Paraíso Perdido | Capítulo 35: Aura Terraforte é assassinada! #ParaísoPerdidoNoWebMundi



uma webnovela de JAIR VARGAS
produção de LABIRINTO RADICAL


BRASIL, 2017
CENA 1: PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | EXTERIOR | TARDE
Pedro passou uma parte da manhã e também da tarde remoendo o fato de ter acordado nu já que não tem esse costume e ao encontrar o celular de Carlos, lembra de que mais uma vez o amigo dormiu em sua casa. Pedro resolve ir até o Hotel Paraíso afim de resolver tudo o que parece ter ficado mal entendido. Ele chega perto do hotel e fica observando a movimentação. Pedro fica em dúvidas, pois não sabe se deve ou não prosseguir. Depois de muito pensar, Carlos parece ter tido a mesma ideia, então sai do hotel e logo que se aproxima de uma fonte que fica bem em frente ao local, consegue ver Pedro ali parado. Carlos desejoso de esclarecer tudo, segue atravessando a rua, momento em que Pedro se assusta.
PEDRO: – Carlos!!! – Ele grita e corre o mais depressa possível na direção de Carlos.
Carlos cai perto da fonte , tendo ferimentos leves. Pedro cai desacordado depois de sofrer com o impacto do veículo. Acidente esse encomendado por Aura para Carlos, que por sua vez se levanta e se desespera ao ver seu mais novo amigo. Pedro não esboça nenhuma reação.
CARLOS: – Por favor, acorde! – Ele pede enquanto a voz fica embargada. – Acorda! – Ele pede mais uma vez, então encosta a cabeça no peito de Pedro.
A imagem se afasta devagar da cena enquanto Carlos tenta fazer com que Pedro desperte. Algumas pessoas se aproximam e ficam em volta, observando. A imagem escurece devagar enquanto sons típicos de sirenes são ouvidos.

CENA 2: PARAÍSO AZUL | ESTRADA P/FAZENDA ARCO VERDE | EXTERIOR| TARDE
A imagem se restabelece rapidamente.
O veículo que Diógenes alugara para ir da cidade até a sua fazenda segue a toda velocidade. Dentro dele está ele e Sílvia que por sua vez fica bastante encantada com tudo que viu e que continua a ver. A imagem aérea passeia por cima da Mata ao lado esquerdo da estrada, logo muda de forma suave para o outro lado, então se abre, sendo possível ver que o carro se aproxima da Fazenda Arco Verde. A imagem se desfaz lentamente.

CENA 3: PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | QUARTO DE LEOPOLDO | INTERIOR |TARDE
A imagem fica clara novamente mostrando Talles andando de um lado para o outro no quarto de hotel em que seu pai se encontra hospedado.
Talles para diante de Leopoldo, pensando em tudo que descobriu ainda quando morava na Europa.
TALLES: – Bom, estarmos aqui há horas e o senhor não disse nada que me faça mudar de opinião quanto à tudo que fez com os pais de Manuela. Mas o que você fazia com aquela senhora? Ainda não parou de dar golpe? – Indaga, desconfiado.
LEOPOLDO: – Eu já lhe expliquei, filho. – Responde tentando uma aproximação.
TALLES: – Mas eu não entendo… aliás, nem sei como ainda estou aqui a ouvir um mentiroso como o senhor, e talvez até criminoso. – Comenta sendo duro e direito.
LEOPOLDO: – Eu não me orgulho do que fiz, filho, mas também nunca matei ninguém, por isso não sou criminoso algum (T) Eu só peço uma chance para eu te mostrar que mudei ness tempo… tive que mudar, não por pressão, mas por você, por mim mesmo. – Diz seguindo para perto da porta que dá acesso à varanda.
Talles oberva o pai, mantendo sua velha desconfiança. Uma desconfiança que vem desde que ele descobriu que no passado, Leopoldo era o homem de confiança de Aura.
TALLES: – Eu não sei,preciso pensar em tudo isso que conversamos (T) O Senhor fez mal à muita gente, fez mal à mulher que eu amo, que eu sempre amei. – Afirma, seguindo para perto da porta. – Agora eu preciso ir. – Diz ao colocar a mão na maçaneta da porta.
Leopoldo observa o filho sair e entende que a mágoa dele ainda seja muito grande. A imagem escurece devagar enquanto Leopoldo se vira e passa a observar a movimentação na rua.

CENA 4: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | EXTERIOR – INTERIOR | TARDE
A imagem se restabelece novamente mostrando Diógenes saindo do carro.
Sílvia segue o marido. Diógenes vê a porta da casa aberta e um silêncio totalmente estranho, logo faz Sílvia parar quando ele também para.
SÍLVIA: – O que foi, Diógenes? – Questiona sem entender o motivo do marido ter parado.
DIÓGENES (sussurrando): – Aconteceu alguma coisa aqui, Sílvia. Eu posso sentir. – Diz deixando a mulher bastante intrigada e atenta.
Diógenes volta a andar, mas tenta fazer o mínimo de barulho possível. Assim que entra na sala, vê o cômodo todo bagunçado e sua filha caída perto do sofá e com um ferimento na cabeça. Diógenes corre para perto da filha. Manuela desperta devagar se lembrando do que aconteceu ali.
MANUELA: – Pai! – Eles levaram o Luis, levaram ele. – Ela diz enquanto se ajeita, demonstrando um certo atordoamento.
Diógenes arregala os olhos, olhando rapidamente para Sílvia, que tem uma das mãos à boca, reduzindo o que se passou ali.
DIÓGENES: – Aquela maldita levou meu neto. – Ele constata segurando na mão da filha. – A gente vai encontrar ele, filha. Eu prometo. – Afirma olhando nos olhos da filha.
Manuela é abraçada pelo pai e chora no ombro dele, lembrando do que houve no local, de como levaram o pequeno Luis. A imagem escurece devagar, mostrando Manuela aos prantos abraçada ao pai.

CENA 5: TEMEDO | CASA DOS VILA | INTERIOR | TARDE
A imagem se restabelece, mostrando Bárbara em seu quarto de frente ao espelho.
Bárbara tem em suas mãos, uma arma e olha com ódio para seu reflexo.
BÁRBARA: – Onde quer que você esteja, eu vou achar e fazer com você o mesmo que fez com a minha mãe. – Afirma com sangue nos olhos, deixando transparecer todo ódio que sente por Aura.
A imagem se afasta devagar do espelho seguindo em direção a porta, mostrando Bárbara com os olhos fixos no revólver. A imagem escurece rapidamente.

CENA 6: PARAÍSO AZUL | HOSPITAL | INTERIOR | NOITE
A imagem fica clara novamente, mostrando Carlos energicamente preocupado com a demora de alguns médicos para lhe dar notícias sobre o estado de saúde de Pedro.
Ele caminha de um lado para o outro, chamando a atenção de alguns pacientes e funcionários que estão na recepção. O fotógrafo para e segue para uma das cadeiras, se sentando, mas não tira os olhos do corredor. Enquanto olha para o tal corredor lembra-se do acidente. De repente Carlos sente uma mão tocar seu ombro, logo olha e vê Rodrigo junto de Mirela. Carlos se levanta rapidamente abraçando irmão.
CARLOS: – Se alguma coisa acontecer com ele, não vou me perdoar nunca, Rodrigo. – Ele diz em meio à lágrimas. – Eu tenho certeza que aquele carro vinha em minha direção (T) O Pedro me salvou, ele me salvou. – Completa, choroso.
RODRIGO: – Vamos pensar positivo, mano. Não esmoreça agora, por favor. – Ele pede, tentando não chorar ao ver o irmão tão triste.
Discretamente, Rodrigo olha para Mirela, balançando a cabeça de forma negativa. Mirela sabe do que aconteceu com Luis e entende que esse não é o momento para se contar nada. Um dos médicos do hospital vem pelo corredor fazendo com que Carlos saia do abraço do irmão, seguindo até o médico em busca de notícias de Pedro. A imagem escurece devagar enquanto Carlos questiona o doutor.

CENA 7: PARAÍSO AZUL | POUSADA | QUARTO DE AURA | INTERIOR | NOITE
A imagem retorna focando em Aura que acaba de desligar o celular.
Ela se levanta da cama, arrumando os cabelos e sorrindo. Aura para diante da janela.
AURA: – Bom, pelo menos uma coisa eu consegui, pelo menos uma. – Ela diz pensando no telefonema que acabou de receber. – Mas isso não termina por aqui, não mesmo. Não vou descansar enquanto aquele infeliz do Carlos estiver debaixo da terra, fazendo companhia para o pai dele. – Finaliza em meio à um sorriso que revela um pouco mais de sua ardilosidade.
A imagem foca no rosto de Aura e se afasta da pousada, mostrando a noite nublada. A imagem escurece rapidamente.

CENA PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | QUARTO DE VALENTINA | INTERIOR | NOITE
A imagem se restabelece enquanto Valentina leva a mão até a boca.
Leopoldo se aproxima da senhora, que parece um tanto incrédula com o que acabou de descobrir.
VALENTINA (surpresa): – Bem que dizem sobre vasos ruins não se quebrarem fáceis. – Ela comenta. – Você sabe o que fazer Leopoldo, e não só por mim, mas por todos que podem ser mais uma vítima dessa mulher sem escrúpulo, dessa criminosa. – Completa, encarando Leopoldo.
Leopoldo balança a cabeça de forma positiva.
LEOPOLDO: – Pode deixar comigo, dona Valentina. Descobrirei onde a Aura se esconde e eu mesmo se for preciso a farei parar com isso. – Afirma segurando levemente na mão de Valentina.
Valentina fica pensando na outra coisa que Leopoldo lhe contou e relembra o momento em que Carlos esbarrou nela. Mesmo em meio à tanta preocupação, ela esboça um sorriso. A imagem escurece devagar focando no sorriso de Valentina que parece ser uma luz em meio a tanta escuridão.

CENA 9: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | VARANDA | EXTERIOR | NOITE
A imagem se restabelece devagar se aproximando do casal abraçado na varanda da sede da Fazenda.
Talles tenta fazer o que pode para consolar sua esposa e se culpa pelo acontecido.
TALLES: – Se eu tivesse estado aqui, se eu não tivesse parado para conversar com aquele homem, você e eu estaríamos com o Luis aqui agora, Manuela, mas eu prometo à você, com todo o amor que tenho dentro do meu coração que essa Mulher vai pagar por ter feito isso. Ela vai se arrepender de não ter morrido mais cedo. – Ele diz deixando o abraço mais aconchegante. Manuela se sente segura.
Manuela tem um olhar distante, pensando no filho e em como ele deve estar no momento. Ela soluça, chorando muito no ombro de seu amado. A imagem se afasta devagar mostrando a sede da Fazenda do alto e logo escurece.

CENA 10: PARAÍSO AZUL | ZONA RURAL | EXTERIOR | NOITE
A imagem fica nítida novamente enquanto mostra um veículo suspeito seguindo para os limites de Paraíso Azul. O carro vai bem lentamente, parando próximo de uma mata densa. A imagem adentra o veículo, mostrando Luis que se encontra adormecido no banco de trás do carro. Dois homens estão no banco da frente.
HOMEM 1: – Eu não sou louco de fazer isso com uma criança, rapaz, não mesmo. Pode me dar todo dinheiro do mundo, mas eu não faço. – Diz olhando para o parceiro ao lado como se esperasse alguma resposta.
HOMEM 2: – E você acha que eu faria isso? Não mesmo. Siga com esse carro, cara! Vamos deixar esse garoto em um lugar seguro e depois fugimos. – Aconselha, encarando o homem que está ao volante.
O motorista arranca do lugar, dando uma volta e retornando pelo caminho que fez. A imagem escurece lentamente.

CENA 11: PARAÍSO AZUL | HOSPITAL | INTERIOR | NOITE
A imagem se refaz rapidamente.
Carlos segue devagar pelo corredor que leva até os quartos, logo se aproxima de onde Pedro se encontra. Ele começa a sorrir se lembrando do que disse ao médico para que ele deixasse vê-lo. Carlos entra no quarto e para próximo da cama, observando Pedro que continua sedado. Carlos muda a expressão no olhar parecendo se lembrar de algo, e com relação à noite anterior. Ele fica paralisado enquanto se lembra de como ficou sem roupas, de como tudo aconteceu.
CARLOS: – Realmente aconteceu – Ele diz encarando Pedro e lembrando do que os dois chegaram a fazer. Os detalhes são realmentes verídicos e Carlos vê como se estivesse revivendo tal momento outra vez. – Eu não tenho mesmo que pensar, não neste momento. – Completa rodeando a cama e parando ao lado de Pedro.
Carlos segura na mão de Pedro, agradecendo em pensamento pelo que o amigo fez por ele. A imagem se afasta devagar dos dois e escurece rapidamente.

CENA 12: TEMEDO | HOSPITAL SOUZA MARTINS| INTERIOR | MANHÃ
A imagem se restabelece, mostrando Larissa conversando animadamente com o pai.
Larissa sorri, demonstrando toda a sua felicidade por estar ao lado do pai e por saber que a operação acomteceu da melhor forma que pode imaginar. Armando segura na mão da filha, sorrindo.
ARMANDO: – Eu não quero que você continue se culpando pelo que aconteceu naquele dia, filha. Eu fiz o que um pai deveria fazer por sua filha, ou seja, protegê-la. Você não teve culpa alguma. – Diz, apertando a mão dela.
LARISSA: – É inevitável, pai. Você sabe o quanto sofri ao ver você perder os movimentos da perna e não ter feito….não ter meios para fazer nada, mas vou tentar pensar no que vai ser daqui para frente, pois graças a Deus, o senhor fez a cirurgia. – Diz beijando a mão dele.
ARMANDO: – Graças a Deus e também ao seu noivo que foi muito generoso. – comenta esboçando um novo sorriso. – Vou agradecer ele pelo resto de minha vida.
Larissa braça o pai, recostando a cabeça no peito dele. A imagem escurece rapidamente.

CENA 13: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | EXTERIOR | MANHÃ
A imagem retorna enquanto mostra Diógenes parado próximo de um pé de manga.
Sílvia observa o marido falar ao celular de forma bastante enérgica. Ela sai da varanda e se encaminha até o marido, momento em que ele dá por encerrada a ligação.
SÍLVIA: – Conseguiu descobrir alguma coisa? – Questiona, curiosa, ao se aproximar.
Diógenes olha para o celular de maneira insistente. Ele balança a cabeça de forma positiva.
DIÓGENES: – Aquela mulher, eu sabia que não ia poder se esconder para sempre. Ela está aqui está em Paraíso Azul, Sílvia. – Responde olhando diretamente para a esposa.
SÍLVIA: – E o que você vai fazer? – Indaga em um misto de curiosidade e preocupação.
DIÓGENES: – Vou fazer o que eu deixei de fazer há muito tempo, Sílvia. – Ele responde, deixando a mulher intrigada.
Diógenes abraço e esposa, que torce para que o marido não faça nenhuma besteira. A imagem se desfaz, escurecendo devagar.

CENA 14: PARAÍSO AZUL | EXTERIOR | MANHÃ
A imagem se restabelece devagar mostrando Carlos seguindo em uma velocidade média pela estrada que leva até a fazenda Arco Verde.
Ele parece estar bastante preocupado, logo pisa fundo no acelerador.
CARLOS: – Ele é meu filho, não poderiam ter escondido isso de mim, não mesmo. Eu vou encontrar o Luis, custe o que custar. – Diz encarando a estrada à sua frente.
Carlos freia bruscamente ao ver seu filho atravessar a estrada, saindo do meio de algumas árvores. Ele sai do carro assim que para e abraça Luis que ainda está sob o efeito do remédio que lhe deram para dormir. Carlos o abraça fortemente.
CARLOS: – Filho, filho. – Ele diz em meio a surpresa e o susto que levou. As lágrimas acompanham o abraço carinhoso e acolhedor.
Carlos enche o filho de beijo e logo volta a abraçá-lo como que para ter certeza de que ele está ali mesmo. A imagem escurece devagar enquanto se afasta de forma aérea.

CENA 15: PARAÍSO AZUL | POUSADA | QUARTO DE AURA | INTERIOR | MANHÃ
A imagem retorna rapidamente.
Aura sai do banho enrolada em uma toalha branca. Ela segue até o armário onde estão suas roupas. Aura olha rapidamente para trás, pois tem a sensação de que estava a ser observada. Ela chacoalha a cabeça de forma negativa, pensando ser fruto de sua imaginação. Aura escolhe uma roupa e se encaminha para perto da cama, colocando as vestimentas sobre ela. Uma mensagem chega no celular, que ela pega e observa mudando a sua expressão de felicidade. Aura arremessa o aparelho contra a parede.
AURA: – Incompetentes, todos incompetentes. – Ela diz seguindo para janela. – Não conseguiram matar o Carlos, não conseguiram raptar o menino daquela infeliz. – reclama olhando para o celular despedaçado.
Aura tem a mesma sensação anterior, logo se vira repentinamente. A imagem foca em uma arma apontada para ela.
AURA: – Você!? – Ela diz com os olhos arregalados.
São as únicas palavras que ela consegue dizer. Dois tiros certeiros e silenciosos são disparados, derrubando e matando Aura. A imagem volta para as mãos da pessoa que usa uma luva preta. A arma é abaixada. O foco volta para o corpo de Aura enquanto é possível ouvir passos saindo do quarto. A imagem se congela no corpo sem vida de Aura.
CONTINUA…

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