Paraíso Perdido | Capítulo 25 #ParaísoPerdidoNoWebMundi




CENA 1: CIDADE DE TEMEDO | CEMITÉRIO | TARDE
A cena se descongela devagar.
Carlos segue logo atrás do irmão Rodrigo e de Aura. Ele se mostra bastante pensativo enquanto caminha devagar. Valmir está um pouco distante, mas se aproxima devagar. Carlos para ao perceber que o homem se aproxima dele. Eles deixam o cortejo se afastar para então darem início à uma conversa.
CARLOS: – Não deixe que ela fuja, por favor. – Ele pede olhando para Valmir. – Eu não vou perdoar ela jamais, não depois de tudo que ela fez ao meu pai e sabe lá mais para quem. – Conclui voltando a caminhar ao lado de Valmir.
Carlos segue, momento em que Aura se vira e o vê acompanhado de Valmir. Aura fica pensando no que os dois possam estar fazendo juntos. Ela volta o olhar para a frente e encontra com seu filho mais velho a observando de forma mais dura. Carlos apressa o passo, deixando Valmir para trás, ele então alcança Aura. Os dois ficam lado a lado até o enterro de João. A imagem escurece devagar enquanto mostra todos os presentes em volta do momento fúnebre que se desenrola.



CENA 2: TEMEDO | CASA DOS ASSUNÇÃO | INTERIOR | TARDE
A imagem se refaz devagar.
Manuela está parada próximo da janela, pensando no que foi o dia anterior. Seu pai. Diógenes se aproxima e se coloca ao lado dela.
DIÓGENES: – O Luís vai ficar bem, filha. – Ele diz, tentando deixar a filha mais confortável depois de tudo que aconteceu.
MANUELA: – Eu sei meu pai. O meu filho, seu neto é uma criança forte, e primeiramente acredito que Deus está agindo. Mas no momento não é só isso que me preocupa. – Ela diz, demostrando uma certa aflição no tom de voz.
Manuela olha para a escada e logo para o pai. Diógenes parece entender do que a filha fala.
DIÓGENES: – Você está com dúvidas ou é só impressão minha? – Ele indaga, encarando Manuela, que por sua vez abaixa a cabeça lentamente.
MANUELA: – Eu acho que o Talles tem razão, bom, não em tudo, mas em algumas partes principais, pai. – Ela responde, mas de um jeito que deixa Diógenes nitidamente confuso. – Eu não sei mais se devo arriscar tudo da minha vida para me dedicar a algo que só vai me destruir pouco a pouco. Eu não sei se realmente estou fazendo o certo estando com o Talles. – Ela completa, levantando um pouco a cabeça.
Diógenes que olhava para a filha, agora olha para a chuva que cai no jardim.
DIÓGENES: – Você não ama o Talles? – Pergunta um tanto curioso e também tentando saber o que de verdade se passa na cabeça de sua filha.
Manuela deixa algumas lágrimas caírem enquanto pensa no questionamento legítimo de seu pai.
MANUELA (Levantando a cabeça): – Eu o amo, sim, meu pai (T) mas não sei se esse amor chega. – Ela responde com lágrimas nos olhos.
No alto da escada, sem ser percebido, Talles ouve boa parte da conversa entre pai e filha, então se senta em um dos degraus e leva as mãos à cabeça. A imagem escurece rapidamente enquanto Talles parece chorar de maneira silenciosa.

CENA 3: TEMEDO| AGÊNCIA MAIS TOP | SALA DE MATEUS | INTERIOR | TARDE
A imagem fica nítida devagar enquanto mostra a sala de Mateus.
Mateus está diante de seu computador, olhando as fotos de sua bela namorada. Ele sorri enquanto pensa em tudo que já passou ao lado dela durante os cinco anos que namoram. Inevitavelmente, ele acaba chegando à conclusão de que Larissa anda muito distante ultimamente e quase não liga como fazia antes.
MATEUS: – Algo deve estar acontecendo com ela, com certeza… e eu vou descobrir o que é. – Ele afirma se levantando da cadeira. – Ela nunca esteve tão diferente comigo como está sendo nos últimos meses. – Completa, seguindo até a janela.
A porta da sala de Mateus então abre. Ele se vira, ficando há alguns metros de Alzira, a mãe de Larissa. Mateus fica intrigado com a presença da senhora ali em sua sala. Alzira por sua vez, fecha a porta e se aproxima de Mateus.
ALZIRA: – Desculpe vir assim, sem avisar, mas é que eu realmente precisava, Mateus. – Ela se desculpa, cabisbaixa.
MATEUS: – Não tem motivos para se desculpar, dona Alzira (T) Mas é que eu realmente estou surpreso de ver a senhora aqui. – Ele diz sem deixar de olhar para a mãe de sua namorada, que se mostra bastante nervosa. – Aconteceu algo com a Larissa? – Indaga, preocupado, percebendo as mãos trêmulas de Alzira.
Alzira abaixa a cabeça, pensando se deve ou não dizer tudo o que há para ser dito e se intrometer na vida da filha. Ela levanta o olhar devagar e percebe a expressão intrigada que Mateus tem no olhar. A imagem então se desfaz devagar focando no olhar de Mateus.

CENA 4: TEMEDO | CEMITÉRIO | TARDE
A imagem se refaz enquanto mostra o cemitério em que João foi enterrado.
As pessoas que acompanhavam o enterro, se dispersam. A chuva fraca continua. Rodrigo segue acompanhado da mãe enquanto Carlos os alcança, segurando no braço de Aura, que por sua vez para e fica olhando Carlos como se não estivesse entendendo nada. Rodrigo também para.
CARLOS: – Eu respeitei… respeitei o enterro de meu pai, mas agora, não depois, precisamos ter uma conversa séria, Dona Aura. – Ele diz, encarando Aura.
Aura fica visivelmente incomodada com as palavras de Carlos e não diz uma palavra sequer. Ela tenta se soltar, mas Carlos não facilita. Rodrigo oberva os dois sem esboçar nenhuma reação.
AURA: – Dá para me soltar, filho? – Ela indaga.
CARLOS: – Filho? – Ele devolve, soltando o braço de Aura. – Você não é minha mãe, Aura. Você nunca foi minha mãe, não é mesmo? Me tirou da minha mãe, me tirou da minha vó por pura maldade. Você quis se vingar do meu pai, atingindo ele no que ele mais amou nessa vida, que foi minha mãe, e não você. – Ele continua, magoado e enraivecido.
AURA: – Quem te disse isso? Aquele idiota do Valmir? – Ela questiona, encarando Carlos.
CARLOS: – Foi ele sim, mas não só ele, foi também as provas que meu pai tinha contra a senhora. As provas de sua falta de amor e de seu egoísmo exagerado (T) A senhora não volta mais para aquela casa, não mesmo! – Ele se exalta, olhando firme para Aura.
Diante de tais palavras de Carlos, Aura fica paralisada enquanto segura o guarda-chuva.
A imagem se congela no olhar surpreso dela para com as palavras de Carlos.

CONTINUA….




Postar um comentário

0 Comentários