CENA 1: CIDADE DE TEMEDO | HOSPITAL SOUZA MARTINS | INTERIOR | TARDE
A cena se descongela rapidamente, mostrando Manuela se afastando do abraço ao ver seu marido.
Talles dá meia volta e sai, parecendo um tanto chateado com a cena que acabou de presenciar. Manuela se levanta, deixando Carlos sozinho no sofá. Ela segue atrás de Talles. Raul por sua vez se aproxima de Carlos, que fica cabisbaixo pensando no que está fazendo.
CARLOS: – Eu estou fazendo bobagem, não estou? – Ele pergunta, se mantendo de cabeça abaixada.
RAUL: – Depende do que você classifica como bobagem. – Responde, olhando para ele. – Tudo isso é muito complicado…complicado demais, pois sei que você e a Manuela não colocaram todos os pingos nos ‘is’, então por isso fica muito difícil de se entender tudo. Mas qualquer um que saiba da história que vocês tem a impressão de que tudo isso está inacabado. – o médico conclui, dando um tapinha de leve no ombro de Carlos.
Carlos levanta o olhar devagar enquanto esboça um leve sorriso. A imagem se afasta devagar e escurece.
CENA 2: HOSPITAL SOUZA MARTINS | INTERIOR | TARDE
A imagem se refaz devagar, deixando clara a cena.
A imagem se refaz devagar, deixando clara a cena.
Talles olha para fora pelas janelas do corredor. Ele vê Manuela se aproximar devagar, mas não olha para ela. Manuela fica ao lado de Talles.
MANUELA: – Quero que você saiba, o que viu ali foi somente um abraço, nada demais. – Ela explica, olhando para ele, esperando que ele também a olhe.
Talles se mantêm no mesmo lugar, apenas esboçando um leve sorriso, que logo desaparece.
TALLES: – Se tivesse sido apenas um abraço, você não estaria aqui agora se explicando ou tentando se explicar, Manuela. – Ele se mantêm olhando para frente como se realmente não quisesse encarar a esposa depois do que viu e da insegurança que está sentindo. – Obrigado por estar aqui tentando, mas eu realmente tenho minhas dúvidas. – Ele conclui, movendo a cabeça para o lado em que Manuela se encontra.
Manuela respira profundamente, olhando para Talles.
MANUELA: – Não havia outro jeito, acredite! Eu precisava que o Luís ficasse bem Talles e a chance disso acontecer estava bem na minha frente, não podia deixar escapar (T) Espero que entenda isso e não me julgue mal. – Ela diz antes de se afastar.
Manuela toca na mão de Talles e se afasta, fazendo o mesmo caminho, seguindo para a sala de espera. Talles volta o olhar para o exterior e fica pensando em praticamente tudo que anda acontecendo. A imagem vai escurecendo devagar enquanto é possível ver algumas lágrimas escorrendo pelo rosto de Talles.
CENA 3: PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | INTERIOR | TARDE
A imagem retorna, clareando a cena rapidamente. Depois que Valentina adormece novamente, Mirela sai do quarto dela. Ela segue pelo corredor afim de ir tomar um pouco de ar fresco quando fica frente a frente com Rodrigo, que a faz parar, parecendo repleto de dúvidas.
A imagem retorna, clareando a cena rapidamente. Depois que Valentina adormece novamente, Mirela sai do quarto dela. Ela segue pelo corredor afim de ir tomar um pouco de ar fresco quando fica frente a frente com Rodrigo, que a faz parar, parecendo repleto de dúvidas.
RODRIGO (intrigado): – Você pode me explicar o motivo da dona Valentina ter dito aquilo? – Ele questiona se referindo à conversa que acabou escutando.
MIRELA: – Vai fingir que não sabe, Rodrigo? Vai querer me dizer que não sabe o que sua mãe fez àquela pobre senhora? Bem capaz! – Ela responde não acreditando que Rodrigo não possa ter conhecimento de nada.
Mirela se afasta um pouco, mas Rodrigo segura o braço dela o que a faz parar, mas ele logo solta.
RODRIGO: – Eu não sei, falo sério, Mirela. Eu não sei, mas posso tentar imaginar o que houve, pois conheço os truques dela, sei do que ela é capaz. – Afirma, fazendo Mirela se virar para ele novamente.
Mirela encara Rodrigo e resolve lhe conceder o benefício da dúvida. Ela olha para todos os lados, acreditando que o corredor não é exatamente um ótimo lugar para terem qualquer conversa sensata que pudesse ser. Ambos então decidem por entrar no elevador e seguirem para o bar do hotel. A imagem se desfaz pouco a pouco enquanto mostra Rodrigo e Mirela entrando no elevador.
CENA 4: TEMEDO | HOSPITAL SOUZA MARTINS | INTERIOR | TARDE
A imagem da cena se refaz devagar, mostrando pessoas passando no corredor do hospital.
A imagem da cena se refaz devagar, mostrando pessoas passando no corredor do hospital.
Assim que Manuela entra na sala de espera, olha para todos os lados, procurando por Carlos, mas não o encontra. Ela então para próximo de um dos sofás e pensa que ele deve ter ido embora. Manuela se assusta um pouco ao sentir uma mão tocar seu ombro, então se vira rapidamente, ficando cara a cara com Raul.
RAUL: – Ele não foi embora por querer, Manuela… ele recebeu uma notícia muito triste e seguiu para a casa rapidamente. – Ele conta.
Manuela ficar parada, pensando no que acabou de achar que tivesse acontecido, então fica um pouco vermelha.
RAUL: – Você não quer ver seu filho? – Ele indaga, quebrando o silêncio que se instalou.
Manuela desperta dos pensamentos mais aéreos e volta com os fixo diante da indagação do médico e amigo.
MANUELA: – Eu quero sim. – Ela responde, levando uma das mãos ao coração.
Raul esboça um pequeno sorriso e segue na frente de Manuela, que o segue pensando no que pode ter acontecido para que Carlos saísse tão rapidamente do hospital. A imagem dela saindo da sala de espera escurece rapidamente.
CENA 5: CASA DOS ASSUNÇÃO | SALA | INTERIOR | NOITE
A imagem retorna devagar mostrando todo o ambiente familiar da sala de casa dos Assunção.
A imagem retorna devagar mostrando todo o ambiente familiar da sala de casa dos Assunção.
Diógenes caminha de um lado para o outro, está ansioso por notícias sobre seu neto e genro. Sílvia o oberva e se preocupa com a saúde dele já que ele não pode se alterar muito. Ela se aproxima lentamente e o faz parar.
SÍLVIA: – Você precisa se acalmar, meu amor. – Ela diz, tocando levemente no rosto dele. – Ou você se acalma ou daqui a pouco será mais um que estará metido naquele hospital. Já já alguém nos dá notícia, você vai ver. – Ela tenta acalma–lo.
DIÓGENES: – Eu sei, eu sei, Sílvia. – Ele afirma, respirando forte. – Mas é que eu realmente não consigo ficar relaxado, calmo sabendo do que aconteceu. – Continua, olhando nos olhos da esposa. – A minha filha acabou de chegar há tão poucos dias e já aconteceu isso com ela, realmente estou bastante nervoso. – Conclui.
Sílvia segura na mão de Diógenes, tentando passar uma certa positividade. Ela esboça um leve sorriso enquanto faz isso, percebendo que o marido relaxara um pouco.
SÍLVIA: – Nós temos é que pensar positivo e acreditar que tudo tenha dado certo, que só foi um grande susto e logo eles estarão com a gente novamente. – Ela diz, abraçando Diógenes em seguida.
A imagem escurece lentamente enquanto o casal está abraçado.
A imagem escurece lentamente enquanto o casal está abraçado.
CENA 6: TEMEDO | DELEGACIA | EXTEEIOR | NOITE
A imagem retorna mostrando alguns carros passando em frente da delegacia, dá um giro devagar e mostra as viaturas estacionadas.
A imagem retorna mostrando alguns carros passando em frente da delegacia, dá um giro devagar e mostra as viaturas estacionadas.
Carlos está parado próximo de seu carro, e olha à todo momento para dentro do local, então assim que vê Valmir saindo na companhia do advogado, ele se aproxima.
VALMIR: – Obrigado, senhor Carlos. Eu realmente já estava pendendo a esperança de sair daqui. – Ele agradece um pouco cabisbaixo e triste.
CARLOS: – Isso foi uma tremenda idiotice, Valmir. Eu sei muito bem que você não faria nenhum mal ao meu pai, sei disso. – Ele diz, partindo para um abraço rápido no motorista que sempre trabalhou para seu pai, para a família.
VALMIR: – Eu precisava de falar com o senhor. Eu estava lá quando eles fizeram aquilo com seu pai, e também estava lá quando o senhor João me fez um último pedido, um pedido que eu não tive como recusar, mais do que um pedido somente, uma grande promessa. – Ele comenta, deixando Carlos intrigado.
Carlos observa Valmir e constata que a coisa que há para ser colocada na mesa é realmente importante. Carlos se despede do advogado, que por sua vez tem seu próprio carro. Valmir segue com Carlos disposto a cumprir a promessa que fez ao seu patrão e amigo, o mais rápido possível. A imagem se desfaz rapidamente enquanto o carro com Carlos e Valmir segue pela rua.
CENA 7: TEMEDO | CASA DE LARISSA | INTERIOR | NOITE
A imagem volta a ficar clara, seguindo lentamente do corredor até a sala.
A imagem volta a ficar clara, seguindo lentamente do corredor até a sala.
Larissa entra na casa com algumas sacolas. Ela deixa as sacolas em cima do sofá e segue pelo corredor, logo se aproxima da cozinha, então pega a mãe falando ao celular sobre ela. Depois de ouvir boa parte da conversa, Larissa entra na cozinha, deixando Alzira sem reação.
LARISSA: – Eu não posso acreditar no que a senhora fez, não posso. – Ela diz, parecendo enraivecida. – O dinheiro que eu tinha ali era para a cirurgia do meu pai, do meu pai, mãe e você deu para o Olavo para que ele fugisse?! – Ela grita com grande raiva.
Larissa sai da cozinha e segue para o quarto dela. Alzira segue atrás.
ALZIRA (parando na porta do quarto): – Você queria que seu irmão fosse preso, Larissa? – Ela indaga, tentando inverter a situação.
LARISSA: – Que fosse… ele cometeu um crime, um crime, mãe e você vai lá e passa a mão na cabeça dele mais uma vez! – Ela diz batendo a porta do quarto com muita força.
Alzira arregala os olhos e teme pelo que Larissa possa fazer diante de tal situação. Ela segue para a sala. No quarto, Larissa pensa na cirurgia que o pai deve fazer antes do fim do ano. A imagem escurece lentamente focando no choro de Larissa que deita na cama, frustrada e cheia de raiva pela mãe ter feito o que fez.
Alzira arregala os olhos e teme pelo que Larissa possa fazer diante de tal situação. Ela segue para a sala. No quarto, Larissa pensa na cirurgia que o pai deve fazer antes do fim do ano. A imagem escurece lentamente focando no choro de Larissa que deita na cama, frustrada e cheia de raiva pela mãe ter feito o que fez.
CENA 8: PARAÍSO AZUL | HOTEL PARAÍSO | INTERIOR | NOITE
A imagem fica nítida bem devagar.
A imagem fica nítida bem devagar.
Rodrigo está pensativo enquanto se encontra sentado em sua cama. Ele pensa em tudo que Mirela contou para ele e teima em acreditar que seja realmente verdade.
RODRIGO: – Minha mãe não chegaria à tanto… ou chegaria?! – Ele indaga parecendo bem confuso diante do que soube e do que já imaginava. – O Carlos, meu Deus (T) Não é filho da minha mãe. – Ele diz, levando a mão na cabeça.
Rodrigo se deita na cama, é inevitável pensar em tudo que ficou a saber. As memórias acabam levando o homem ao dia em que ele cumpriu as ordens da mãe e contratou um outro homem para botar fogo na casa de Manuela e do avô. Rodrigo tem um impulso repentino e salta da cama, atormentado com a memória. Ele deixa as lágrimas caírem. A imagem então se desfaz rapidamente.
CENA 9: TEMEDO | EXTERIOR | MANHÃ
A imagem retorna mostrando o céu nublado.
A imagem retorna mostrando o céu nublado.
As avenidas e ruas laterais estão movimentadas no grande centro. Uma chuva intensa logo se inicia após uma grande quantidade de trovões. Algumas pessoas seguem com guarda chuva, outras tentam encontrar um lugar melhor para se esconderem até a chuva passar. A imagem corre pela cidade até parar em frente da mansão dos Terraforte. O veículo de Carlos é parado bem em frente da calçada, logo ele e Valmir saem do carro.
VALMIR: – Você tem certeza de que quer realmente fazer isso, Carlos? – Ele indaga, olhando para o rapaz que ele praticamente viu crescer.
CARLOS (levantando o óculos): – Certeza absoluta, Valmir. Tudo o que você me contou, tudo o que você me mostrou… é realmente mais do que suficiente para eu fazer o que pretendo fazer. – Ele diz com os olhos cheios de lágrimas enquanto pensa no pai, que ultimamente tinha se afastado por pedido dele após descobrir que João teve um caso com Bárbara. – Eu perdi meu pai, não pude nem pedir perdão por ter sido egoísta, por não ter ouvido ele direito. – Diz, choroso, mas isso não vai ficar assim, não vai! – Ele finaliza voltando a abaixar o óculos escuro.
Valmir segue com Carlos para dentro da mansão. Alguns metros dali, Leopoldo sfik encontra dentro de um carro só observando a movimentação. Ele sorri ao ver Carlos entrar com Valmir na mansão. A imagem escurece devagar se afastando do carro em que Leopoldo está.
CENA 10: TEMEDO | CASA DOS VILA | INTERIOR | MANHÃ
A imagem se refaz rapidamente.
A imagem se refaz rapidamente.
Bárbara está sentada à mesa. Catarina se junta à ela e fica observando. Bárbara levanta o olhar, encarando a mãe, que desvia o olhar rapidamente.
BÁRBARA: – Eu nem posso acreditar que o João morreu, mãe. – Ela comenta parecendo abalada.
CATARINA: – Não ia demorar para que isso acontecesse, Bárbara. A Aura sabe como fazer as coisas. – Afirma, olhando diretamente para a filha.
BÁRBARA: – Essa mulher é muito perigosa (T) Mas ela não pense em interferir na minha vida de novo, e nem da minha filha que aí ela verá do que sou capaz. – Ela diz mantendo o olhar firme.
Catarina esboça um sorriso amarelo.
Catarina esboça um sorriso amarelo.
CATARINA: – Então faça o possível e o impossível para que ela não descubra que a Vitória é filha do João, e não do Carlos como ela pensa. – Adverte desviando o olhar do de sua filha.
Bárbara balança a cabeça de forma positiva, demostrando estar de acordo, mas pensa em Carlos e a incerteza se instala mais uma vez. A imagem escurece devagar enquanto Bárbara toma um pouco de café.
Bárbara balança a cabeça de forma positiva, demostrando estar de acordo, mas pensa em Carlos e a incerteza se instala mais uma vez. A imagem escurece devagar enquanto Bárbara toma um pouco de café.
CENA 11: TEMEDO | CEMITÉRIO | TARDE
A imagem volta, mostrando o carro com o caixão de João chegando no cemitério, a chuva é constante, mas fina.
A imagem volta, mostrando o carro com o caixão de João chegando no cemitério, a chuva é constante, mas fina.
Assim que Carlos sai do carro dele, Rodrigo, que acabara de chegar de viagem, se aproxima. Carlos olha para Rodrigo e para.
CARLOS: – Eu deveria nunca mais falar com você, nunca mais, por tudo que você me fez, mas hoje eu abro uma exceção, porém não vai pensando que eu me esqueci, que eu perdoei. – Ele diz, encarando Rodrigo.
RODRIGO: – Eu sei que o que eu fiz é imperdoável, irmão, eu sei. – Ele afirma, cabisbaixo.
Carlos caminha para dentro do cemitério, logo à frente está Aura, que por sua vez se encontra toda vestida de preto, fingindo que se importava com o marido. Carlos encara Aura com certa raiva no olhar.
A cena se congela no olhar de Carlos, um olhar repleto de raiva e revolta por ter descoberto tudo.
CONTINUA…


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