Paraíso Perdido | Capítulo 26 #ParaísoPerdidoNoWebMundi




2017, Brasil
CENA 1: CIDADE DE TEMEDO | CEMITÉRIO | TARDE
A imagem se descongela.
Aura encara Carlos com raiva, logo se aproxima, tentando intimidá-lo com seu olhar. Carlos também olha de forma firme para Aura. Os dois se encaram, cada um com raiva, mas por motivos absolutamentes iguais e diferentes ao mesmo tempo.
AURA: – Você está ficando louco, Carlos?! Como assim não vou voltar para a minha própria casa? – Ela indaga, enraivecida.
CARLOS: – Não vai voltar e ponto final. E não venha perguntar o motivo, pois sei você sabe muito bem. Eu só quero que a senhora respeite minha decisão, respeite o querer do meu pai, pois tenho certeza de que ele queria isso também, assim como eu estou querendo isso agora. – Diz, decidido à manter Aura longe da mansão.
Rodrigo se mantêm em silêncio, pois sabe, mesmo que pouco, a verdade à qual seu irmão se refere. Ele apenas alterna em olhar para o irmão e depois para a mãe enquanto se lembra do que Mirela lhe contou.
AURA (para Carlos): – Isso não fica assim, filho, está bem? Eu tenho os meus direitos e irei usá-los assim que possível. – Afirma sem deixar de olhar para Carlos.
Carlos esboça um leve sorriso ao ouvir Aura chamá-lo de filho.
CARLOS: – Outra coisa (T) Você não é minha mãe. – Afirma, dando de ombros para Aura.
Aura arregala os olhos diante da afirmação que Carlos faz. Ela volta o olhar para Rodrigo que por sua vez não sabe o que fazer ou dizer. Valmir passa por Aura, seguindo atrás de Carlos. Aura faz o homem parar.
AURA: – Você sabe do que eu sou capaz… – Ela tenta dizer.
VALMIR (Interrompendo Aura): – E também sei do que não é, portanto faça o favor de se calar. As coisas daqui para frente irão mudar, dona Aura, então esteja preparada. – Ele diz, demonstrando não sentir nenhum medo sequer de sua antiga patroa.
Enquanto Aura fica enfurecida, arremessando o guarda chuva no chão, Valmir segue para perto de Carlos. Ambos seguem para o carro. Carlos tenta ser forte para não chorar, mas acaba chorando diante de tudo que se desenrola. Valmir entende que o dia está sendo realmente cheio para Carlos. A imagem escurece devagar enquanto o carro em que Carlos está, segue devagar sendo conduzido por Valmir.


CENA 2: TEMEDO | AGÊNCIA MAIS TOP | SALA DE MATEUS | INTERIOR | TARDE
A imagem retorna rapidamente mostrando a sala de Mateus.
O fotógrafo e empresário se levanta diante do que Alzira, a mãe de sua namorada lhe conta depois de algum tempo ali. Ele parece estar realmente incrédulo com tudo que ouviu.
ALZIRA: – Eu lhe contei isso, pois não aguentava mais ver minha filha se desdobrando praticamente em três para conseguir o dinheiro necessário para a operação do pai… não aguentava mais ver ela mentindo para você. – Ela diz, demonstrando um certo incômodo. – Minha filha é uma excelente pessoa, disso não tenho dúvidas, mas eu também não sei quanto tempo mais ela irá aguentar estando suscetível à uma infinidade de desatinos. – Conclui, cabisbaixa.
Mateus se aproxima de Alzira e toca a mão dela.
MATEUS: – Eu sei… a Larissa nunca me esconderia algo se realmente não fosse extremamente necessário (T) E agora entendo o motivo dela ter andado tão distante, parecendo estar com medo de algo. – Ele diz, fazendo com que Alzira levante o olhar. – Não posso dizer que estou feliz por saber que ela dança na noite, mas é por algo que ela acredita ser importante, então eu respeito. – Conclui, olhando nos olhos da mãe de sua namorada.
Alzira se sente um tanto envergonhada por ter passado por cima de sua filha, mas realmente não aguentava mais ver Larissa sofrendo diante diante de tudo que tinha que suportar.
ALZIRA: – Eu lhe peço, Mateus… não diga nada sobre eu ter vindo aqui e ter dito essas coisas, pois conhecendo a minha filha, sei que ela ficaria sem falar comigo, até mesmo me odiando por ter se metido dessa forma na vida dela. – Ela pede, sincera.
MATEUS: – Conte com minha discrição, dona Alzira. – Ele afirma, tentando deixar a mãe de sua noiva mais sossegada.
Alzira fica agradecida por Mateus ter ouvido ela. A senhora deixa a sala de Mateus, que por sua vez se senta no sofá, ficando pensativo sobre tudo que ouviu. A imagem escurece rapidamente.

CENA 3: TEMEDO | CASA DOS ASSUNÇÃO | INTERIOR | NOITE
A imagem se refaz devagar, focando na sala da casa do pai de Manuela.
Manuela desce pela escada, percebendo a casa um tanto silenciosa. Ela segue até próximo do sofá, momento em que olha para o corredor que leva até a cozinha, percebendo Talles que vem em sua direção. Manuela caminha na direção do marido.
MANUELA: – Estou tão feliz com a recuperação do Luis, Talles. – Ela diz ao se aproximar dele, esboçando um sorriso sincero.
TALLES: – Eu também estou, Manuela. – Ele afirma, tocando no rosto dela com delicadeza. – Mas algo me preocupa muito, muito mesmo. – Continua, afastando a mão do rosto dela. – Como será daqui para frente?! pois querendo ou não querendo, o Carlos sabe da verdade e tenho certeza que ele não vai deixar as coisas ficarem como estão. – Indaga, preocupado.
Talles se afasta após lançar sua indagação. Ele anda devagar até se aproximar da janela. Manuela também faz o mesmo. Ela não sabe o que responder, não sabe o que dizer, pois tudo é indefinido. Talles olha para ela de soslaio e esboça um sorriso rápido.
TALLES: – Nem você mesmo sabe, Manuela. – Ele diz, olhando para fora. – Eu até imagino o que possa acontecer e eu não quero estar aqui para sofrer, para ver você ficar de novo com o seu amor do passado, Manuela. – Completa, deixando algumas lágrimas caírem. – Eu sabia, desde o início, que você assim que se encontrasse com ele, deixaria tudo o que planejou para trás, sabia que eu não era suficiente para fazer você se esquecer. – Finaliza, enxugando algumas lágrimas.
MANUELA: – Não é nada disso, Talles… eu só não sei o que vai ser daqui pra frente, mas de uma coisa sei, aquela história entre eu e o Carlos é passado, e um passado que eu quero bem longe de mim.
Manuela toca na mão de Talles e olha nos olhos dele, sentindo o quanto ele está mexido, o quanto ele teme perdê-la. Manuela abraça o marido, e logo em seguida o beija na tentativa de vê-lo com o sorriso de sempre nos lábios. A imagem escurece devagar, mostrando o carinho e amor mútuo que ambos sentem.

CENA 4: TEMEDO | MANSÃO DOS TERRAFORTE | EXTERIOR | NOITE
A imagem retorna rapidamente enquanto foca na fachada da mansão de forma rápida. A imagem dá um pequeno giro, mostrando a rua. Próximo do portão da mansão há um carro, e dentro dele está Aura, que observa atentamente.
AURA: – Se ele pensa que vai conseguir fazer o que o pai dele não fez, está muito enganado. Maldita hora que eu tirei você de sua avó, Carlos, maldita hora. – Ela diz nitidamente odiando a possibilidade de ter de ficar sem absolutamente nada. – Mas se ele acha que descobriu toda a verdade, então vou mostrar para ele a verdade que ainda não foi revelada, ah, se vou! – Conclui com um olhar amedrontador.
A imagem se congela no olhar de Aura, que se mantêm olhando para a mansão.
CONTINUA…


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