a chorar de forma repentina se lembrando de seu avô, e pensando no seu pai. Para que o filho não perceba que ela está chorando, Manuela inclina um pouco o corpo e o abraça fortemente. Ela não consegue entender o que se passa, assim como Luis também não que é pego de surpresa pelo abraço aconchegante de sua mãe. A imagem escurece rapidamente.
CENA 3: PARAÍSO AZUL | BAIRRO COSTEIRO | CASA DE PEDRO | INTERIOR | TARDE
A imagem se restabelece devagar enquanto mostra Carlos mexendo no celular.
A imagem se restabelece devagar enquanto mostra Carlos mexendo no celular.
Carlos está atento à tela do aparelho quando Pedro se aproxima dele, puxando uma mala. Pedro parece estar um pouco melhor depois de ter se abrido com Carlos. Ele esboça um sorriso e finge uma tosse pequena, o que faz com que o fotógrafo olhe para ele.
CARLOS (Se Levantando): – Você não sabe o quanto me deixa feliz por ter aceito ir comigo, Pedro. – Diz, colocando o celular no bolso e ficando de pé. – Eu tenho certeza de que um tempo longe daqui vai fazer bem pra você, acredite. – Completa se aproximando de Pedro.
Pedro balança a cabeça, concordando com Carlos. Ele olha nos olhos de Carlos.
PEDRO: – Eu também acredito nisso. – Afirma, esboçando um breve sorriso. – E estar com você longe daqui vai me fazer bem. – Deixa claro enquanto toca na mão de Carlos.
Um sorri para o outro de forma espontânea, logo se abraçam gentilmente.
Um sorri para o outro de forma espontânea, logo se abraçam gentilmente.
CARLOS: – E saiba que eu não vou deixar que você escape de mim assim tão fácil, viu!? – Comenta beijando a testa de Pedro.
Pedro apenas balança a cabeça de forma positiva e sorri diante de tanta dedicação que Carlos demonstra ter para com ele. A imagem escurece lentamente.
Pedro apenas balança a cabeça de forma positiva e sorri diante de tanta dedicação que Carlos demonstra ter para com ele. A imagem escurece lentamente.
CENA 4: TEMEDO | CASA DE MATEUS | SALA | INTERIOR | TARDE
A imagem retorna, ficando clara enquanto mostre Mateus olhando pela janela.
A imagem retorna, ficando clara enquanto mostre Mateus olhando pela janela.
Quando a imagem se aproxima de Mateus, ele se vira rapidamente deixando a cortina se fechar. Mateus sai de perto da janela e segue até o sofá, colocando a mão no móvel e pensando em sua noiva. Mateus parece tentado a fazer algo que nunca imaginou que teria de fazer. Ele dá a volta no sofá e se aproxima da mesa de centro, pegando o celular, mas o solta de repente, tendo um olhar arredio. A imagem escurece devagar enquanto Mateus continua a olhar para o celular.
CENA 5: TEMEDO | EXTERIOR | NOITE
A imagem se restabelece, mostrando o movimento da cidade.
A imagem se restabelece, mostrando o movimento da cidade.
Os veículos vem e vão pelas movimentadas avenidas. As luzes dos faróis dos carros e motos contrastam com as dos postes. A imagem corre, seguindo até uma rua que aparenta ser deserta. Olavo caminha por essa rua, tendo um olhar distante.
OLAVO: – Que o amanhã chegue logo. Quero ter o gostinho de acabar com a felicidade dela (T) Tenho certeza de que foi ela quem me enfiou naquele buraco, certeza absoluta e ela vai pagar caro pelo que me fez, ah, se vai! – Diz de forma bastante decidida enquanto continua sua caminhada solitária pela calçada.
Olavo entra em um pequeno prédio com pouca iluminação e desaparece em meio à falta de iluminação. A imagem escurece de forma rápida.
CENA 6: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | SEDE | VARANDA | EXTERIOR | NOITE
A imagem torna a ficar nítida, mostrando Manuela de frente à Raul, que por sua vez tem um olhar distante.
A imagem torna a ficar nítida, mostrando Manuela de frente à Raul, que por sua vez tem um olhar distante.
Talles também se encontra na sala, observando e ouvindo o que Raul diz. Todos carregam certa aflição no olhar.
MANUELA: – Mas como isso foi acontecer? – Questiona, demonstrando estar indignada. – Meu pai, não! – Ela diz, incrédula.
Manuela se começa a chorar. Talles abraça a esposa, tentando confortá-la de alguma maneira.
RAUL: – Ele sofreu um mal súbito enquanto dirigia e o carro acabou capotando, Manuela. – Diz também bastante mexido.
TALLES: – A gente vai até ele. – Diz, olhando para Manuela. – Vai ficar tudo bem, não vai? – Ele indaga, voltando o olhar para Raul.
Para deixar Manuela tranquila, Raul balança a cabeça de forma positiva, mas Manuela acaba percebendo que o seu amigo de muito tempo esconde alguma coisa, mas sente que não está em posição de questionar nada e nem ninguém. Talles deixa o abraço mais aconchegante. A imagem escurece devagar.
CENA 7: PARAÍSO AZUL – TEMEDO
Manuela visita o pai e Sílvia no hospital, não contendo a emoção e a apreensão por ver seu pai ali. Ela procura, junto de Talles, acreditar que tudo ficará bem e que seu pai sairá bem de mais essa. Raul os acompanha de longe e Talles percebe que ele se encontra bastante estranho.
Na mesma noite, Pedro e Carlos embarcam com destino à Temedo. Carlos está indo para o casamento de seu melhor amigo e leva Pedro com ele com o intuito de fazê-lo relaxar. Valentina acompanha o neto também. O avião sobrevoa a cidade de Paraíso Azul e segue sua rota programada.
Mirela e Rodrigo decidem por sair de viagem, se afastarem um pouco de tudo, dedicando assim um pouco mais de tempo à Vitória, que se adapta bem à convivência com seu irmão mais velho e a esposa dele, mas não deixa de perguntar da mãe, sentindo muita saudades de Bárbara.
Em Temedo, Larissa dorme em seu antigo quarto, pensando e desejando que seu casamento aconteça sem empecilho. Cansada, ela acaba por adormecer pensando em seu noivo, Mateus.
Manuela visita o pai e Sílvia no hospital, não contendo a emoção e a apreensão por ver seu pai ali. Ela procura, junto de Talles, acreditar que tudo ficará bem e que seu pai sairá bem de mais essa. Raul os acompanha de longe e Talles percebe que ele se encontra bastante estranho.
Na mesma noite, Pedro e Carlos embarcam com destino à Temedo. Carlos está indo para o casamento de seu melhor amigo e leva Pedro com ele com o intuito de fazê-lo relaxar. Valentina acompanha o neto também. O avião sobrevoa a cidade de Paraíso Azul e segue sua rota programada.
Mirela e Rodrigo decidem por sair de viagem, se afastarem um pouco de tudo, dedicando assim um pouco mais de tempo à Vitória, que se adapta bem à convivência com seu irmão mais velho e a esposa dele, mas não deixa de perguntar da mãe, sentindo muita saudades de Bárbara.
Em Temedo, Larissa dorme em seu antigo quarto, pensando e desejando que seu casamento aconteça sem empecilho. Cansada, ela acaba por adormecer pensando em seu noivo, Mateus.
CENA 8: TEMEDO | CASA DE MATEUS | EXTERIOR | MANHÃ
Não tarda o amanhecer. O movimento de veículos é mais ou menos intenso logo pela manhã. Algumas pessoas cruzam na calçada conversando, outras ao celular. Três veículos brancos estacionam em frente da casa de Mateus, são os organizadores da festa de casamento. Eles saem dos veículos e alguns se encaminham para dentro da propriedade. Mateus é quem os recebe. Ele tenta não pensar nas ameaças que o irmão de sua noiva fez e dá início à preparação de tudo. Enquanto Mateus mostra o espaço no Jardim, ele é observado por Olavo, que se encontra no meio dos funcionários sem que ninguém desconfie de suas verdadeiras intenções.
Não tarda o amanhecer. O movimento de veículos é mais ou menos intenso logo pela manhã. Algumas pessoas cruzam na calçada conversando, outras ao celular. Três veículos brancos estacionam em frente da casa de Mateus, são os organizadores da festa de casamento. Eles saem dos veículos e alguns se encaminham para dentro da propriedade. Mateus é quem os recebe. Ele tenta não pensar nas ameaças que o irmão de sua noiva fez e dá início à preparação de tudo. Enquanto Mateus mostra o espaço no Jardim, ele é observado por Olavo, que se encontra no meio dos funcionários sem que ninguém desconfie de suas verdadeiras intenções.
OLAVO (pensando): – Finalmente é hoje.
Olavo se movimenta para não ser reconhecido e tenta ao máximo ficar longe do campo de visão do noivo de sua irmã. A imagem escurece devagar enquanto a organização se inicia.
CENA 9: TEMEDO | CASA DE LARISSA | SALA | INTERIOR | MANHÃ
A imagem se restabelece, mostrando Armando e Alzira na sala da casa, se olhando com preocupação.
A imagem se restabelece, mostrando Armando e Alzira na sala da casa, se olhando com preocupação.
Armando movimenta a cadeira de rodas até perto do sofá onde se encontra Alzira. Ele sai da cadeira de rodas com cuidado e se senta ao lado da mãe de sua filha.
ARMANDO: – Eu acho que está mais do que na hora de você contar pra ela quem é que estava naquele carro que me fez ficar na cadeira de rodas, Alzira, você não acha? – Indaga, encarando Alzira.
Alzira fica cabisbaixa. Os pensamentos dela a leva para o dia do acidente, é inevitável. Depois de relembrar, ela olha devagar para Armando.
ALZIRA: – Ela já está odiando o irmão, o que acha que em vai fazer quando souber que foi ele quem atropelou você?! Eu realmente queria contar, mas não dá, Armando, não dá. – Ela diz se levantando do sofá.
ARMANDO: – Se alguma coisa acontecer à nossa filha, eu vou culpar você pro resto de minha vida (T) Eu tenho certeza que o Olavo acredita que foi a irmã que denunciou ele, mas não foi isso que aconteceu e agora só Deus sabe do que ele será capaz. – Afirma, demonstrando uma certa irritação, fazendo Alzira parar.
ALZIRA: – Eu não vou deixar que aconteça o que for que o Olavo esteja planejando, Armando. Eu errei muito com a Larissa, fui uma péssima mãe quando ela mais precisou de mim, mas agora não será assim, pode ter certeza. – Diz de forma decidida.
Armando fica pensando enquanto observa Alzira se afastar em direção do corredor. A imagem escurece rapidamente.
CENA 10: PARAÍSO AZUL | HOSPITAL | INTERIOR | MANHÃ
A imagem retorna focando em Manuela que está ao lado do pai, segurando sua mão.
A imagem retorna focando em Manuela que está ao lado do pai, segurando sua mão.
Ela observa o aparelho ao lado e pede em pensamento para que Diógenes fique bem logo. As lágrimas são algo inevitável, ela abaixa a cabeça enquanto pensa em como descobriu que Diógenes era seu pai e como o encontro de ambos aconteceu.
MANUELA: – Você tem muito o que viver ainda pai, não me deixe, não nos deixe. – Ela pede, chorosa.
A porta do quarto se abre e Talles entra. Talles se encaminha para perto de Manuela, que assim que vê o amado, se levanta e o abraça, chorando. O abraço é rápido, Manuela olha para o pai e depois para Talles. Manuela sente sua vista ficar escura, logo desmaia no braço de Talles.
A imagem se afasta devagar do casal e congela.
CONTINUA…


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