Castelo de Areia - Capítulo 15: Estela é encontrada.


NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Augusto contrata alguns homens para procurar por Estela.
Branca vai até Alexandre se certifica de que Estela está morta, ele diz que sim.
Estela sonha com uma mulher que a chama por seu antigo nome.
Os homens que Augusto contratou chegam a cidade.
FIQUE AGORA COM O CAPÍTULO DE HOJE:


CENA 01 / ANGRA DOS REIS VILA DE PESCADORES / EXTERIOR / DIA.
GUSTAVO - O Jeito é irmos perguntando pela cidade toda se alguém a conhece.
Eles então perguntaram aos moradores se alguém conhece a mulher.
GUSTAVO - Pelo visto por aqui ninguém a conhece.
HOMEM - Pergunta para aquele homem ali, a gente ainda não tinha o visto.
Gustavo pergunta pra Thiago, um amigo de Ramiro.
GUSTAVO - Com licença senhor.
THIAGO - O que querem?
GUSTAVO - Nós estamos procurando uma mulher que desapareceu por aqui perto, nós imaginamos que ela pode estar nas redondezas.
THIAGO - E como é essa mulher?
GUSTAVO - MOSTRANDO UMA FOTO - É essa aqui! O senhor já a viu?
THIAGO - ASSUSTADO - É a Maria. A esposa do meu melhor amigo.
GUSTAVO - O senhor está dizendo que conhece essa mulher?
THIAGO - Sim, conheço!
GUSTAVO - O senhor poderia nos levar até ela? É caso de vida ou morte.
THIAGO - Claro, vamos pra lá agora mesmo.
CENA 02 / CASA DE RAMIRO / INTERIOR / SALA / DIA.
Thiago chega com os homens.
RAMIRO - Quem são esses homem Thiago?
THIAGO - Eles estão procurando pela Maria!
RAMIRO - Por minha esposa?
THIAGO - Sim.
GUSTAVO - Senhor, viemos de muito longe atrás dela. O pai dela pediu para virmos atrás dela.
RAMIRO - Eu não sei, como eu vou saber se esses homens são de confiança?
GUSTAVO - Vamos conversar!
Maria ouve a conversa.
RAMIRO - Minha esposa não tem família nenhuma. Vão embora!
Ela interrompe.
MARIA/ESTELA - Não. Eles ficam! Eu quero saber o que eles tem a me dizer.
RAMIRO - Meu amor você não sabe quem são esses homens, e o que eles querem.
MARIA/ESTELA - Você sabe da minha vontade de saber do meu passado. Durante anos eu esperei por isso, e agora que eu tenho essa oportunidade eu quero saber. Entrem por favor!
Eles entram.
SÃO PAULO - SP.
CENA 03 / MANSÃO BITENCOURT / INTERIOR / SALA / DIA.
CUSTÓDIO - Meu irmão, eu fiquei sabendo que você acredita que sua filha está viva.
AUGUSTO - Sim, eu tenho certeza de que ela está viva.
CUSTÓDIO - Meu irmão, eu vim aqui pra conversar com você. Para te ajudar.
AUGUSTO - Se você veio aqui para dizer que eu estou louco ou para me criticar pode ir embora. Eu já tomei minha decisão.
CUSTÓDIO - Não. Eu não vim aqui pra te criticar ou para te reprimir. Vim aqui para lhe dizer que você está certo.
AUGUSTO - Eu não estou lhe entendendo.
CUSTÓDIO - Você é pai, você sabe o que faz. Eu tenho certeza que se você acredita que sua filha tá viva, é porque tem alguma chance de ser verdade. Você fez bem em procurar, assim você tirará de uma vez por toda qualquer dúvida ou sentimento que poderia lhe assombrar.
AUGUSTO - É exatamente isso o que eu pensei quando decidi ir atrás de informações dela. Eu quero tirar esse peso que eu venho carregando durante anos.
CENA 04 / FACULDADE / RESTAURANTE / DIA.
BRUNO - Júlia, eu queria passar um tempo com você, um tempo só nosso.
JÚLIA - Mas não estamos fazendo exatamente isso?
BRUNO - Ah meu amor, eu não estou falando de se ver no dia a dia, estou falando de algo a mais.
JÚLIA - Como assim?
BRUNO - A gente namora há tempos, nós nunca dormimos juntos. É disso que eu estou falando.
JÚLIA - Eu sei que você quer muito isso, mas eu não tô pronta agora.
BRUNO - E quando é que você vai estar?
JÚLIA - Olha Bruno, eu não quero falar disso.
BRUNO - É sempre assim, você sempre muda de assunto.
Ela sai de lá correndo.
ANGRA DOS REIS - RJ.
CENA 05 / CASA DE RAMIRO / INTERIOR / SALA / DIA.
Gustavo conta a ela a história que todos da família Bitencourt sabem sobre o seu acidente. E não a versão real, da qual só Branca e Alexandre sabem.
Ele diz a ela que seu nome é Estela Bitencourt. Uma mulher paulista, filha se um grande empresário. Ele diz que ela foi vítima de um acidente de barco, durante uma temporada de férias na cidade, e que o barco explodiu, e todos a deram como morta. Ele conta que só está lá porque o pai dela insistiu para que a procurassem.
MARIA/ESTELA - Tudo isso é muito estranho.
RAMIRO - Você acredita mesmo que isso seja verdade? Essa história é muito fantasiosa.
MARIA/ESTELA - Eu acredito! Lembra da noite passada? Quando eu acordei do nada dizendo Estela? Então, naquela noite eu tive um sonho, onde eu ia até uma praia e uma mulher, que era eu me chamava de Estela.
RAMIRO - É coincidência.
HELENA - Não é coincidência. O sonho que ela teve foi um presságio do que viria a acontecer.
RAMIRO - Agora a senhora também vai acreditar nisso mãe?
HELENA - Você sabe que eu vejo a verdade por trás dos olhos das pessoas. Eu vejo coisa que ninguém vê. Eu sei que ele está contatando a verdade. Confie nele.
MARIA/ESTELA - Se a senhora diz eu confio, eu sei de seus dons e de sua sabedoria.
RAMIRO - Tá certo, minha esposa quer muito isso, e eu respeito a vontade dela.
MARIA/ESTELA - Obrigada meu amor. Confia em mim.
GUSTAVO - Eu vou avisar seu pai de que lhe encontrei!
CONTINUA…
ATÉ AMANHÃ!

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