Castelo de Areia - Capítulo 33.


NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Júlia discute com Estela e é repreendida por Augusto.
Ramiro diz a Estela que quer dar um tempo.
Ele e Helena vão para Angra.
Flávia deixa cair o comprovante de pagamento da dívida de Carmela no chão. Custódio pega e pergunta o que aquilo significa.
FIQUE AGORA COM O CAPÍTULO DE HOJE:


CENA 01 / APARTAMENTO DE CARMELA E CUSTÓDIO / INTERIOR / SALA / NOITE.
Ela se levanta e deixa cair um dos comprovantes do pagamento da dívida de sua mãe. Custódio pega.
CUSTÓDIO - Espera aí! O que é isso?
FLÁVIA - NERVOSA - É um papel da minha faculdade pai.
Ele olha.
CUSTÓDIO - Aqui está dizendo que é um comprovante de pagamento de uma dívida desse apartamento, e está no nome da sua mãe.
CARMELA - Não é nada disso bem.
CUSTÓDIO - Você fez alguma dívida Carmela?
FLÁVIA - Ah mãe. Fomos pegas, aceita! É melhor contarmos tudo de uma vez só.
CUSTÓDIO - Então vocês estavam me escondendo algo? Eu quero saber! Podem contar tudo.
CARMELA - Ah bem, não é nada de mais. Eu fiz algumas dívidazinhas em lojas, elas foram se acumulando e eu tive que dar o nosso apartamento como garantia. Mais não se preocupe, já está tudo pago. E o oficial não vai mas bater aqui para nos colocar na rua.
CUSTÓDIO - NERVOSO - O que? Quer dizer que você fez inúmeras dívidas e ainda por cima colocou o nosso apartamento como garantia? Sua louca! Como você faz isso conosco? Nós poderíamos estar desamparados a essa hora. Podíamos estar na rua da amargura, sem eira nem beira. E como que você apronta tudo isso e nem sequer me conta nada?
CARMELA - Eu estava com medo da sua reação. Do jeito que você é sovina iria até mesmo morrer.
CUSTÓDIO - Ah Carmela, você me deixa louco! Louco! Quer dizer que inclusive veio um oficial aqui?
CARMELA - Veio.
CUSTÓDIO - E você minha filha? Não me contou nada porque?
FLÁVIA - Eu não te disse nada a pedido da mamãe. E também porque eu sei como você iria ficar.
CUSTÓDIO - E como vocês fizeram para quitar essa dívida? Até porque onde eu sei, nós não temos sequer um tostão furado.
FLÁVIA - Eu pedi um empréstimo ao tio Augusto.
CUSTÓDIO - O que? Você sabe como eu sou com esses assuntos de dinheiro. Eu não gosto de pedir nada emprestado a ninguém. Muito menos ao Augusto!
FLÁVIA - Calma pai. Eu sei que o senhor não gosta. Mas ele era a nossa única solução. Quem mais nos emprestaria todo esse dinheiro de última hora? Eu já estou pagando tudo.
CUSTÓDIO - Tá. Mais apartir de agora a dívida é minha! Eu darei meu jeito, você não merece pagar pela burrada de sua mãe.
CARMELA - Você me chamou de burra amorzinho?
CUSTÓDIO - VIRA A CARA - Avisa a essa senhora que eu não quero nenhum papo com ela.
FLÁVIA - Pronto! Começara…
CENA 02 / MANSÃO BITENCOURT / INTERIOR / QUARTO DE JÚLIA / NOITE.
Júlia revira todas as gavetas de seu quarto.
JÚLIA - Eu preciso encontrar minhas jóias. O papai e o vovô não vão me dar dinheiro para ajudar a minha mãe. O único jeito vai ser vender tudo de valor que eu tenho. Amanhã mesmo eu já vou te soltar mãe!
AMANHECE.
CENA 03 / DELEGACIA / INTERIOR / SALA DO DELEGADO / DIA.
JÚLIA - Delegado, eu vim soltar minha mãe!
FABRÍCIO - Me desculpe, mais como?
JÚLIA - Diga qual é a fiança doutor!
FABRÍCIO - Sua mãe foi presa praticamente em flagrante, e há provas em que ela mesmo confessa os crimes que cometeu, em situações como essa não há o pagamento de fiança.
JÚLIA - Droga! Como é que eu faço agora? Não há nenhuma maneira de tirar minha mãe daqui? Nenhuma doutor?
FABRÍCIO - Contrate um advogado. Sua mãe irá a julgamento, e convenhamos que ela não tem grandes chances de ganhar. Sua mãe só sairá do julgamento livre caso tenha uma boa defesa.
JÚLIA - Farei isso. Será que eu poderia vê-la?
FABRÍCIO - Não vai dar. Ela será transferida para o presídio feminino hoje.
JÚLIA - Presídio? Mais ela nem foi julgada ainda!
FABRÍCIO - Ela ficará lá aguardando o julgamento. E se for condenada ficará lá de vez. Então agora você só a vê indo lá.
JÚLIA - Droga. Irei contratar um advogado e tirar ela de lá.
FABRÍCIO - Boa sorte! Você vai precisar.
CENA 04 / PRESÍDIO FEMININO / INTERIOR / CORREDOR / DIA.
Branca chega ao presídio. Os policiais vão levando ela à sua cela. Durante a sua passagem às pressas fazem muito barulho. Ela chega a cela que irá ficar, a presa Zélia a recebe.
ZÉLIA - Olha só mulherada, tem carne nova no pedaço.
MARILDA - Chegou a nossa nova mulherzinha (risos).
BRANCA - Me tira daqui!
A porta da cela se fecha.
POLÍCIAL - Meninas, sejam gentis com ela.
ZÉLIA - Pode deixar!
BRANCA - GRITA - Me tira daquiii!
ZÉLIA - Cala a boca! Se quiser ficar viva aqui eu acho bom calar essa boca.
CONTINUA...

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