Paraíso Perdido | Capítulo 34 #ParaísoPerdidoNoWebMundi



uma webnovela de JAIR VARGAS
produção de LABIRINTO RADICAL



CENA 1: TEMEDO | EXTERIOR | MANHÃ
A imagem se descongela devagar.
Aura continua sorrindo enquanto pensa no que fez na noite passada e em seu passado. Ela relembra enquanto o veículo está em movimento como conheceu João e no quanto ele era apaixonado por sua irmã, Beatriz. Aura sentia inveja da irmã mais velha e prometeu para si mesmo que teria João a qualquer custo e foi o que fez.
AURA: – Eu fiz o que tinha de fazer, A Beatriz não era mulher para o João, não era. Eu só me arrependo de uma coisa , de não ter matado a Valentina enquanto tive chances, aquela velha infeliz…se não fosse por ela, eu estava vivendo minha vida de rainha ainda. – pensa voltando o seu olhar para o motorista.
O veículo segue rapidamente assim que o congestionamento parece dar trégua. Na avenida há uma diminuição do fluxo de veículos. As pessoas caminham nas calçadas. O movimento tanto de pessoas como de veículos aumenta aos poucos. A chuva se intensifica aos poucos.



CENA 2: HOSPITAL SOUZA MARTINS | INTERIOR | MANHÃ
Larissa se encontra ao lado de Mateus. Os dois esperam juntos a chegada de Armando, o pai de Larissa. Alzira não demora a chegar, se juntando aos dois. Larissa abraça o noivo assim que vê a maca passar pela porta entrando no hospital. Alzira toca no braço da filha.
ALZIRA: – Vamos acreditar que vai ficar tudo bem, filha. Eu sou testemunha de tudo que você fez pelo seu pai, de quanto você se sacrificou para conseguir o que vai acontecer quando ele entrar naquela sala de cirurgia. Vai dar tudo certo. – Diz percebendo nervosismo da filha e tentando deixá-la mais calma.
LARISSA: – É por isso que eu tenho medo, mãe. – Ela firma alternando o olhar para Mateus e a mãe. – Tudo que fiz foi para que meu pai conseguisse operar, conseguisse voltar a andar e eu não posso pensar negativo. – Completa, apertando a mão de Mateus.
MATEUS: – Vamos ter fé…mantê-la, meu amor. – Diz, carinhoso e beijando ela rapidamente.
Larissa balança a cabeça de forma positiva. Assim que o pai se aproxima, ela segura na mão dele. Pai e filha e se olham com muito carinho. Larissa esboça um pequeno sorriso.
ARMANDO: – Obrigado por tudo, filha. – Ele agradece, apertando a mão dela.
A maca com Armando se afasta, deixando Larissa com lágrimas nos olhos. Ela pensa no dia em que seu pai ficou na cadeira de rodas, no acidente que aconteceu.
LARISSA: – Era para eu ser a vítima daquele acidente, pai, eu, mas o senhor me salvou. – Diz ao ver o pai sendo levado pelo corredor. – O senhor não tem o que me agradecer, sou eu que devo minha vida à você. – Conclui, deixando as lágrimas caírem.
Mateus se aproxima, abraçando a noiva e deixando que ela chore tudo que há pra chorar.

CENA 3: PARAÍSO AZUL | FAZENDA ARCO VERDE | EXTERIOR | MANHÃ
Manuela caminha pela estrada que leva até a porteira. Enquanto faz esse percurso, pensa em tudo que sua mãe passou ali, assim também como o pai. Ela para diante de um dos coqueiros e pensa no passado, mais precisamente há quase dez anos.
MANUELA: – Se meu pai estiver certo, tenho que encontrar o melhor jeito de proteger minha família. Aquela mulher no que depender de mim, não fará mal a mais ninguém. – Diz enquanto volta seu olhar para a varanda, vendo o filho e Talles a observando.
Manuela retorna devagar pelo caminho esboçando um leve sorriso, tentando não demonstrar tanta preocupação.

CENA 4: PARAÍSO AZUL| CASA DE PEDRO | INTERIOR | MANHÃ
O sol já entra pela janela, que tem uma cortina branca. Carlos é o primeira a despertar. Ele acorda devagar e estranha um pouco o lugar em que se encontra, mas não demora a constatar que dormiu mais uma vez na casa de Pedro. Carlos se espanta ao notar que está sem roupas, então levanta o lençol constatando que não só ele, mas Pedro também está do mesmo jeito. Ele sai da cama com cuidado, levando a mão à boca enquanto observa Pedro dormir.
CARLOS (Confuso): – O que foi que eu fiz? – Ele indaga sozinho, paralisado e nu como veio ao mundo.
O fotógrafo logo desperta do que parece ter sido um pequeno apagão, então começa a procurar suas roupas, vestindo elas assim que encontra. Ele deixa o quarto de Pedro parecendo bastante assustado. Pedro continua a dormir.
Carlos passa pela sala rapidamente ainda sob o impacto do que viu e acredita ter acontecido. Ele sai de casa, mas acaba esquecendo seu celular.

CENA 5: HOTEL PARAÍSO | INTERIOR | MANHÃ
Valentina sai de seu quarto sendo ajudada por Leopoldo, então assim que se aproxima do elevador, a porta do mesmo se abre e Carlos acaba esbarrando na senhora, parecendo atordoado, mas para ao constatar o que fez.
CARLOS: – Desculpa. – Ele pede por ter esbarrado na senhora.
Valentina, que no impulso segurou a mão de Carlos, sorri.
VALENTINA: – Não foi nada. – Ela diz, sorrindo.
Quase no fim do corredor, Rodrigo vê a cena e para, ficando a observar. Valentina segue com Leopoldo para dentro do elevador. Carlos, sem imaginar que tal senhora é sua avó, segue pelo que ainda falta do corredor até se aproximar da porta do quarto em que se encontra provisoriamente hospedado. Rodrigo então se aproxima do irmão. Carlos parece ficar bem feliz de vê-lo.
CARLOS: – Ainda bem que você apareceu, Rodrigo… eu preciso muito falar com alguém ou vou explodir. – Diz, encarando o irmão.
Rodrigo se preocupa, percebendo que o assunto pode ser realmente importante. Os dois entram no quarto em que Carlos está alojado.

CENA 6: TEMEDO | AEROPORTO | INTERIOR | MANHÃ
Aura sai do carro de forma apressada. O motorista olha para ela de forma rápida pelo retrovisor. Aura pega uma mala dentro do porta-malas e se encaminha para dentro do aeroporto. Não demora muito e ela embarca, sorrindo de forma farta. Ela segue com destino a Paraíso Azul.

CENA 7: CASA DOS VILA | INTERIOR | MANHÃ
Bárbara se encontra sentada no sofá, pensando na mãe e em seus conselhos. Ela olha para um porta retrato que está na mesinha ao lado do sofá. Bárbara passa o dedo no vidro e sente um rápido calafrio.
BÁRBARA: – Isso não vai ficar assim, não vai. Eu juro que aquela mulher vai pagar bem caro pelo que fez. – Promete pegando a foto nas mãos.
Bárbara pensa na filha que agora está na casa de uma amiga. Inevitavelmente chora ao pensar que não verá mais sua mãe ali, que não poderá mais conversar com ela como sempre fazia.

CENA 8: CASA DOS ASSUNÇÃO | INTERIOR | MANHÃ
Silvia desce pela escada carregando uma mala grande. Ela observa o marido olhar pela janela. Diógenes olha para esposa assim que a vê.
DIÓGENES: – Tudo pronto? – Questiona, esboçando um pequeno sorriso.
SÍLVIA: – Tudo sim…tudo pronto para conhecer sua cidade natal. – Ela responde, deixando a mala e abraçando Diógenes. Ela o beija de forma apaixonada. – Estar em família será muito bom, meu amor. Nós dois estamos precisando disso. – Afirma sorrindo após ter encerrado o beijo.
DIÓGENES: – Vai sim, Sílvia. – Ele concorda, tentando não demonstrar preocupação. – O Raul não vai com a gente? – Indaga, curioso.
SÍLVIA: – Ele disse que vai precisar cumprir dois plantões antes de tirar licença, então vai nos encontrar lá. – Responde se afastando e pegando a mala.
Diógenes pega a mala dele também e juntos seguem até a porta.

CENA 9: PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | QUARTO DE CARLOS | INTERIOR | MANHÃ
Rodrigo se levanta da cama de Carlos, seguindo devagar com uma mão no queixo até perto da janela. Carlos observa o irmão sem dizer nada, ficando cabisbaixo depois de ter contado tudo para ele sobre o que acha ter acontecido na noite anterior na casa de Pedro.
RODRIGO: – Você está me dizendo que acredita ter tranzado com outro cara, é isso mesmo!? – Indaga surpreso e ao mesmo tempo bastante pensativo, mas sem demonstrar estranheza.
CARLOS: – Eu não tenho certeza, mas que outra explicação teria eu acordar nu, assim como ele também, Rodrigo? Eu não me lembro de nada, bem, pelo menos não consigo me lembrar. – Responde, levantando o olhar.
Rodrigo volta seu olhar para o irmão, arqueando uma de suas sobrancelhas.
RODRIGO: – Mas agora me diz… o que você acha disso tudo, bem, o que você sentiu ao pensar que pode ter passado a noite com outro homem? – Questiona, demostrando uma certa preocupação.
Carlos se levanta da cama, andando de um lado para o outro diante do questionamento de seu irmão. Ele para e olha diretamente para Rodrigo.
CARLOS: – Eu não sei, realmente não sei o que pensar, Rodrigo. Não tive tempo para pensar em tudo que aconteceu (T) Ou que pode não ter acontecido. Eu não me lembro, não me lembro de como fui ficar como vim ao mundo ainda mais na cama do Pedro. – Responde levando às mãos até a cabeça.
Rodrigo abraça o irmão, percebendo o quanto ele se encontra confuso com o que acredita ter acontecido. Pela primeira vez, Carlos sente um abraço todo sincero da parte de Rodrigo. Carlos não consegue parar de pensar no que pode ter acontecido com Pedro.

CENA 10: PARAÍSO AZUL | EXTERIOR | TARDE
Talles sai de um supermercado, carregando algumas sacolas. Ele está sozinho. Talles coloca as sacolas de compras no porta-malas e assim que abaixa a porta, vê algo que o deixa um tanto paralisado. Talles parece não acreditar no que vê bem à sua frente e assim que eles se aproximam mais, ele se coloca à frente. Talles agora está frente a frente com seu pai, tentando entender ao relembrar o motivo para Leopoldo ter ficado tanto tempo sem dar notícias. O momento é uma mistura de mágoa, raiva e surpresa. Leopoldo encara o filho depois de praticamente dez anos.

CENA 11: TEMEDO | HOSPITAL SOUZA MARTINS | INTERIOR | TARDE
Mateus entrega um copo com um pouco de chá para a noiva. Ela espera por notícias da cirurgia do pai. Alzira acompanha tudo com seus olhos atentos. De repente, o médico cruza pela porta da sala de espera, parando somente quando está entre os presentes.
LARISSA: – Então Doutor, como foi a operação do meu pai? – Ela questiona em um misto de curiosidade e receio.
Diante do questionamento, o médico explica tudo que aconteceu na cirurgia. Larissa não aguenta tanta emoção e acaba desmaiando no colo de Mateus.

CENA 12: PARAÍSO AZUL | POUSADA | INTERIOR TARDE
Aura assim que chega, retira de sua mala, um notebook. Ela se senta na cama enquanto liga o aparelho. Na tela do computador portátil, a foto de Carlos e de Manuela. Ela sorri assim que os vê.
AURA: – Vocês serão os próximos, não tenham dúvidas disso. – Afirma se levantando da cama.
Ela segue até perto da janela, pensando nos dois acidentes que sofreu de carros. Ela volta a passar a mão na cicatriz que tem em um lado do rosto.
AURA: – Minha vingança só estará completa quando eu ver esses dois embaixo da terra. Ela por ter nascido daquela pobetrona da Gabriela e ter tentado atrapalhar meus planos, e ele por simplesmente ter sido ingrato e ter me expulsado da casa que sempre foi, de ter me deixado quase sem nada. – Diz enquanto leva uma das mãos ao bolso da calça que usa.
Aura retira do bolso da calça, seu celular. Ela procura na agenda. um número específico e então ao achar, faz a ligação. Aura leva o aparelho até próximo do ouvido, com um sorriso malicioso nos lábios dá a ordem necessária.
AURA (ao celular): – Pode começar quando quiser e saiba que seu pagamento estará certinho na sua conta. Eu não quero perder tempo, pois já perdi tempo demais. Faça tudo como combinamos, nem mais e nem menos. – Ordena, esboçando um leve sorriso.
Aura retira o celular de perto de seu ouvido e o coloca em cima da cama assim que se aproxima. Ela olha para a tela do notebook, marcando com um x as fotos de Carlos e Manuela.
A imagem se congela na tela do computador que mostra a foto de Carlos e Manuela e um sem vermelho bem em cima de cada uma.

CONTINUA…

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