Castelo de Areia - Último Capítulo.


NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Branca e Laerte sequestram Estela.
Augusto se preocupa ao saber.
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CENA 01  / PILAR / HELIPONTO / EXTERIOR / NOITE.
BRANCA - Agora é só esperar o papaizinho chegar com o money! Reza para ela fazer tudo conforme o combinado. Ou do contrário, será um prazer te matar!
ESTELA - Para Branca! Para com isso! Me deixe ir embora daqui! A polícia vai te pegar. Vocês irão se presos, e tudo isso não valerá de nada! É melhor me deixarem ir embora eu prometo que nada de ruim vai acontecer com vocês.
LAERTE - Você promete? Você me entregou na primeira oportunidade que teve.
ESTELA - O que você fez era crime! Eu não podia ficar em silêncio.
LAERTE - Eu perdi tudo. Perdi o orgulho que meu pai sentia de mim, o meu cargo, a minha posição. Tudo por sua culpa!
ESTELA - Para Laerte. Para de querer me culpar por seus erros!
BRANCA - Você destruiu meu casamento Estela!
ESTELA - E você Branca? Você mandou me matar, me tirou vinte anos da minha vida. Você quer mesmo pagar de vítima? O que eu fiz foi mostrar a verdade. Mostrar quem realmente você era. Seu casamento acabou por culpa sua. Não foi por culpa minha! Você construiu uma história toda em cima de mentiras, você sabia que um dia esse castelo de areia iria desmoronar. Tudo o que aconteceu foi por culpa sua! O amor que você diz ter construído era falso.
Ela dá um tapa na cara de Estela.
BRANCA - Cala essa boca! Ou eu vou te jogar daqui de cima agora mesmo!
CENA 02 / MANSÃO BITENCOURT / INTERIOR / SALA / NOITE.
Augusto, Ramiro e Rodrigo entram rapidamente na mansão.
AUGUSTO - Eu vou até o escritório e vou retirar a quantia que eles querem do cofre!
Augusto pega todo o dinheiro que tem e coloca em uma mala.
RAMIRO - E agora?
AUGUSTO - Vamos esperar eles ligarem, se formos pra lá agora eles podem fazer alguma coisa com ela.
RAMIRO -  É Melhor ficarmos esperando mesmo. Eu não vou me perdoar se acontecer alguma coisa com a Estela.
Não demora muito e o telefone toca. Branca diz a Augusto:
BRANCA - Já arrumou o dinheiro?
AUGUSTO - Porque você tá fazendo isso minha filha?
BRANCA - Eu liguei pra falar do dinheiro, não pra ouvir você me dizer palavras bonitas só pra me fazer desistir. Se for esse seu objetivo, desista!
AUGUSTO - Eu consegui o dinheiro sim. E como que eu faço pra encontrar vocês?
BRANCA - Presta atenção no que eu vou dizer! Você deverá fazer tudo conforme eu mandar. Entendeu?
AUGUSTO - Sim, pode falar!
BRANCA - Você vai vir sozinho até aqui. Pegue a mala de dinheiro e embarque em um helicóptero. Quando você chegar aqui no heliponto, você desce do helicóptero e deixa a mala com o dinheiro lá dentro! Após isso, nós lhe entregamos a Estela e embarcamos no helicóptero. Entendeu?
AUGUSTO - Sim.
BRANCA - Eu acho bom que seja um piloto de confiança! Ouviu velho?
AUGUSTO - Tá bom.
BRANCA - Eu acho bom vocês não tentarem nenhuma gracinha, ou então eu vou adorar estourar os miolos da sua querida “Estelinha”.
Ela desliga.
RAMIRO - O que foi que ela disse?
AUGUSTO - Disse pra mim arrumar um helicóptero, e sozinho embarcar nele e ir até o heliponto da Pilar. Ao chegar lá eles entregam a Estela e embarcam no helicóptero.
RODRIGO - Eu não sei. Acho tudo isso muito arriscado.
AUGUSTO - O que você acha que eu deveria fazer?
RODRIGO - Chamar a polícia!
RAMIRO - Tá louco? Se chamar a polícia eles vão matar a Estela!
RODRIGO - E vocês acham que a Branca é de confiança? Ela está cheia de ódio, de rancor. Quem garante que ela vai mesmo cumprir com o acordo? Ela pode nos trair e matar a Estela. No local só vai estar você Augusto. Ela sabe que o senhor por ser de idade é mais fraco, nada impede ela de descumprir o acordo.
AUGUSTO - É, ele tem razão?
RAMIRO - Eu não pensei por esse lado.
RODRIGO - Podemos chamar a polícia, eles ficarão escondidos esperando a hora exata de agir! Peça para que um policial vá como senhor pilotando o helicóptero. Se eles tentar alguma coisa, o policial vai saber como agir. É melhor fazermos isso do que confiar neles que nunca foram boas pessoas, e muito menos de confiança!
AUGUSTO - O Rodrigo tem razão. Devido a emoção não pensamos corretamente! Nós devemos sim chamar a polícia e pedir ajuda!
RAMIRO - Eu vou telefonar!
Ele telefona e avisa os policiais do ocorrido. O delegado Fabrício e alguns policiais vão para a mansão.
CENA 03 / PILAR / HELIPONTO / EXTERIOR / NOITE.
LAERTE - Você não acha que eles estão demorando demais?
BRANCA - Deve estar tendo dificuldade de arranjar algum helicóptero.
LAERTE - Eu só espero que dê tudo certo.
BRANCA - Vai dar! Você sabe como o papai é doido por essa ai. Ele faz de tudo por ela.
CENA 04 / MANSÃO BITENCOURT / INTERIOR / SALA / NOITE.
Os policiais conversam com Augusto.
AUGUSTO - O Rodrigo me disse que talvez é melhor ir um policial comigo de helicóptero. Assim eles não irão desconfiar.
FABRÍCIO - É uma boa idéia. Um policial altamente treinado saberá lidar com esse tipo de situação. Eu irei solicitar.
TEMPO DEPOIS.
FABRÍCIO - Doutor Augusto, conseguimos uma aeronave para lhe levar. Um policial disfarçado de um piloto comum o acompanhará armado.
AUGUSTO - Ótimo. Assim eu fico mais tranquilo.
RODRIGO - Mas eles não poderão desconfiar de que é uma aeronave da polícia?
FABRÍCIO - Não se preocupe, não há nada na aeronave que indica que ela é da polícia.
AUGUSTO - Então vamos, eu não vejo a hora de acabar com tudo isso.
FABRÍCIO - Vamos, vocês ficam, mas não se preocupem, haverá alguns policiais escondidos também no prédio.
Fabrício e Augusto saem.
CENA 05 / HELIPONTO DA POLICIA / EXTERIOR / NOITE.
Augusto embarca em um helicóptero com um policial disfarçado.
FABRÍCIO - Esse é o sargento Marcelo, ele lhe acompanhará.
AUGUSTO - Tudo bem.
FABRÍCIO - Cuide para que tudo ocorra sem nenhuma tragédia Marcelo.
MARCELO - Sim senhor.
O Helicóptero decola.
CENA 06 / PILAR / HELIPONTO / EXTERIOR / NOITE.
BRANCA - Já está quase amanhecendo!
LAERTE - Eu acho bom eles virem logo!
O Helicóptero aparece, Laerte e Branca veem.
BRANCA - A nossa salvação chegou!
O Helicóptero aterrisa no heliporto do prédio da empresa. Augusto sai.
BRANCA - Olá papai!
AUGUSTO - Entrega ela!
LAERTE - Cadê  o dinheiro?
AUGUSTO - Tá ali no banco do heelicóteo (aponta).
BRANCA - Vem devagar pra cá!
Ele vai até eles andando vagarosamente. Branca solta Estela.
BRANCA - Vai!
Estela vai até seu pai e eles se abraçam.
AUGUSTO - Minha filha!
ESTELA - Pai!
Branca e Laerte correm para o helicóptero e entram lá dentro. O policial os aponta uma arma.
POLÍCIAL - Vocês estão presos!
BRANCA - SURPRESA - Desgraçado! Ele nos enganou Laerte!
LAERTE - E agora?
Ela puxa ele e corre para a beira do prédio. O Policial sai do helicóptero e com a arma apontada pra ele diz:
POLICIAL - Se entreguem! Não tentem nenhuma gracinha!
LERTE - O que nós vamos fazer?
BRANCA - Eu não quero voltar para aquela cadeia de novo. Eu não quero! Eu não vou ser presa Laerte! Eu não vou!
LAERTE - Eu também não. Eu não quero! Mas não há saída!
BRANCA - Há sim. Há uma saída! Eu não quero perder pra ela (Olha para Estela), eu não vou deixar ela achar que me venceu. Eu não vou!
LAERTE - O que você vai fazer branca?
BRANCA - Eu vou pular! Pula comigo?
LAERTE - Não Branca!
BRANCA - Nós não temos saída Laerte. Se ficarmos aqui eles vão nos pegar.
Laerte fica apreensivo.
BRANCA - Lembra de quando a gente era criança? A gente adorava brincar de super herói. Lembra que sempre nós éramos os vilões?
LAERTE - Sim!
BRANCA - Nós nascemos pra isso! Pessoas como nós são especiais. Nós somos superiores! Não somos como eles (aponta).
LAERTE - Sim!
BRANCA - Valeu a pena! Eu não me arrependo de nada!
LAERTE - Valeu a pena!
Eles dão as mãos.
BRANCA - A gente vai ser feliz! Vamos ter tudo o que merecemos, bem longe daqui. Eu prometo!
LAERTE - Eu sei!
Eles se viram e olham um no olho do outro. Então eles pulam do alto do prédio.
AUGUSTO - Não!
Eles caem no chão já sem vida.
DIAS DEPOIS...
CENA 07 / CEMITÉRIO / EXTERIOR / DIA.
Júlia sozinha chora a frente do túmulo de sua mãe de de su tio.
JÚLIA - Não veio ninguém, malditos! Não era para as coisas terem terminado assim!
Ela aperta uma rosa com espinhos e suas mãos começam a sangrar.
JÚLIA - Mas eu juro. A Partir de hoje a vingança de vocês também é a minha! Todos vão pagar! Eu juro!
Ela se levanta e vai embora. Rodrigo entra no cemitério e vai até ela.
RODRIGO - Minha filha!
JÚLIA - Pai? O que você quer aqui?
RODRIGO - Eu vim te buscar meu amor! Vamos embora (ele limpa as lágrimas dos olhos dela).
CENA 08 / MANSÃO BITENCOURT / INTERIOR / SALA / DIA.
ESTELA - Sabe pai? Eu estou me sentindo culpada por tudo o que aconteceu. Pela morte dos meus irmão de maneira tão trágica.
AUGUSTO - Não se sinta! Foram eles que escolheram isso.
ESTELA - Mesmo assim. Eles morreram em minha frente. Morreram com ódio e rancor de mim. Mesmo eles tendo me feito muito mal, eu me sinto culpada por deixá-los morrer.
AUGUSTO - Não se sinta culpada. Eles morreram tentando te fazer mal. Não foi você a culpada pela morte dos seus irmão. Eles escolheram andar por caminhos errados, e a morte deles é apenas a consequência de todas as escolhas erradas que eles escolheram fazer, o melhor que você pode fazer por eles é perdoar de coração, e deixá-los seguir o caminho deles.
ESTELA - Eu já os perdoei! No meu coração não tem espaço para rancor!
AUGUSTO - Agora a vida segue o seu curso. É para a frente que anda!
UM MÊS DEPOIS...
CENA 09 / IGREJA / INTERIOR / NOITE.
Estela entra na igreja.
PADRE - É de livre e espontânea vontade, que aceitas Ramiro da Silva como seu legitimo esposo?  
ESTELA - Sim!
PADRE - É de livre e espontânea vontade, que aceitas Estela Bitencourt como sua legitima esposa?
RAMIRO - Sim!
PADRE - Então eu lhes declaro marido e mulher!
Eles trocam as alianças.
PADRE - Pode beijar a noiva!
Eles se beijam!
CENA 10 / MANSÃO BITENCOURT / INTERIOR / SALA / NOITE.
Uma grande festa é realizada na mansão para comemorar o casamento de Estela. Augusto os observa da escada:
AUGUSTO - Essa é a história de Estela. Uma história como todas as outras que acontecem todos os dias nessa cidade. Uma história de amor, sonho e perseverança. A vocês que acompanharam essa história, o meu muito obrigado!
As luzes do estúdio se apagam.
Fim.



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